quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Fui ser Feliz, já volto!


Tenho amigos que não fazem a menor idéia do quanto a simples presença deles me conforta, me tranquiliza, me faz viajar...

Minha ida a Canoas foi assim, leve, suave como o sopro de um anjo ao meu ouvido. A fonte para recarregar a bateria deste coraçãozinho aqui. Precisava muito disto, respirar outros ares, receber um pouco de colo e carinho.

Ser bajulada.

E foi ótimo!

Reencontrei grandes amigos, me diverti muito e durante dois dias deixei a tristeza do "lado de lá".
Fui desfrutar de um pouco de felicidade.
Rever pessoas queridas que fazem uma falta imensa em minha vida.
E os encontrei ainda mais amigos, mais família, mais encantadoramente divertidos.

Até senti uma pontinha de ciúmes por não estar incluida atualmente naquela tão linda cumplicidade.
O tempo fez com que a gente perdesse um pouco a sintonia.
O carinho continua o mesmo, a mesma imensa alegria do reencontro, mas a afinidade ficou lá atrás, pelo menos na sexta me senti assim.
Era como se eu estivesse fazendo parte de uma grande festa deles e não "com eles".
Tão estranho isso.
Passaram-se dois meses e muita coisa mudou.

Tão lindo vê-los tão próximos e ainda mais unidos mas, ao mesmo tempo, tão difícil admitir que perdi muita coisa em tão pouco tempo.
Deixei de curtir várias histórias deles, de acompanhar etapas de suas vidas e as mudanças que aconteceram também.

Muita coisa foi novidade pra mim.
Às 3h já estava de volta a Poa, em casa.

No sábado tudo foi tão diferente.
Eram outros amigos da mesma turma mas que não estavam na sexta.
Cheguei por volta das 20h30min em Canoas.
Busquei Drika em casa e fomos para a casa da Bete e Rafa.
Xuxu e Morzão (Kito) chegaram logo depois e aí a alegria estava completa.

E lá, com eles, me senti acolhida, me senti em casa.
Imensamente feliz também (assim como na sexta-feira) mas na sintonia dos carinhos, dos pequenos gestos, de um simples olhar, dos afagos, do colo que tanto queria.

Acho que necessitava de um pouco da bajulação destes que sempre foram tão mais próximos de mim e que a distância e nem o tempo fizeram perder a química, o encanto e a cumplicidade.

Tão louco tudo isso.
E o tempo foi tão a favor da gente, do nosso reencontro no sábado que quando nos demos conta já eram 7h30min de domingo.

Enfim, Canoas nestes dois dias me "abraçou" bem apertado e carinhosamente.
Como precisava, como tanto senti falta.

Obrigada a todos que, mesmo não sabendo, acariciaram imensamente minha alma e este coraçãozinho aqui com seus sorrisos e seus afagos!
Amooooo muito tudo isso!!!
Vários deles beijos!

"Se a vida às vezes dá uns dias de segundos cinzas
e o tempo tic taca devagar
Põe o teu melhor vestido, brilha teu sorriso
Vem pra cá, vem pra cá
Se a vida muitas vezes só chuvisca, só garoa
e tudo não parece funcionar
Deixe esse problema a toa, pra ficar na boa
Vem pra cá

Do lado de cá, a vista é bonita
A maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá
Do lado de cá "


(Chimarruts - Do lado de cá)

Claus e Vanessa


Para quem ainda não conhece ou não teve oportunidade de ouvir o som desta dupla, eu recomendo!
Vale muito à pena.
O cd "Dois" esta realmente lindo!

Desde os tempos de Café do Lago que os ouço e confesso, adoro!

Gravaram seu primeiro DVD no último dia 19/01 na Save em Portão e estava simplesmente maravilhoso!

Com 10 anos de estrada esta dupla linda segue afinadissima e com o mesmo carisma e humildade de sempre!

Muito bom revê-los e desfrutar deste grande evento!

Nessa e Cau amados, parabéns pelo show!

Estava tudo muito lindo!

Dia 27/02 deve ser oficialmente lançado o DVD no Domingão do Faustão!

Segue o site para quem quiser dar uma conferida.


Beijos!

Em tempo: Ando recebendo ultimamente algumas mensagens com trechos de textos que conheço bem e também algumas letras deste cd "dois" que citei acima. Seja quem for o (a) autor (a), muito obrigada! Tem colorido meus dias! ;)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

AOS POETAS DA MADRUGADA


Eu hoje acordei tão só, mais só do que eu merecia. Eis a belíssima (e triste) frase de Oswaldo Montenegro em sua “Sempre não é todo dia”. Frase esta que poderia ser atribuída a qualquer canceriano, assim como eu.

Os mais apaixonados e mais sensíveis, mas também os mais dramáticos e mais exagerados em seus sentimentos.

Acho que, definitivamente, também sou das pessoas que não lida bem com rejeição.

Agora Cazuza chega “Exagerado” e diz que “por você eu largo tudo, carreira, dinheiro, canudo. Até nas coisas mais banais, pra mim é TUDO ou NUNCA MAIS”. Canceriano, também? Poderia...

Tudo é ao extremo: idolatram demais, criam expectativas demais, se entregam demais, sentem demais, amam demais, mas também choram demais e sofrem demais.
Aliás, a palavra “demais” deveria ser sobrenome de qualquer canceriano. (risos)
Hoje, por ironia do destino, chove lá fora. E, para não fugir deste meu ensaio triste, diria que chove tanto quanto chora meu peito.
E o dia de hoje será todo ele assim: sem luz, sem brilho. Um dia cinza.
Conspiração dos “deuses” para entristecer ainda mais este coração “que já não bate nem apanha”, lembrando Arnaldo Antunes em sua canção “Socorro”.
E nem pude sair de casa de óculos de sol para esconder meus olhos cansados e pesados de uma noite mal dormida, com Leonardo cantando “quero algo pra beber, pra acabar de arrebentar.”


É... “A vida não tem ensaio, mas tem novas chances” já dizia a atriz e poeta, Elisa Lucinda.
Tivéssemos tempo de ensaiar antes de vivermos cada sentimento, talvez o tempo nos poupasse alguns sofrimentos. Mas por isso, têm-se as tais novas chances.
Novas oportunidades de tentar de novo, de arriscar novamente, de cair mais uma vez, mas também de levantar uma vez mais.
E, como Frejat mesmo ensina, “desejo que você tenha a quem amar e quando estiver bem cansado, ainda exista amor pra recomeçar”.

