sexta-feira, 3 de julho de 2015

Tiê e os meus 40...

Tiê, depois de Roberta Campos e Monique Kessous, foi uma das pérolas que descobri naqueles momentos de garimpo. 

Há cerca de três anos ouvi sua canção "Dois" e passei a acompanhá-la com mais atenção. Tem também uma voz suave e doce, que sempre me encanta e cativa... 
E, sem falar que compõe suas letras, o que faz eu admirar ainda mais seus trabalhos. 

Por ironia do destino, e do tal bom gosto, minha afilhada foi quem me mostrou esta canção em especial, através de um clipe. 
Sabia que Tiê estaria na trilha sonora da novela das 19h, mas como não costumo assistir televisão, pouco ouvi. Soube então que era a música tema dos personagens principais. Enfim... 

É uma linda canção. 
No meu ponto de vista, possui uma melodia doce e envolvente. A letra em si me remete a situações fortes e presentes ainda em minha vida. Talvez por isso nunca consiga escutar até o final sem qualquer mudança em mim. 
Coisas de cancerianos rsrs 

Escolhi então este clipe e esta música em especial para os meus 40. 
Poderia escolher qualquer uma do Pato Fu, Teatro Mágico, Nei Lisboa, The Corrs ou Kid Abelha. Até mesmo Fernandinha Takai com seu mais novo trabalho solo, lindo e delicioso de ouvir. 
Mas sei que Érica ama esta música e eu a amo mais que tudo na minha vida. 
 
Pra nós e por nós, resolvi hoje postar Tiê e sua linda canção "A noite" para este 4 de julho tão especial.

Por hora eu só quero poder viajar um pouco... 
Fechar os olhinhos, sonhar um bocado... 
E, quando for dormir, que seja tão somente quando de fato sentir muito sono ou cansaço. Sem compromisso com relógio, sem pressa ou tempo marcado. 

E que amanhã, naquele que será o início de uma nova etapa, que eu possa acordar com o sorriso do meu melhor, aquele mesmo sorriso do meu coração. 
Radiante e feliz! :)






Palavras não bastam, não dá pra entender
E esse medo que cresce e não para
É uma história que se complicou
E eu sei bem o porquê

Qual é o peso da culpa que eu carrego nos braços
Me entorta as costas e dá um cansaço
A maldade do tempo fez eu me afastar de você

E quando chega a noite e eu não consigo dormir
Meu coração acelera e eu sozinha aqui
Eu mudo o lado da cama, eu ligo a televisão
Olhos nos olhos no espelho e o telefone na mão

Pro tanto que eu te queria, o perto nunca bastava
E essa proximidade não dava
Me perdi no que era real e no que eu inventei

Reescrevi as memórias, deixei o cabelo crescer
E te dedico uma linda história confessa
Nem a maldade do tempo consegue me afastar de você

Te contei tantos segredos que já não eram só meus
Rimas de um velho diário que nunca me pertenceu
Entre palavras não ditas, tantas palavras de amor
Essa paixão é antiga e o tempo nunca passou

E quando chega a noite
e eu não consigo dormir
Meu coração acelera e eu sozinha aqui
Eu mudo o lado da cama, eu ligo a televisão
Olhos nos olhos no espelho e o telefone na minha mão

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Dose exata


Acho que hoje me perdi um pouco a caminho de casa.
E, mesmo sem ter a mínima noção pra onde ir, eu fui.
Porque gosto de poder ficar um tanto mais perto de pessoas que fazem minhas cores se mesclarem.

Pessoas com o dom de me envolver e me entrelaçar. 
Não raro, as mesmas que insistentemente me perturbam e confundem até certo ponto também. Mas, de alguma maneira, me moldam e me transformam.

Me reanimam, me despertam do abstrato para o concreto num simples estalar de dedos. 
No breve segundo de um instante. Porque são raras.
São do tipo siamesas, únicas, intensas e gigantes aqui no meu coração, mesmo que não tenham esta real dimensão. E, de fato não têm.

Hoje me perdi um pouco em pensamentos febris
corri por impulso em direção aos mesmos olhos de sempre
sorri com o coração anestesiado e feliz por me sentir segura, como quem busca abrigo, um pouco de conforto... e encontra

Me senti acolhida no calor daquele antigo abraço 
e meu corpo tão dolorido, adormeceu suavemente
Os olhos já não lacrimejavam e tão pouco a garganta chorava de dor... 
A dose exata de carinho fazia efeito


"A gente risca, o destino vem e rabisca"

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Entre tanto amor... Entretanto a dúvida♪


Já tentei decifrar teu sorriso em meus sonhos 
Já debochei do timbre da tua voz, me desculpei baixinho 

Já te contei meu amor em milhares de cartas que rasguei 
Já ralei o coração, bati com a esperança na porta 

Já adoeci em silêncio, gritei teu nome em pensamento 
Já perdi o rumo, esperei por teu abraço 

Já calei a voz, apaguei tuas lembranças 
Já te odiei uns dias, te esqueci por semanas, te amei desde sempre 

