quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

♥ (...)


♫ Então eu preciso te dizer que agora eu sei
Que até mesmo um grande amor pode não bastar
Aprendi com você que no dia a dia o grande amor
Abrange sonho e vida real ♪



♪ Oh, mana
Não vale a pena pagar
Um centavo, um retalho de prazer
Oh, mana
Eu quero é morrer
Bem velhinho, assim, sozinho
Ali, bebendo um vinho
E olhando a bunda de alguém ♫




♥ (...)
"A vida é isso: Riachos de amor, mares de saudade e cachoeiras de arrependimentos.
Então, que aprendamos a nadar...
Vou embora com um sorriso no rosto pelo simples fato de saber que ele combinava com o seu"
Frederico Elboni

Bordada de Flor




A melodia invadiu, suavemente, o interior do carro, trazendo um arrepio bom. 
As lembranças escaparam do baú e condensaram nos olhos, deixando claro que tudo aquilo que foi bom ainda perdura e é parte minha. Lembro que fugi do tom em meio a um soluço. 
E solucei bem no refrão. Repudiei-me um pouco por perder a graça da música que tocava, mas o estribilho se repetiu tantas e incontáveis vezes, que inspirei aliviada ao absorver cada letrinha que penetrava em mim.

Teve uma época que jurei nunca mais, nunquinha, voltar a lembrar de você, mas tem tanto traço teu nas nuances da rotina, que se torna impossível não tornar parte minha. Assim como cantou Renato Russo — e outros tantos! — é quase sem querer que você se torna lembrança. Acostumei-me tanto a esbarrar nas coisas que são tão tuas, que quase não mais percebo. Entende moço, eu mudei depois de tudo, sabe? E cada dia mudo mais. Vejo isso nitidamente quando esbarro comigo em frente ao espelho. Ninguém sabe, nem ninguém precisa saber, mas muito de mim hoje só é, porque fomos. Viramos páginas, mas a história fica ali, esquecida n'algum canto, até que venham detalhes que nos remetem à essas memórias — hoje tão gostosas.

Eu aprendi a desapegar desses detalhes. torná-los quase imperceptíveis. A maioria deles. Mas aí vem o acaso e me presenteia com uma música que não costuma tocar na minha playlist. 
Aí vem o riso bobo no meio das lágrimas, os olhos brilhando de sal e aquela ruguinha no canto, que mostra como eu mudei. E sei que mudei. E só eu sei. E é assim que basta.

Maria Fernanda


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Lauren


Sábado agora foi a comemoração surpresa de aniversário para a Lauren. 
E foi uma noite realmente divertidíssima. O local escolhido foi o Pinga Brasil (na Avenida do Forte), onde o sempre amado, Jean Melgar toca de quinze em quinze dias.
Noite de reencontrar uma galera que não via há um bocado de tempo e também de matar saudades. Saudades de pessoas feito a Lauren, inclusive. Aliás, como disse a ela e, posteriormente também, coloquei como registro no instagram, "pessoas que causam arrepios enquanto a gente sorri merecem moradia no peito"... E é bem por aí. Pouquíssimos hoje desta "turma" me fazem arredar o pé de casa e, com certeza Lauren é uma destas que, como canta meu querido Nei "cabem bem juntinhas na palma da mão". Enfim, foi uma noite fantástica! Show sempre perfeito de Jean, com direito ao carinho dele em atender à pessoa aqui com "Carnavália", da musa Marisa Monte. ★ ★
Ótimo rever Jean cantando cada vez melhor. 
Reencontrar Luci e também todos os amados "Tititis" (risos). Todos estes que sinto enorme falta. E que, assim como a Lauren e, usando palavras da Luci, possuem aquela ligação "direta" com a pessoa aqui. Amo muito! 
Muito bom fazer parte desta data especial pra Lauren e, principalmente, vê-la tão bem e feliz!!! 
Parabéns, véia!! Adoro-te!! :-) 
Um super brinde à idade da loba (logo logo te alcanço rsrs). 
Obrigada pelo carinho de sempre! Beijo grande, queridona!!! :) ♥ ♥


♪ Vem fazer história
Que hoje é dia de glória nesse lugar

Vem comemorar
Escandalizar ninguém
Vem me namorar,
Vou te namorar também

Vamos pra avenida
Desfilar a vida, carnavalizar ♪
Poxa veinha... não tenho palavras pra expressar como fiquei feliz com a tua presença e agora essas palavras. Coisas q fazem tudo valer a pena, q nos mostram como a vida eh boa e como tem pessoas q nos fazem tao bem! Muuuuuito obrigada veia. Por existires e fazeres parte da minha vida.
Lauren

#AníverLauren 
#ShowJeanMelgar
#PingaBrasil

Perdoe seus pais

Gostamos mais de punir do que amar e perdoar. Para reclamar e cobrar, não pensamos duas vezes. Para desculpar, ainda estamos pensando.

Todo marido ou esposa sofre com a separação. É resistir ao transbordamento do ressentimento, acompanhar com pesar a transformação de uma personalidade atenta e interessada em tudo o que você diz para um ente completamente estranho, indiferente e amargo, que mal olha em seus olhos.

Se a antipatia declarada do divórcio já atormenta, não conheço algo mais cruel do que a distância de uma mãe de seu filho. Quando o filho rompe com os pais velhos e demora a fazer as pazes, confiando num futuro infinito para a reconciliação.

Na praia do Cassino, a amiga Berenice, 73 anos, comprou duas casas geminadas, uma para si e outra para seu filho, Juvenal, 39.

O que ela não previa era o estremecimento das relações entre os dois. O boicote filial vem durando quatro veraneios.