Sem medo de sofrer novamente, sem medo de errar novamente, investir e insistir tantas e quantas outras vezes mais for necessário.
O coração tem de se “aprontar pra recomeçar” e “esquecer o medo de amar de novo”, letra da banda Roupa Nova para ilustrar aqui coisas que a gente sabe, mas que por vezes esquece ou não tem como lembrar no momento já que os olhos estão embaçados.
Mas isso não vem do dia pra noite, apesar de Renatinha (Arruda) insistir que “a dor de um dia dura SÓ um dia”.
Isso vai muito do tipo de dor e também da pessoa, não é?
E na real, nem ela acredita mesmo nisso já que na mesma canção diz “mas se eu chorar, não ligue não. Sou eu queimando no meu coração”.
Então, que dor é essa de apenas um dia?
Não tem: a dor continua ali queimando o coração.

Nem mesmo o tempo se encarrega de fato disto, de curar a dor ou qualquer sentimento que seja. Minha musa Martha Medeiros já escreveu sobre isso e eu também já citei em outro “post”: O tempo não cura nada, ele apenas tira o que machuca do centro das atenções. E é bem por aí.
LS Jack que, depois de Pato Fu e Kid Abelha, das bandas nacionais é a que mais gosto, e também a que me acompanhou mais de perto ontem à noite e se encarrega de falar sobre esta árdua tarefa do tempo: “o tempo vai reconstruir os pedaços que perdi”.
E então a gente vai colando os “caquinhos”, aos poucos.

Mas hoje, nem minha “fiel escudeira do mundo da bola”, Dani, está aqui para desviar meu foco e me levar para assuntos de futebol. Ela está de férias e eu, um pouco órfã.

O dia não rende, as horas não passam, quero colo, quero muito ir pra casa e, se pudesse, dormir até tudo isso passar.

Fico pensando que Guilherme Arantes tem razão quando canta “eu queria tanto estar no escuro do meu quarto à meia noite, à meia luz, sonhando. Daria tudo por meu mundo e nada mais”.

Mas a gente segue tentando, ouvindo Jota Quest, para não deixar de esquecer que esperamos “o dia em que seremos melhores, melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo”. Talvez este dia nunca chegue. Mas seguimos esperando.

Lulu (o Santos) na sua mais bela canção (Apenas? Mais uma de Amor) diz lindamente: “se amanhã não for nada disso, caberá SÓ A MIM esquecer. O que eu ganho e o que eu perco NINGUÉM PRECISA SABER”.

E isto é a pura verdade: caberá única e exclusivamente a mim esquecer, ninguém mais.

Quem investiu, quem insistiu em algo que já sabia no que poderia dar, que arque com as conseqüências de sua aposta.

Assim como é verdade que ninguém precisa saber.

Ninguém precisa saber que você não está 100%, que você teve uma desilusão ou uma decepção que te deixou sem dormir, que você apostou mais uma vez suas fichas e perdeu.
Ninguém precisa saber.

Também já escrevi em outro post sobre as coisas que escrevemos em vez de falar e porque o fazemos.

Simplesmente para não haver testemunhas e porque as palavras nos traem.

Ninguém ouve nosso pranto ou vê nossas lágrimas caindo enquanto digitamos.

Ninguém sente que nossa voz está embargada por um sentimento de dor momentânea que nos sufoca enquanto estamos colocando para fora, em forma de texto, tudo aquilo que nos aprisiona, que nos machuca, que nos perturba e nos faz sofrer naquele instante.


Paralamas em sua “Lanterna dos Afogados” retrata exatamente isto que mencionei: “Quando tá escuro e ninguém te ouve, quando chega à noite e você pode chorar”.
Não há platéia.

Não há nem mesmo álibi.

Música de cancerianos (hehehe).

Aí vem LS Jack (novamente): “posso te ouvir dentro de mim, com os olhos cheios, vou sorrir” pra te lembrar que no outro dia, estamos lá, ainda que nublados por dentro, respondendo a todos com um imenso sorriso nos lábios, com a tristeza camuflada para não ter de dar explicações.

Para não tocar no assunto porque sabemos que não conseguiremos falar sobre ele.

Pedindo silenciosamente como Renato Russo: “só me deixe aqui quieto, isso passa, amanhã é um novo dia”.

Respondemos e-mails com a maior naturalidade, sem que ninguém perceba que estamos, na verdade, com o coração dilacerado por um amor não correspondido, por uma dor que, naquele momento, parece ser a pior dor do mundo.
Sabemos que passa.

Mas a dor é inevitável.


“Sei que tudo vai ficar bem, só não sei se vou ficar também”, letra de Pato Fu...
mas poderia ser atribuída também a qualquer canceriano da face da terra.
Os mais melosos, os mais carentes e também os mais desprotegidos (na sua visão, evidentemente).

Aqueles dos extremos.

Aqueles que saltam de olhos fechados.

Vão do oito ao oitenta em fração de segundos.

Paulinho Moska até pergunta em seu “trampolim” o que fazer: “que pulo que eu vou ter que dar pra eu não me ferir?”


Não existe resposta para isso.

Aqui está o reflexo de nossas apostas, os riscos que aceitamos correr desde lá bem no inicio disso tudo, no primeiro interesse.

Talvez nos deparemos com nosso medo bem no meio de toda a nossa suposta coragem, mas arriscamos mesmo assim.

Hoje dói, sim. Dói muito.

Mas era esperado e você nunca foi de sofrer por antecipação e tão pouco teve medo de sofrer. Você se preparou para isso, inclusive.

Sabia que este seria um risco que teria de enfrentar outra vez.

Mas apostou mesmo assim.

E por quê? Por que você é assim.

É a sua natureza.

Você não tem medo de desafios, não tem medo de tentar, de correr riscos.

E aquilo que parecia estranho ou inatingível você optou por ultrapassar, pois lhe despertou interesse, não foi indiferente ao que mexeu intensamente com você.


Acredita ser mil vezes melhor se arriscar, perder, acabar se machucando do que não tentar, não ousar, não apostar além de onde se possa sentir seus pés firmemente e seguros no chão.

Mil vezes fracassar do que pecar pela omissão e se arrepender.

Ter de se conformar e viver de “se”. Se eu tivesse tentado, se eu tivesse apostado como seria?


Por que com a dor você já sabe como lidar, está acostumado, não foi a primeira e certamente não será a última, sabe bem como sanar, ainda que custe, que esfole, que demore a sair de dentro de você ou que fique ainda durante um certo tempo.

Você sabe que isso passará.

E até mesmo a dor talvez “possa sempre mostrar algo de bom”, segundo Fernanda Abreu.
E além do mais, já dizia o poeta: “os ombros suportam o mundo”, não é mesmo?

Mas se não tentar ou não arriscar, você nunca saberá se daria certo ou não.

Quem fica na dúvida às vezes deixa de saborear o melhor.

Pois não quis pular para não se ferir. Teve medo.

Mas aí, não seria você, este legítimo canceriano!


Aquele mesmo que se dedica e se entrega de corpo e alma, do início ao fim.

