segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

(...)



Até quando é outra pessoa, é você...

One step...

(...)
One step closer
One step closer
I have died everyday waiting for you
Darling don't be afraid I have loved you
For a thousand years
I'll love you for a thousand more

And all along I believed I would find you
Time has brought your heart to me
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more
(...)

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Três (quase) Amores

A razão do título deste post é por conta do primeiro livro que li de Claudia Tajes: “Dez (quase) Amores”.

No momento, tive até então três grandes e profundos amores. Que me fizeram perder o rumo, o tino e, porque não dizer, a paz. Mas também me levaram às nuvens, ao encantamento puro, incondicional, pleno. Com eles, as sensações de borboletas no estômago, frio na barriga, mãos gélidas e pernas bambas fizeram-se constantes. Coisas até então totalmente desconhecidas pela pessoa aqui.

Importantes, especiais, inesquecíveis. Porém, todos com uma carga de certeza de que poderiam ter ido muito além, ter tido mais tempo, mais histórias para contar pra se lembrar com carinho e se guardar para a eternidade. Feito lembranças sensíveis que a gente deixa em porta retratos, grava na memória e carrega com carinho no coração.

Foram em épocas distintas, pessoas completamente diferentes, sem qualquer tipo de ligação ou afinidade entre elas.
Em comum o fato de eu sentir quando os encontrarei, quando terei notícias, algum sinal de fumaça ou algo do tipo. Por razão que desconheço, mas que sempre acontece.

Semelhantes também nas razões dos afastamentos: o medo. Medo meu, medo seu, medos nossos.
Tanto faz.
Dois deles do signo de Capricórnio. O outro, de Peixes.
E, todos, amores de primavera, estação das flores.
O primeiro, da adolescência, da vizinhança. Estávamos sempre perto, mas nos desencontrando pelos acasos da vida também. Até o dia em que o destino deu um empurrãozinho e nos encontramos na mesma festa. E aí, não mais nos desgrudamos. Tempos depois, nossos objetivos tomaram rumos distintos e a faculdade fora do País nos fez afastarmos por completo. Nosso receio de algo se perder entre estas idas e vindas foi mais forte. O medo de nos machucarmos nas nossas ausências falou muito mais alto. E aquele instante que sempre se fez tão presente ficou cada vez mais raro, em tempo indefinido, distante.

Na época da faculdade conheci meu segundo “quase” amor. Como quem se sente muito mais à vontade entre estranhos, nos descobrimos entre os desconhecidos do fundo da sala de aula. Gostos em comum, hobby de nadar. Risos e sorrisos que, com o passar do tempo, se encontraram na mesma batida. Mas nossos compromissos nos impediam de ir além de um encantamento mútuo. Nos envolvemos algumas vezes, mas o imenso medo de me machucar por tudo que sentia, me fez colocar os dois pés bem firmes no chão e optar por esquecer, fugir, sumir. E, como quem se esforça para ser maduro, perdemos o contato.

No aniversário de um conhecido, há pouco mais de dois anos encontrei meu terceiro “quase” amor. E último até então.
A todos aqueles que só conseguem perceber e enxergar a casca e ignoram por completo aquilo que se passa na alma da gente, saibam que até estar diante deste, duvidei sempre das historias contadas sobre amor à primeira vista.
Foi de um encantamento instantâneo no primeiro olhar. Algo hipnótico, mágico.
Talvez dentre os três, aquele pelo qual mais fiz loucuras, mais abri mão da minha vida para fazer parte da sua, para conhecer, para ter por perto e, que, durante certo tempo acreditei que pudesse sentir o mesmo. Mas os gestos se justificam, sempre. E minha espera por alguém que nunca conseguiu vir chegou ao fim ao perceber que aquele “passo a frente” jamais seria dado. O medo de se perder o controle por vezes fala muito mais alto.

Como canta o queridíssimo Fernando Anitelli em sua belíssima “Cuida de mim”,

“Pra falar a verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer às vezes o que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo”

Ou seja, quase um blefe (risos).
Semelhante à sensação dos amores que tive até hoje. Dentre todas as paixonites, flertes, namoros e afins, estes três foram realmente aqueles que marcaram de alguma maneira minha vida. E, por esta razão, não necessitam de legendas, estiveram no seu tempo, na mesma sintonia.


Penetração do poema das sete faces

(A Carlos Drumond de Andrade) Ele entrou em mim sem cerimônias Meu amigo seu poema em mim se estabeleceu Na primeira fala eu já falava como ...