Já fugi de tudo que vai ao teu encontro, sumi por uns tempos 
Já te fiz tão longe, te querendo ainda mais perto 

Já fui embora incontáveis vezes, retornei outras tantas 
Já subornei porteiro de prédio inventando história triste 

Já desenhei no vidro do carro que ocupa teu box 
Já te observei de longe pra matar a saudade 

Já virei noites escrevendo textos só teus, te abracei feito travesseiro 
Já disfarcei todos meus receios, baixei a guarda 

Já te dei todos meus versos, minha poesia em oração 
Já visitei teus sonhos, te beijei com carinho 
Já deixei todas pistas que pude 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Daisinho :)


Ontem era o Dia das Mães e também os trinta anos do cara mais encantador e doce que conheci na vida.  
Um anjo que há alguns anos ganhei de presente. E veio daquele mesmo jeito que Vercilo canta na sua belíssima 'Monalisa' - pela generosidade da vida, de amigo a amigo me apresentando a ele.  

Meu Daisinho de olhos tão lindos, quase impossíveis de encarar. Que é tão especial e importante pra mim que talvez nem tenha idéia do quanto.  
E eu o AMO tanto...tanto! 
E o amo sem culpa, sem medo, sem qualquer restrição ou meias palavras.  
Amo com todo alfabeto... A-M-O em letras garrafais, com os olhos vidrados, feito uma criança.  

Amo sua ternura, seu carinho, sua gentileza e sua cumplicidade. Amo sua amizade, sua generosidade, sua inteligência e sua entrega.  Amo seu sorriso, seu afeto, e sua risada feliz. Amo seu jeito único, seu abraço apertado, seu amor de irmão.  

E como é bom te ver crescer e amadurecer tanto de tempos pra cá. Como é comovente descobrir a cada dia um amigo tão preocupado e dedicado.  
Um AMIGO... Assim mesmo: maiúsculo, presente. 
Amigo gigante de coração, que assim como eu, também foge de coisas mais ou menos ou pessoas mornas.  
Que também sente e pulsa pelos outros e não sabe amar em silêncio. 
Que demonstra.  
Que se importa.  

A ti meu amor, sempre muita luz e felicidade na tua vida!  :) 
AMO-TE!!! ♥ ♥  

 #Entreato

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Glória na Flor

 Glory in the flower - Glória na Flor

What though the radiance which was once so bright
Be now for ever taken from my sight
Though nothing can bring back the hour
Of splendor in the grass, of glory in the flower
We will grieve not, rather find
Strength in what remains behind
In the primal sympathy
Which having been must ever be
In the soothing thoughts that spring
Out of human suffering
In the faith that looks through death,
In years that bring the philosophic mind.
 
 

(tradução)
Que embora o brilho que já foi tão claro
Seja agora de minha vista levado
Embora nada possa trazer de volta a hora
Do esplendor na grama, da glória na flor
Não lamentaremos, mas sim encontraremos
Força no que ficou para trás
Na simpatia primal
Que tendo sido, sempre serão
Os relaxantes pensamentos que brotam
Fora do sofrimento humano
Na fé que olha através da morte,
Nos anos que trazem o espírito filosófico.
 
William Wordsworth (1770-1850)


24 meses se passaram...De lá pra cá muita coisa mudou, outras tantas rastejando em vogais, perderam-se pelo caminho.
Dois anos pra entender um bocado sobre a importância de sermos eternos resilientes e, mesmo quando tudo parecer ser muito cansativo, ainda encontrar forças para dar a volta por cima. Porque é preciso.
24 meses para aprender a necessidade de nos ouvirmos muito mais e não fugirmos diante de certo desânimo ou sentimento de impotência.
Dois anos aceitando o gesto de atender ao peito quando este aperta de saudades. É quando não me culpo por chorar em respeito a mim mesma. Um pranto egoísta, é verdade. Porque é tão somente por mim, por lembrar que não o tenho mais aqui perto, presente. Que não mais o vejo.

Mas, sonhando ainda tenho a chance de encontrá-lo.
24 meses viajando para longe para me permitir anestesiar esse coração por vezes tão desencontrado. Porque há momentos em que o conselho que damos pro outro pode servir pra gente também.
Dois anos e, aos poucos organizando minhas incertezas, descobrindo que, apesar de todo tipo de medo ou tristeza, meu caminho permanece florido e aquela estrela brilhando de onde estiver.


"Amigo vivo é rua, amigo morto é estrela"


#24meses
#MaisUm30
#Saudades ♥



Turma da Jogatina

 
Tempos atrás ouvi que a gente é que nem roda, só se equilibra em movimento. E foi pensando nisso que num sábado desses resolvi aceitar o convite do Beto para uma jogatina em seu apartamento. Era hora de colocar a cara para fora, reencontrar amigos de longa data, matar as saudades...
Movimentar-se, afinal.
Beto, Renan, Dada, Juki e Julie... e lá se vai mais de uma década de amizade.