Aqueles mesmos ouvidos tão atentos ao LS Jack agora sussuram baixinho: “se agora eu cato a alma pelos cantos a culpa não foi sua, eu te garanto. Eu sei e você não vai querer saber: a gente sempre sofre, a gente sofre sempre por querer”.


Então me despeço com Nei Lisboa, na sua linda canção “Telhados de Paris”: “enquanto invento aqui pra mim, um silêncio sem fim. Deixando a rima assim, sem mágoas, sem nada”.



Todos estes “poetas” ouvi ou li ontem e me acompanharam durante a madrugada por isso os citei.
Numa homenagem aos que, de alguma maneira, acalmaram a alma desta pessoinha aqui na segunda-feira que passou.

Vários deles beijos!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Quinta-feira iluminada


Então, depois de tanto tempo, vocês se viram novamente. De forma um tanto “relâmpago”, mas se viram.
Horas antes ao encontro (casual?) sua cabeça estava numa enorme confusão, tentando entender se o que falaram minutos antes havia algum sentido, se foram apenas banalidades ou se, na realidade eram dicas sutis para que você fosse ao seu encontro. Em sua timidez habitual e na busca por uma opinião de alguém de fora, mas que sabia sobre a situação, tentou em vão, o auxilio de uma amiga. Sem resposta, resolveu por arriscar.


Decidiu que iria, passaria em frente ao tal bar e caso o carro dela estivesse em frente, entraria.

E foi o que você fez.
Estava com o cansaço da noite anterior estampado em seu rosto, mas precisava seguir os impulsos do seu coração. Tinha de tentar vê-la, nem que não trocassem uma única palavra, nem que fosse pela última vez, mas tinha de saber o que realmente estava sentindo por ela.

Não fazia a menor idéia de onde ficava exatamente o local, mas o endereço que ela lhe tinha passado facilitava as coisas, afinal este tinha sido o “sinal” que você havia entendido de que ela estaria lá naquela noite. Certeza zero, mas apostava 100% na sua intuição.

Enfim achou o local, um Pub escondido, bastante escuro para quem olha pelo lado de fora. Completamente diferente de todos locais que já havia ido para cantar um videokê e, para sua surpresa, não avistava nem um sinal do carro dela.

Tinha perdido seu tempo, entendido de forma equivocada o tal “sinal”.

Resolveu sair dali, ir embora, e seguiu. Dobrou a primeira rua à esquerda e seus planos mudaram completamente, pois, próximo à esquina desta rua você avistaria o carro dela.

Tudo mudara em sua cabeça naquele instante em que teve a certeza de que ela estava lá.

Um misto de nervosismo e ansiedade tomou conta daquele coração tão apertado de vontade de revê-la.

Então deu o retorno e descobriu também (ao passar em frente) que este tal bar era bastante próximo a outro que costumava freqüentar com amigos e cujo “escondidinho de camarão” era uma delicia.

De volta em frente ao tal Pub, no instante em que chegava, outro carro saía dando a vaga bem em frente para você.

Melhor impossível. Outro sinal?

Àquelas alturas mesmo que tivesse de deixar o carro com o pisca - alerta ligado, você entraria no bar só para vê-la, isto era fato!

Nada mudaria naquele instante a decisão de entrar no Pub.

Então você entrou naquele lugar que nunca havia ido, repleto de gente que também nunca vira antes e, num primeiro momento, sem a menor perspectiva de avistar aquela que ultimamente dominava seus pensamentos.

Muito pelo contrário, ao entrar deu de cara com a sua companhia habitual e um balde de água fria caiu naquele instante sobre sua cabeça.

E pensou: “que diabos estou fazendo aqui?”.


Mas a tal pessoa tratou de ir para o andar de cima do bar e rapidamente subiu as escadas, de onde só saiu no momento de ir embora.

Então você escolheu uma música para cantar. Aquela mesma que cantara na noite anterior com sua melhor amiga lembrando os velhos tempos de amizades e cantorias.

Não deu nem tempo de pedir algo para beber e ter a coragem necessária para enfrentar um microfone e já estava ali a sua música.


Era a sua vez e você cantou especialmente para ela, para aquela que hoje tem colorido seus dias, tem feito de seu coração uma eterna poesia.

Até então no Pub não haviam se visto, mas arriscaria cantar ainda que ela nem descesse as escadas.


Coincidência ou não, após você cantar, não deu cinco minutos e ela desceu as escadas e muito melhor que isso, ela lhe viu.

Estava então ali, inacreditavelmente, diante de você, sorrindo.

Deu-lhe um beijo carinhoso no rosto e um abraço apertado.

Estava diferente, com um olhar radiante e especialmente, lindo.

Ela estava linda, mil vezes linda.

Talvez nunca a tivesse visto tão iluminada, tão encantadora, com um imenso sorriso nos lábios.


E suas pernas ficaram trêmulas, como no sonho, seu coração disparou de tal forma que se fosse a sua vez de cantar, naquele momento você gaguejaria.
Estava com o coração apertado, mas enormemente feliz.

Fora o cumprimento vocês não conversaram, ela logo retornou ao andar de cima, mas para você tinha sido uma eternidade de tão bom. Já havia valido à pena.

Não deu muito tempo também para ela ir embora juntamente com sua “companhia habitual” e então aquele encontro relâmpago de “oi e tchau” estava se desfazendo.

Antes tivesse sido um encontro numa linda e fascinante tempestade, mas de toda forma, havia sido bom. Muito bom.


Não existia mais cansaço àquela altura. Tudo se dissipou. Você estava com o seu coração tranqüilo e feliz.

E acordou muito feliz e desejando a todos uma linda sexta-feira.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

100.

Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro antes, durante e depois de te encontrar.



Sumi porque não há futuro e isso até não é o mais difícil de lidar, o pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.



Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência, pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu lado, a saudade fará mais por nós que nosso amor e sua desajeitada e irrefletida permanência.



(Extraído do Livro "Cartas Extraviadas e outros poemas" de Martha Medeiros)

Dado


Para quem ainda não conhece, este ao lado é o Dado.

Ele é um dos meus companheiros no carro, assim como as outras três tartarugas de pelúcia mas, como levei o carro para lavar e meu irmão deve ir com ele a Jaguarão, optei por já ir habituando o Dado no apartamento com os meus filhotes.

Dado, como o nome já evidencia, é uma homenagem a minha melhor amiga, Dada, que sempre esteve ao meu lado nos momentos bons e ruins e que, numa época em que precisei muito (quando perdi a "Beck" que já comentei em outro "post"), me deu este fofo presente.

O Dado veio junto com um lindo cartão datado de dezembro de 2003 (por isso o gorrinho de Natal) onde dizia:


"São nas pequenas coisas que encontramos a felicidade. Tenta de todas as formas esquecer o que te deixa triste e pensa e faz o que te deixa bem... vou sempre estar do teu lado, xuxu! Beijos, Dada".