Juvenal prepara churrasco, recebe amigos e familiares, brinca com os vizinhos, e jamais convida sua mãe a participar de qualquer festa. Ela fica na varanda, triste e sonolenta, observando a algazarra, mexendo sua cadeira de balanço para trás e para frente.

Juvenal passa de manhã pela residência materna, que é caminho da padaria, e não a cumprimenta nem na ida, muito menos na volta. Atravessa reto, como se ela não existisse, como se fosse um túmulo desconhecido.

Seu desprezo extrapolou a conta. Mesmo que tenha razão em brigar, não há sentido em prolongar a dor de alguém que envelheceu.

Ela experimentou 60 dias na praia com a expectativa de uma retomada dos laços com sua criança grande. E os dias são décadas para a terceira idade. E as décadas são séculos para os cabelos grisalhos.

Não tomava banho de mar para não correr risco de perder o reencontro. Mantinha-se tricotando na entrada, despistando o choro da voz. Uma Penélope do próprio ventre. Uma viúva de suas vísceras.

É um erro forçar que nossos pais mudem de comportamento, é uma tolice educá-los com reprimendas e devolver castigos da infância, é inútil propor que eles concordem com nossas opiniões. Forçar uma retratação não tem sentido. O ódio é apenas um segundo nome da dependência.

O filho sempre será o lado mais fraco, acostume-se, o lado que deve ceder. Não é justo brigar com quem tem o dobro de nossa idade. Podemos guerrear com irmão, virar as costas a um amigo, onde ocorre uma equivalência etária, onde haverá tempo para acertar as arestas.

Mas nunca destrate pai e mãe enrugados. Finja que concorda. Mude de assunto. Não seja o centro da discórdia. Não prolongue o mal-estar. Estar certo não nos acrescenta em importância.

Esqueça o rancor. Antes que a morte seja a última lembrança. E o arrependimento cubra a lápide com a voracidade dos inços.

Fabrício Carpinejar

Pato Punk




"Três Tigres Tristes"??? 
Nãoooooooo!!! 
 "Três Patos Punks" :) 
(Imaginação é tudo! rsrs)
웃 ♥ 


#Estrelícia
#AveDoParaíso
#StrelitziaReginae
#OuroDeMandela 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Culhões

Existem várias formas de uma pessoa morrer, mas de viver eu só conheço uma: sem medo. 
O medo te restringe, te aprisiona e te faz refém. 
O medo te priva de novas lições, novas experiências e novas conquistas. 
Aquele frio na barriga não é medo. 
É ansiedade, apreensão, adrenalina. 
Medo é quando essas situações te impedem de tentar. 
Aí sim é medo, fraqueza e covardia. 
Um pouco de cada coisa. 
Corajosa não é a pessoa que não sente medo, e sim aquela não se deixa aprisionar por ele. 
É por isso que só tenho medo de uma coisa nesse mundo: medo do dia que esse sentimento me impedir de alcançar meus sonhos. 
Aí essa vida aqui já não vai mais valer à pena.

Rafael Magalhães

A primeira noite de quem ama

Na primeira noite, o casal que se vê amando não dormirá de conchinha. A nudez não entregará o sono. Os pés não se cumprimentarão ao final. As janelas não avisarão das horas. Os cabelos não irão boiar nos travesseiros até o amanhecer.
A primeira noite de amor, quando os dois percebem que podem realmente se querer, termina de repente.
Alguém terá que ir embora. Terá que cortar as frases inteiriças. Terá que oferecer uma desculpa furada. Terá que alegar que é tarde e que precisa trabalhar cedo. Terá que chamar o táxi de pé com uma objetividade perturbadora.
Quem se despede será grosseiro. Não esconderá o desconforto. A resposta física é que tudo deu errado, que o prazer não vingou na pele.
O que ficará sozinho na cama acreditará que o outro que se prontificou a se despedir no meio da madrugada se arrependeu do enlace e jamais manterá contato.
Mas o apaixonado e o indiferente são parecidos na primeira noite. O apaixonado se manda porque não suportou tanta beleza, encontrou-se atordoado, dependente, comovido, incerto, vacilante, receoso do seu futuro.
Não se preparou para viajar tão longe em seu desejo, estava vestido para atravessar apenas o tempo de uma noite. Não arrumou as malas de sua memória, partiu desprotegido com a roupa do trabalho.
Quando nos descobrimos amando, a primeira noite é terrível. Se você estava bêbado, logo recupera a lucidez — o amor é a mais cruel sobriedade.
Há uma instabilidade de escuta, uma confusão de conversa, um caos sinfônico. É como recuar um passo após um salto. Perde-se por completo o domínio do próprio gosto, vem a culpa de necessitar ainda mais do desconhecido e a curiosidade de adivinhar o que o sexo esconde em sua violência.
O homem de sua vida ou a mulher de sua vida não vai se apaziguar ao seu corpo e acordar junto na primeira noite. Isso é para os seguros de si, os confortáveis em seus sentimentos, os canalhas, os cafajestes, os sedutores.
Já aquele que pressente um amor de verdade, uma fé de verdade dentro do amor de verdade, abusará das mentiras para escapar do destino. Fugirá derrubando os olhos pelo corredor. Formará um amontoado de frases sem sentido, criará um depoimento qualquer para não alimentar esperanças, jurará com a mão errada sobre a Bíblia.
A primeira noite é própria da transformação covarde, é lua cheia ao lobisomem, é manhã radiosa ao vampiro.
O ímpeto é sair do quarto rapidamente, largar a cena prontamente, abandonar o casaco, a carteira, o que for, mas correr desse inferno que é se apaixonar e esperar uma notícia a cada meia hora. Afastar-se loucamente do cheiro poderoso do pescoço e da boca, da química prodigiosa que nos excita e nos corrompe de delicadeza.
Quem ama não ama na primeira noite. Assusta-se de amor.

Fabrício Carpinejar