Uma noite deliciosa de carteado, afagos, risadas e muita diversão.
Às vezes é preciso aparar as arestas, lapidar algumas defesas nossas, deixar que a chuva nos inunde a alma para recuperarmos nosso equilíbrio. Aquele sinalzinho que vem nos dizer de que a Vida quer nos acariciar, nos ouvir e nos dar o colo que necessitamos. Coisas que não raro, levamos certo tempo para enxergar. ;-)
Noite tão perfeita que me permiti a tudo isso e nem senti o tempo passar. Já era dia quando cheguei em casa, de alma e coração leves.
Coisa bem boa!! :)


"Não importa o tempo, o minuto que passa. Mas, o minuto que vem"
Machado de Assis
 
 

Televisão

Não tenho o hábito de assistir televisão, exceto quando sei de alguma programação especial como jogo de futebol (do Grêmio, claro!), algum filme bom ou a Diva Torloni na tela (como é o caso atualmente na novela Alto Astral, das 19h30). Entretanto, em outras situações, geralmente a televisão permanece desligada aqui em casa. Têm dias que sequer ligo, nem mesmo para ver a Diva. Simplesmente ignoro a presença do aparelho em questão.

A programação da televisão anda tão forte e massacrante que, ultimamente prefiro evitá-la. A gente se rende quase que diariamente a tudo isso. E, por vezes somos obrigados a aceitar e encarar toda essa avalanche de informações de corrupção, operação lava jato, manifestação de todo tipo pelo País e outras tantas notícias de cunho político. Tragédias de temporais devastando casas, inundando cidades inteiras, falta de água em diversos bairros em grandes metrópoles, até tráfico de drogas através de trocas de malas em aeroportos já existe, sem falar nos costumeiros desastres aéreos que chegam através da tela em nossa casa, em nossa vida por letras garrafais.

É mais uma aeronave que cai em algum lugar de um País vitimando muitas pessoas. Uma tremenda brutalidade pelo choque, pela queda e também pela quantidade de gente envolvida. O mundo evoluindo tanto tecnologicamente, tão à frente em algumas coisas, mas ao mesmo tempo, extremamente vulnerável para assuntos desta dimensão. Por que continuam caindo aeronaves? É quase uma notícia que esperamos a qualquer momento no noticiário. Seja por descuido, por falha humana, manutenção ou terrorismo. Já não é mais novidade alguma. Está cada vez mais se tornando parte do nosso dia a dia.

E no dia seguinte, ao ler sobre os fatos da queda do avião, a gente se choca novamente pela mesma notícia porque descobre que a aeronave não caiu. Não foi um acidente em si e sim um atentado suicida, uma coisa totalmente absurda. Um louco pilotando um avião que resolve por fim à sua vida, levando junto com ele, outras tantas pessoas inocentes, que nada tem a ver com seus problemas, com sua pouca fé na vida.
Aí menos de uma semana depois, é um helicóptero que cai, onde também todos os ocupantes morrem. Desta vez é aqui no Brasil e, enquanto noticiam que há entre os passageiros o filho de um governador, ocorre um tiroteio em uma favela do Rj. E um menino de dez anos é atingido e morto por uma bala perdida. Ora... ora... Bala perdida... Não né? Fosse perdida não achava o menino.

Eis mais uma tragédia por descuido, falha humana, despreparo que entra na vida da gente pela televisão. Por vezes, a sensação que tenho é de que, se chovesse dentro de nossas casas a cada notícia na televisão, haveria um líquido a escorrer pela tela e ele seria cor de sangue, tamanha violência que atravessa nosso lar todos os dias através de um noticiário ou uma chamada de urgência na TV.

Coisas que nos fazem pensar que tanto faz, que um domingo lindo ou uma segunda-feira chuvosa, não possuem qualquer diferença. A tragédia vai invadir o seu dia, a sua casa de qualquer maneira. E olha que nem mencionei aqui os últimos acontecimentos em Salvador ou Nepal onde milhares de pessoas dependem hoje da solidariedade humana para sobreviver.

Cada vez mais, quando estou em casa, abro mão de ligar a televisão e procuro por qualquer outra forma de entretenimento. Acho que, definitivamente, não sei lidar com sofrimento. Descobri uma vez mais que desistir, por vezes, nos mostra uma outra parte da nossa força também. Porque têm coisas que não dependem da gente ou de nossa condução. E aprendemos a aceitar isso de uma forma mais suave, não permitindo que as duras verdades nos atinjam diretamente ou nos machuquem. Afinal, se não quiser ver o gênio, não esfregue a lâmpada - dizem.

De novembro pra cá, tenho feito muito isso. Além de ter me retirado de muitas redes sociais, ando optando bem mais pela leitura para respirar, para fugir daquilo que me invade tão negativamente. Seja por motivo de estudos que tenho tido, auxílios a textos ou como forma de lazer mesmo, aquele exercício da mente para acalentar a alma com coisas mais amenas. Aliás, de lá pra cá, já li 23 livros, entre eles nove releituras. Coisa que há tempos não me dedicava tanto. A tal leitura. E ela sempre muito bem acompanhada por uma música de fundo, claro! :)

 ♥