Desde então ele me acompanha e me faz lembrar sempre de ficar bem e feliz!

Estação Verão em Capão


Então não rolou sinuca alguma, fiquei o final de semana em casa (ou pelo menos boa parte dele).
Ouvi músicas, li bastante, escrevi da mesma forma, levei o carro para lavar, dei banho na Bebê e ouvi também inúmeros comentários sobre futebol na companhia dos meus filhotes.
No domingo ouvi um programa muito interessante na rádio gaúcha, cujo nome dá título a este post, com Sara Bodowsky (de linda voz) e Rodrigo Lopes onde o lance divertido ficou por conta do famoso "Guri de Uruguaiana" cantando "Canto Alegretense" ao ritmo da música "Borboletas" de Victor e Leo. Bárbaro! Sensacional!

Férias


Soube semana passada numa brincadeira entre amigos que encontrei minha "alma gêmea futebolística".
Já tinha em Canoas minha colega Thaís que nutre igual fascínio por futebol e também mesma paixão pelo tricolor gaúcho e sempre comentávamos tudo sobre o Grêmio.
Vindo trabalhar em Porto Alegre, dei de cara com Dani, hoje minha "fiel escudeira do mundo da bola" e, com quem almoço todos os dias e quem também me atura todo o intervalo em volta dos jornais e notícias de Grêmio e agora, segundo alguns amigos, também minha "alma gêmea futebolística".
Detalhe: Dani "respira" Grêmio 24h por dia hehehe
Hoje pela manhã soube então que semana que vem entrará em férias.
Que coisa, ficarei um pouco órfã neste quesito. Com quem comentarei sobre futebol? Quem discutirá comigo assuntos do Grêmio durante sua ausência? hahaha

domingo, 9 de janeiro de 2011

CONTAGEM REGRESSIVA


Dia 21 deste mês enfim retorno a Canoas para rever amigos queridos que deixei por lá e dos quais sinto imensas saudades.
Há mais de dois meses que não os vejo e, confesso, não me preparei suficientemente bem para tanto tempo de ausência. Nos comunicamos por e-mail, orkut e mensagens ao celular mas sabemos que o convívio e o "olho no olho" é sempre mais importante quando se trata de carinho, amizade e até amor.
E eu que sou uma pessoa que precisa disto, preciso sentir, preciso ter o abraço apertado, perceber que a saudade está do outro lado também e com igual intensidade, admito que estou ansiosa por este reencontro.
Desde minha saída da "Mais Econômica" em outubro passado para trabalhar aqui em Porto Alegre que os nossos tradicionais jogos de futs das sextas-feiras não mais aconteceram.
E era tão bom e divertido mas, como quem reunia o pessoal e organizava tudo era eu, nunca mais jogamos. Ainda insisto toda semana para que marquem jogo mas vejo que meus argumentos estão escassos e fracasso neste objetivo.
Agora dia 21 retorno para um reencontro com todo pessoal na casa de uma das meninas (imagino eu), com "salchipão" e várias delas cevas, sem falar em um campeonato de "Fla-Flu" que soube estarem organizando, já que é atual febre das bonitas de lá.
Com certeza será um reencontro emocionante e muito divertido!

TODO O RESTO


Lí novamente hoje um texto de minha "musa" Martha Medeiros e, como gostei resolvi compartilhar:

"Existe o certo, o errado e todo o resto, frase do filme sobre a vida de Cazuza, interpretado por Daniel Oliveira. Todo o resto é o que nos assombra: as escolhas não feitas, os beijos não dados, as decisões não tomadas... Há o certo, o errado e aquilo que nos dá medo, que nos atrai, que nos sufoca, que nos entorpece, nossos erros e desilusões. Todo o resto é nossa pureza e inocência que se mantém vivas dentro de nós ainda que ninguém perceba. Tudo o que ninguém aplaude e ninguém vaia porque ninguém vê."

Beijos a quem merece!

Enquete


Lí tempos atrás uma frase que fiquei pensando "será que contamos tudo realmente (100%) a (o) nossa (o) parceira (o)?
Se fôssemos abrir tudo (100%) será que o relacionamento permaneceria intacto, inabalável?

Como sou uma pessoa solteira, deixo para os meus amigos e amigas comprometidos (as) opinarem sobre o assunto.

Então a frase é... "A quantas conversas francas resiste um relacionamento?"

Futebol


Desde que comecei a freqüentar o Monumental da Azenha (há muitos anos!) passei a ter um verdadeiro fascínio por tudo relacionado ao mundo da bola.
Hoje posso dizer que não só gosto de futebol como entendo muito e comento sobre o mesmo. Seja apenas campeonato gaúcho, o nosso nacional ou até mesmo os demais (e mais interessantes) como os europeus.

Não discuto futebol, assim com não discuto política e religião mas, em conversas amenas e descontraídas, falo na boa sobre determinado jogador, clube ou algum assunto em destaque dentro das quatro linhas e aí manifesto minha opinião.
E, por meus amigos saberem desta minha paixão, ultimamente muitos querem saber minha opinião a respeito do “caso Ronaldinho”. Já publiquei no blog meu entendimento a respeito deste assunto e o dou por encerrado. Faço apenas aqui a observação que coloquei no Orkut: “Quem tem ASSIS MOREIRA no sobrenome, jamais será um PORTALUPPI”. Então, tirem suas próprias conclusões. Neste assunto não toco mais pelo simples fato de que não vale à pena.

Quanto ao Grêmio, este sim meu grande e talvez único interesse em termos de futebol deste ano, me importa e muito sua formação para 2011.

Acredito que em termos de plantel como um todo, o time de 2010 terminou encaixado e jogando muita bola. Permanecendo as peças principais e 90% daqueles que se destacaram ano passado estará perfeito.

Ouço que o Grêmio busca um atacante, um lateral esquerdo, um meia, um volante e um zagueiro.

Bom, em relação ao atacante: Grêmio trouxe "Lins" (do Criciuma) que não conheço, não sei nada sobre seu futebol mas, sendo indicação de Renato (o cara!), assino embaixo. Temos Jonas, André Lima e Borges (que graças a Deus, permaneceu no Grêmio!). Fora estes ainda temos o Talismã e xodó da torcida, Diego Clementino e também Júnior Visçosa. Ambos deram bons retornos em 2010 e acredito que não será diferente em 2011. Se fosse apostar em outro atacante ou centroavante, meu sonho é Liedson que joga em Portugal mas acredito estar fora dos planos e padrões salariais do Grêmio atualmente.

Quanto ao "meia" de fato entendo que temos carência pois só há Douglas de criativo e isso me parece temerário atualmente. E quando Douglas não puder jogar ou não estiver inspirado? Ficaremos órfãos de fato da qualidade de passe e visão de jogo.

Tenho imenso carinho e admiração por Roger (da Debora Secco), hoje no Cruzeiro. Já passou pelo Grêmio, tem igual ou superior qualidade a de Douglas mas, imagino não estar nos planos do Grêmio devido à sua saída um tanto conturbada para o futebol do Catar tempos atrás.

Aí entra minha aposta de 2011: MITHYUÊ!!!

Ele está de volta após ter sido emprestado ao Atlético Paranaense em 2010. Garoto que jogava futsal, tem extrema habilidade e qualidade técnica. Já mostrou em campo sua visão de jogo e talento no passe quando teve oportunidade. E agora está de volta ao Grêmio. Temos aí o "meia" ideal para uma possível ausência de Douglas. Torço muito para que Renato veja seu futebol e, como excelente técnico que é, faça despontar para o Brasil o talento que tem Mithyuê.

Precisamos de um zagueiro, isto é fato. Imagino que "Coates" seja o ideal, apesar das relações de Grêmio com a então "parceira" Traffic terem ficado estremecidas após o episódio "ASSIS".

Quanto à lateral esquerda, acredito que alguém estilo Junior César do São Paulo seja interessante, ou algum outro semelhante ao futebol de "Roger de 95", que agora auxilia Renato no nosso vestiário.

Em se tratando dos volantes que mencionaram estar entre as contratações, acho que temos no plantel (incluo aqui as categorias de base) nomes bons como William Magrão, Adilson, Fernando. Não vejo aí algo tão necessário em termos de reforços no momento. Quem tem como ídolos de volantes Dinho e Sandro Goiano, duvido que aceite qualquer um como reforço. Se não for para vir um de qualidade realmente digna de vestir uma camisa 5 ou 8, melhor apostar em Rochemback e algum outro dos garotos que citei.

Aliás, Rochemback deu excelente resposta em 2010, contrariando inclusive a mim que tinha certa restrição ao seu futebol e hoje surge, na minha opinião, como um novo Dinho e é também, ao lado de Mithyuê minha aposta de destaque no Grêmio em 2011.

Enfim, a meu ver, necessário mesmo é um zagueiro e torço para que dê certo a vinda de "Coates" que é jovem, porém experiente, sabe sair com a bola e tem excelente qualidade técnica. Do contrário vamos concentrar nossas atenções para o Liverpool do Uruguai (na partida importante do dia 26 de janeiro) que já está de bom tamanho.

Saudações Tricolores

Saudações SEMPRE apaixonadamente, Portaluppianas!!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Você correria o risco?


“Ah tá, e quem foi que disse sentimento e racionalidade combinam?

Pois é, para mim estes dois sentidos são como água e óleo, não se misturam de jeito nenhum...

Sempre pautei minha vida pelas emoções que as pessoas e as coisas me despertam. É claro que já sofri, é claro que já me desiludi, mas nada supera as emoções que vivi.

Naturalmente minha vida foi tomando o rumo que meu coração desenhava. Inconscientemente sempre fui levada por sentimentos, sendo eles das mais distintas origens e intensidades, apenas sentimentos. Minha história é cheia de sobressaltos, mudanças, escolhas e em cada uma das direções que escolhi tomar, o maior peso foi sempre o meu sentimento em relação àquele destino e, independente das minhas cicatrizes, sou MUITO feliz.

Então, Minha Amiga, o que tenho para te dizer é que SIM, você pode se machucar e muito. SIM, essa história pode não dar em nada e te decepcionar. SIM, você pode ter relações abaladas. SIM, você corre o risco de ser julgada e condenada... mas, eu te pergunto: E daí ????? Do que vale uma vida sem rompantes???? Sem riscos???? Sem lágrimas???? Sem cicatrizes????? Do que adiante ter sempre a pele e a consciência limpa se o coração nunca experimentar a mais pura sensação de êxtase???

Por isso tudo e por simplesmente não conseguir ser a racional do "conselho" anterior, desejo a você a coragem de seguir em frente e viver cada emoção, escrevendo sua história nas páginas do seu coração e não de sua mente... afinal, do que vale uma mente brilhante se o coração já não pulsa mais???

VIVA, se permita e o resto??????.......... A gente vê depois........

Beijinhos!”

Coloquei de início parte de um e-mail que recebi de alguém que hoje faz parte das minhas novas amizades. Até então éramos apenas “conhecidas” hehehe...
Enfim, copiei (com a autorização da autora em questão ahahaha) a parte final do e-mail que falava sobre o que eu entendo, que são sentimentos.
A parte racional, li e guardei apenas.

Não adianta eu querer me policiar a agir racionalmente se, na verdade, não sou racional.
Como todo canceriano, sou movida a sentimentos e, concordo em partes com o e-mail acima.

Mas não abrirei aqui uma “sala de bate papo” analisando opiniões.
Copiei o e-mail pois gostei e me identifiquei com ele. Na verdade, achei ele lindo. Acho que é a "fase" atual... rsrs

E neste post comentarei sobre um tópico dele que me despertou interesse.


Nunca me preocupei com a reação das pessoas e até já comentei isso em postagens anteriores, não ligo, aprendi a deixar passar os comentários maldosos (que sempre existirão pois é da natureza humana se importar e muito com a felicidade alheia), os palpites desnecessários, as intrigas.

Absorvo tudo isso naturalmente, mas não guardo comigo não.

Se manifestar interesse por alguém (ainda que este alguém já tenha alguém) é crime, meu Deus, estamos perdidos!

Não fiz nada de errado.

Conheci uma pessoa e, na mesma noite me informei sobre ela, me encantei e pronto.

Tá, tudo bem, esta pessoa tinha (e tem) outro alguém.
Mas e aí, eu tenho culpa disso agora?
Sorte deste alguém que teve a chance de ver e conhecer primeiro.

Feliz desta pessoa que hoje tem alguém especial ao seu lado. Parabéns.

Não entrei em suas vidas, não invadi privacidade de ninguém.
Tudo que fiz foi tentar entrar em contato com quem me interessei. Ponto.

É errado isso? Então não pense em mim, não me julgue.
Apenas diga a coisa certa e tudo ficará bem.

No e-mail, me despertou interesse o comentário sobre o fato de acabar tendo relações estremecidas por conta deste meu interesse.

Ora bolas, se meus amigos me julgarem por isto e, tomando partido, me condenarem, é possível que eu esteja errada em relação às minhas amizades então.


Da mesma forma que não condeno quem deixe de gostar de mim, ainda que seja da noite para o dia, não julgo quem, assim como eu, simplesmente gostou de alguém que, infelizmente, já tinha outro alguém.

Mas, o mundo dá voltas, e existem pessoas que param em uma das voltas que ele dá. E a vida precisa andar. Virão novas pessoas, novos sonhos, e você se situará em cada um deles.

Luciana Pestano começa “Letra e Música” com a seguinte frase:

“Quando encontrar qualquer coisa difícil torne isso seu objetivo. A vida não é se não correr o risco”

E eu não tenho medo de correr riscos! Todos somos livres para ir e vir e, principalmente pensar!
Então...


p.s. Obrigada pelo e-mail e pelos conselhos!

Calor


Agora são 3:34h e acabo de chegar em casa após uma noite agradável porém, "morta" e "muito quente" em Porto Alegre.

Me refiro aos locais fechados em si, todos vazios e me lembrando muito a música da banda Legião Urbana "festa estranha com gente esquisita". Onde está todo mundo? Tudo na praia para fugir do calor!


Saí por volta das 23h de casa e encontrei algumas amigas em frente ao nosso objetivo inicial. Entretanto o mesmo estava absolutamente vazio, então fomos para o "centro" da Cidade Baixa antes do nosso plano "B".

Os bares todos lotados, mesas nas calçadas abarrotadas de gente, enfim, gente por todo o lado. Optamos por um na Lima e Silva, com ar condicionado e bastante agradável.

E lá ficamos até 1h30min, conversando muito e também muito tempo sobre o "mesmo" assunto (rsrsrs). Então resolvemos sair para dançar. Rumo ao plano "B".


Chegando lá, entramos.

Meu "Deus", eu tinha a sensação de estar no inferno, de tão quente e abafado que estava o lugar. Os ventiladores mal davam conta, janelas abertas que não faziam qualquer efeito, não havia circulação de ar. Sem falar que o Dj era péssimo. Entramos ao som parecido com "Margarete Menezes" (Jesus!!!) e, após incansáveis músicas "bate estaca" resolvemos ir embora.


Antes tivéssemos decidido apenas por jogar uma sinuca no Bilhar Dez, não é mesmo?

Ar condicionado, cerveja estupidamente gelada e com as mesmas companhias agradáveis e especiais.


Enfim...Quem tá na chuva, tem de se molhar!

Libação


É do nascedouro da vida a grandeza.
É da sua natureza a fartura
a ploriferação
os cromossomiais encontros,
os brotos os processos caules,
os processos sementes
os processos troncos,
os processos flores, são suas mais finas dores

As conseqüências cachos,
as conseqüências leite,
as conseqüências folhas
as conseqüências frutos,
são suas cores mais belas

É da substância do átomo
ser partível produtivo ativo e gerador
Tudo é no seu âmago e início,
patrício da riqueza, solstício da realeza

É da vocação da vida a beleza
e a nós cabe não diminuí-la, não roê-la
com nossos minúsculos gestos ratos
nossos fatos apinhados de pequenezas,
cabe a nós enchê-la,
cheio que é o seu princípio

Todo vazio é grávido desse benevolente risco
todo presente é guarnecido
do estado potencial de futuro

Peço ao ano-novo
aos deuses do calendário
aos orixás das transformações:
nos livrem do infértil da ninharia
nos protejam da vaidade burra
da vaidade "minha" desumana sozinha
Nos livrem da ânsia voraz
daquilo que ao nos aumentar
nos amesquinha.

A vida não tem ensaio
mas tem novas chances

Viva a burilação eterna, a possibilidade:
o esmeril dos dissabores!
Abaixo o estéril arrependimento
a duração inútil dos rancores

Um brinde ao que está sempre nas nossas mãos:
a vida inédita pela frente
e a virgindade dos dias que virão!



(Extraído do Livro "Eu te amo e suas estréias" de Elisa Lucinda)

CHUVA

Em tempo...

está explicada toda a chuva de hoje:

inventei de levar o carro para lavar!

he he he

ESTÁ ACABADO


Enfim a novela mexicana Ronaldinho Gaúcho chega ao seu final.

Amém!

Farei apenas um breve comentário sobre toda esta questão que envolveu o meu time do coração (GRÊMIO) e a família ASSIS:
Sábio foi Renato (O CARA!!), que desde sua volta das férias não teceu qualquer comentário a respeito desta PALHAÇADA que virou a negociação de Ronaldo.
Negociação exaustiva (desde setembro de 2010) e que, para nós torcedores e todos dirigentes do Grêmio, encerra-se de forma frustrada.

Entretanto, na minha opinião, é preciso sempre ver o lado bom das coisas e, por isso, AFIRMO: Ronaldinho Gaúcho(??) não vir para o Grêmio foi o melhor para o clube.
Digo isso pelo simples fato de que Ronaldinho não merece o Grêmio. Ele teria a chance de resgatar sua imagem junto à torcida quando há 10 anos dava a primeira mostra do verdadeiro caráter da família ASSIS.
Mas não o fez. Ronaldo preferiu ficar mudo. Com talento mas sem personalidade, sem voz própria, sem caráter e submisso às vontades de seu irmão.
Novamente outros INTERE$$ES falaram mais alto.
E assim, novamente veio à tona o verdadeiro caráter da família ASSIS.

Odone (presidente do Grêmio), em entrevista coletiva poucas horas atrás reiterou que o amor estava à frente de tudo. E disse que gosta das coisas "limpas e abertas" e que “O Grêmio não queria trazer um jogador do mercado, porque não tem dinheiro para isso. Eu queria ver no olho dele o amor e a vontade de jogar pelo Grêmio”. E ele tem toda razão.

Então, chega de falar desta família de mercenários.
O Grêmio é realista e digno de seu tamanho ao se retirar do leilão. Ninguém – absolutamente nenhum torcedor no Brasil – merece tamanha COMÉDIA de mal gosto.
O Grêmio é muito superior a tudo isso e Ronaldinho (o mudo) é um diminutivo apenas e sua atitude (ou não atitude) menor ainda.

Agora, Ronaldinho é só um nome, um adversário.
Beijos a quem merece!

Carta Extraviada 4


Sou mais um desses boçais que escreve tudo aquilo que deveria ser falado, e você é mais uma vítima que jamais vai ter atendido o seu desejo: saber.

Mesmo consciente da sua boa vontade de me ouvir e entender, lhe escrevo, não posso ir além, não peça para remeter-me, esta carta não é para chegar, é uma carta de ficar.

Para mim e para você, escrevo que, daqui de onde me encontro, você está longe e perto, e eu estou sozinho e não.


Do que sinto, aviso que é forte mas não é perigoso, é como um grande lago sereno, eu sou o píer, quase me precipito, você é todo o resto, toda água, tudo o que há.

Mas somos dois e em vez de par, somos ímpares.
Estou possuído por você e ao mesmo tempo permaneço impermeável, amo a seco, e rendido.

Você não me acharia covarde, você não acharia nada: você não me conhece.
Sou um vulto, um alguém, você foi gentil comigo como é com os garçons e os primos, com os pedestres e com os turistas, você foi o que sempre foi, e eu não fui com você: no terceiro minuto ao seu lado eu já sabia que era irremediável, e em vez de segurar sua mão e reverter-lhe a pressa, deixei que você fosse, eu fiquei.

Os dias, os gestos, rituais cotidianos, surpresas, tudo corre, tudo passa por mim, menos o susto deste amor que entranhou-se feito limo, umidade em peito árido, me sinto tomado, absorvido, e não encontro método ou coragem para dizer: você que é o motivo e dona desta represa, fique comigo, pois é só o que eu sei fazer, ficar.

Mas você é ligeira, em movimento constante, você não senta, não repara, quer vida demais, sedenta, me fisgou muito rápido, e eu sou lento, estudado, incapaz de um repente, apaixonado por uma mulher impaciente, que suplica com o olhar e não espera, você se foi, em frente, quando deveria ter ficado.

Você não me conhece, não houve tempo.
Seu olhar me autorizava o flerte, se eu lhe acompanhasse, rogaria por um beijo, e de mãos dadas o nosso caminho haveria de ser compartilhado.

Mas eu sou mais um desses boçais que não falam, que pensam demais antes do próximo passo, e você é mais uma vítima de um amor não consumado.


(Texto do Livro "Cartas Extraviadas e outros poemas" de minha "musa", Martha Medeiros).

Acho muito interessante este texto e resolvi compartilhar enquanto reorganizo minhas idéias...
Cada um deixa as pistas que pode, não é mesmo?

Vários deles beijos! ;)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Você


Estou vivendo uma fase tão boa que se melhorar “estraga” (risos)
Estou muito feliz com os últimos acontecimentos e, por esta razão, defino esta etapa da minha vida como sendo de um “encantamento puro”. Sei exatamente onde estou pisando e está tudo bem, sem criar expectativas, apenas vivendo o momento.

Não sei se meus sonhos se realizarão, não sei se meus desejos acontecerão de fato, acredito que não, mas tenho esperança de estar enganada. Porque a gente na verdade nunca sabe, mas se arrisca mesmo assim. Certeza é pra gente que não ama o suficiente, sei lá, não me importo com isso. Estou muito feliz e isto basta. Não sei quanto tempo vai durar este meu momento, mas não estou preocupada com isso.

Li há alguns anos atrás o livro Eu@teamo.com.br de Letícia Wierzchowski e Marcelo Pires que trata sobre o inicio do romance dos dois autores. Ele ao ler um livro dela (por indicação de minha musa, Martha Medeiros), gostou e descobriu seu e-mail. A partir daí trocaram mensagens, se apaixonaram e estão casadíssimos.

Isto nada tem a ver com o meu momento iluminado, mas, em partes lembra um pouco de como estamos nos conhecendo atualmente.

Jorge Vercilo em sua belíssima “Monalisa” dá a idéia do que aconteceu há alguns meses atrás: “... e a vida tão generosa comigo veio de amigo a amigo me apresentar a você...”.
Mas, como também já comentei em outro post, havia outro alguém com você.
Lembro que por um amigo em comum nos conhecemos pessoalmente. Posteriormente começamos a nos comunicar. Não sei exatamente como tudo começou, quem começou teclando com quem ou enviando o primeiro e-mail, imagino que tenha sido eu, afinal eu quem fui atrás, então, nada mais natural.
O fato é que hoje seus e-mails viraram a MELHOR parte do meu computador – sem falar dos MEUS DIAS.

A gente não se encontra pessoalmente faz um bom tempo, mas, por e-mail nos falamos toda semana e isto é tão bom. Às vezes espero ansiosa o seu e-mail de “bom dia” e quando ele vem, parece que vejo você diante de mim, a maneira como escreve parece tão real que imagino você à minha frente falando e gesticulando muito. Sei lá fico viajando nas coisas que você gosta, nas suas preferências musicais, o que gosta de ler, no que faz todos os dias quando chega em casa do trabalho. Me sinto tão próxima que tenho a impressão de que já nos conhecemos há tanto tempo. Mas, confesso que temo pelo nosso reencontro depois de nos comunicarmos tanto apenas por e-mails e MSN.

Não sei como seriam “nossas” reações. Você imagino que seria igual às outras vezes em que nos vimos. Admito que eu talvez fique sem reação, apenas te admirando de longe, observando seu primeiro olhar, seu primeiro sorriso após esta fase de e-mails. E eu louca de vontade de ter na boca a doçura do teu beijo.

Também não imagino como serão as coisas depois que você ler este post. Talvez não existam mais e-mails (o que eu duvido) ou talvez simplesmente não toquemos mais no assunto.
Nunca subestimei tua inteligência, tão pouco cogitei a hipótese de você sequer imaginar ser a pessoa dos meus “sonhos”, mas chega uma hora em que é preciso ser mais objetiva, não é mesmo? Vejo tanto interesse de sua parte em querer desvendar meus “sonhos” que agora lhe digo: sim é você, baby! Vários deles lírios pra você!

Enquanto isso vou enchendo meus sonhos de brilho.

"Eu gosto tanto de você

Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu vou sobreviver...
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber ."


(Lulu Santos - Apenas Mais Uma de Amor)

Ciúmes, todos têm!


Este início de ano passei bastante tempo com meus filhotes e assim, percebi que “todos” sentem ciúmes, mas, cada um com jeitinho especial.
Tom Cruise, o mais velho e lindão da casa, é bravo e o legitimo felino, pois só dá carinho quando realmente está afim. Do contrario, nem se aproxime. Minha pantera amada! A gente brinca de “lutinha” em cima da mesa de sinuca e ele adora. Se sente no comando porque me morde e arranha os braços. Mas aí quando eu o deixo quieto e dou atenção a um dos outros, ele vem sorrateiro e morde minha panturrilha. É o jeito dele se rebelar.

A Meg Ryan é a minha princesinha, meu bebeím gordinho, sempre doce e carinhosa, choraminga o tempo todo querendo atenção, pula do chão até meus ombros à procura de colo e da minha orelha (que desde bebê acha que é mamadeira). Ela sente muito ciúmes da “Bebê” (a cadela), mas se impõe. Chegou antes, ora bolas, nada de outra “fêmea” no seu espaço sem que ela dê consentimento. Se “Bebê” fica muito perto de mim ela vai lá e literalmente passa por cima da cadela e pega o lugar. E a safada reina absoluto então. A Meg é a mais obediente também. Sempre que digo “não” ou “vem” ela prontamente me atende. Já os demais...

O Brad Pitt é o meu “apaixonado”. Tem um encantamento comigo que é cativante. Fica o tempo todo me admirando enamorado. Superou todos os medos que tinha da “Bebê” para poder ficar grudado em mim na hora de dormir. Adora carinho na barriga e tem um miado muito engraçado. Em partes, parece que reclama em vez de miar. Ele é o menos ciumento, mas o mais apaixonado lindo da mãe!

A Bebê é disparada a mais ciumenta. Não consigo brincar com os outros sem prendê-la em algum canto porque quer estar junto. E não tem ciúmes apenas de mim, dos outros também. Se os outros brincam entre eles, já quer ir lá se intrometer e rosnar para eles. Sem falar que se algum deles chega perto dos seus brinquedos, já viu, é uma correria só. Se joga, literalmente à frente para pegar antes deles. Ela até tenta brincar com eles, mas tem um jeito tão afoito e estabanado que acaba os assustando com suas correrias. Mas é tão fofa e carinhosa que dá dó deixá-la tanto tempo sozinha.

Eu também sinto ciúmes. Tenho ciúmes da minha afilhada, de meus pais, de meus amigos (e tenho muito!) e até de você. Percebi estes dias vendo algumas fotos em que você tinha deixado comentários. Aí pensei: “lá vão levados os meus sonhos”. E pensar que tudo “recomeçou” num sonho (lindo). E eu aqui outra vez escrevendo você.

Na despedida do Gux lamentei vocês não terem se conhecido. Queria saber quem se encantaria mais: se você com o jeito doce e louco dele ou ele com seu olhar e sorrisos envolventes e seu coração imenso.

Enfim, que em 2011 nos reencontremos de fato (apesar de eu ter certo receio em relação a isto).

Mas, que nada me tire a calma e paciência. Muito menos o sono!

2011


Comecei o ano dormindo muito, sonhando da mesma forma e na companhia dos meus “filhotes”. Passei o primeiro dia do ano inteiro com eles, ouvindo música e relendo alguns livros. Segui a dica de Fabrício Carpinejar: “em vez de tirar o pó da estante, releia bons livros”. Foi o que fiz.
Devorei novamente “Só as mães são felizes” de Lucinha Araújo que fala sobre a vida de Cazuza.

Em minha opinião, um dos maiores poetas da nossa música. “Todo amor que houver nessa vida” é uma verdadeira obra-prima, sem falar que sua mais linda e delicada canção foi criada dentro de um quarto de hospital e ele com 42° de febre apenas observando Beija-flores voando pelos jardins e, na inspiração do grande poeta que sempre foi, surgiu “Codinome Beija-Flor”.

Aproveitei também para reler “Dores, Amores e Assemelhados” da sempre divertidíssima, Claudia Tajes e, assim consegui encontrar entre as personagens um de meus presentes de 2010 que é a agora então minha amiga “Preta”.

Ouvindo minhas músicas preferidas, lembrei que já é preciso começar a me agilizar caso queira assistir a todos ou alguns dos shows que terão em breve por aqui. Dia 27 de fevereiro, Cindy Lauper no Bourbon Country, em março Shakira (ainda a definir se vem a Poa mesmo) e dia 12 de abril, Roxette no Pepsi. Como U2 só vai a RJ e SP, fica mais difícil, né? Enfim parecem distantes ainda, mas sabemos que, todo show bom, vão-se rápido os ingressos. É preciso se organizar para não perder a chance. Então, vamos?

Último dia do Ano


Amanheci com a música “Quase um Segundo” dos Paralamas a cabeça: “eu tive um sonho ruim e acordei chorando por isso eu te liguei”. Tirando o fato de acordar chorando e ter te ligado (que não aconteceu), a outra parte foi verdade: tive um sonho bem ruim, com morte de parente e tal, toda a função de velório, enfim. Não acordei chorando, mas estática, pensando e lembrando as últimas vezes em que havia chorado tanto a perda de alguém. E foram, três apenas: pelo falecimento de minha avó de criação, Sebastiana, de minha Dinda e da Beck (minha gata que o vizinho de Mami envenenou).

Mas em toda função do sonho teve algo curioso. Não entendo nada sobre significados de sonhos, só sei que neste eu chorava muito e aos amigos pedia que avisassem a você, na esperança de que viesse confortar a minha dor com seu carinho.
Eis eu aqui novamente escrevendo você. Até mesmo em um sonho ruim eu queria ter você por perto. Tem uma canção do Pato Fu que eu adoro que diz mais ou menos isso: “Pode ser numa canção, pode ser no coração, eu só quero ter você por perto”.

Então, saindo deste sonho triste, vamos ao que resta deste último dia do ano. 2010 vai se despedindo e amanhã já estaremos em outra década. Talvez eu consiga fazer nos próximos dias tudo aquilo que me programei para ocupar a mente e o coração.
A começar por hoje à noite: Ver meus pais, minha doce afilhada, minha irmã que logo já retorna a Brasília, ouvir minhas músicas preferidas (algumas em volume bem alto, pois são aquelas que precisam de ar), andar de bicicleta pelo Bric, Usina ou, quem sabe, apenas contemplar o pôr do sol em Ipanema, tomar um bom chimarrão e lembrar de você. Imaginar onde estaria no momento, em que estará pensando, o que estará fazendo. Eis, você aqui de novo!

E pensar que ouvi tantos conselhos estes últimos dias sobre este meu encantamento. E um diferente do outro, mas, se conselhos fossem bons estariam à venda, certo?
Conselhos a gente ouve, assimila ou não, e depois faz o que bem entender com eles, não é verdade?
Parece que vejo minha melhor amiga sorrindo e me dizendo: “Nadiolina, se é isso realmente que você quer, siga o coração, tenha paciência e espere. Mas, enquanto isso aproveite!” rsrs

Bom voltando ao foco principal que é o ultimo dia de 2010, lembrei que há tanta gente que se preocupa com cores, roupa nova, comer uva e guardar as sementes na carteira, pular sete ondinhas (para quem está na praia), comer lentilha embaixo da mesa, enfim, inúmeros rituais ou superstições de final de ano. Tirando a parte da lentilha, o resto não me importa não. Claro que mil vezes optaria por passar na praia (coisa que há dois anos não consigo fazer), até por ser canceriana onde o elemento é água, preciso fluir, movimentar minhas emoções e nada melhor que a imensidão do mar à frente. Mergulhar no mar na virada do ano sempre foi meu ritual preferido.

Dia 31 em Porto Alegre é difícil. Sempre tem aquela divisão chata de se passar com Mami ou Papi. Como este ano passei com Papi, logo o Réveillon será com Mami e com a cor que você gosta!
Feliz 2011 para nós!

Penetração do poema das sete faces

(A Carlos Drumond de Andrade) Ele entrou em mim sem cerimônias Meu amigo seu poema em mim se estabeleceu Na primeira fala eu já falava como ...