sábado, 13 de fevereiro de 2016

O grande amor da minha vida!


Eu não espero que você seja o-grande-amor-da-minha-vida, parei de acreditar nisso… Não quero que você me faça chorar. Não quero que você seja um motivo ruim na minha vida. Você é motivo de sorrisos, razão pra eu acordar num dia de chuva e tomar banho e mudar de roupa porque eu sei que você vai passar aqui…

Não quero te odiar. Não quero falar mal de você pros outros. Pras minhas amigas. Quero falar mal de você como quem ama. Pois é, ele nunca lembra de desligar o celular antes de dormir e sempre alguém do trabalho liga. Sabe, eu quero dizer isso. Que o máximo de irritação que você me provoca é me acordar de manhã cedo falando bobagens que parecem ser importantes no celular.

Não quero que você me largue. Não quero te largar. Não quero ter motivos pra ir embora, pra te deixar falando sozinho, pra bater o telefone na sua cara. E eu não tenho medo que isso aconteça (eu nunca tenho), eu fiz isso com todos os outros. É só que dessa vez eu queria muito que fosse diferente.

Dessa vez, com você, eu queria que desse certo. Que eu não te largasse no altar. Que eu não te visse com outra. Que eu não tivesse raiva. Que você não passasse a comer de boca aberta. Que você entendesse o meu problema com chãos de banheiro molhados pra sempre.Que você gostasse e cuidasse de mim como disse ontem à noite que cuidará.

Eu quero que dê certo, não estraga, por favor. Não estraga não estraga não estraga. Posso pôr um post-it na sua carteira? Mesmo que a gente não fique juntos pra sempre. Mesmo que acabe semana que vem. Nunca destrua o meu carinho por você. Nunca esfrie o calorzinho que aparece dentro de mim quando você liga, sorri ou aparece…

Mesmo que você apareça na porta de outras mulheres depois de me deixar. Me deixe um dia, se quiser. Mas me deixe te amando. É só o que eu peço.

Tati Bernardi

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Farinhas do mesmo saco


Outro dia, um amigo de longa data se referiu a mim e a uma amiga em comum como“farinhas do mesmo saco”. E ri da expressão, orgulhosa de ser o mesmo tipo de pessoa que minha amiga.

Dizem que os opostos se atraem. Talvez porque eu busque no outro o que me falta, ou aquilo que desejo revelar, mas só ele consegue exteriorizar.

Porém, em se tratando de amizades, felicidade é ser farinha do mesmo saco, do tipo que engrossa o mesmo caldo ou dá consistência ao fermento que fomenta a vida.

Quero ser farinha do mesmo saco de quem mora longe, mas se faz sempre perto, e não deixa a saudade distanciar. De quem cuida da amizade com vontade de estar presente, sem correr o risco de que o tempo apazigue a memória do que sempre queremos lembrar;

Desejo ser farinha do mesmo saco de quem não tem medo de ser imperfeito, e trata com carinho seus deslizes, compreendendo que nossas incompletudes são partes do mesmo saco também;

Sou farinha do mesmo saco de quem compartilhou um tempo bom, e fez da trilha sonora e cinematográfica de sua vida parte da minha também, eternizando “Grease”, os clássicos deWoody Allen, “Moon River”, Legião e “Go Back” _ na versão linda com Fito Paez;

Sou farinha do mesmo saco de quem me viu modificar com a idade, e transformou-se comigo, superando as dificuldades do caminho e prosseguindo lado a lado, compreendendo que ainda que os roteiros sejam distintos, permanece aquela linha invisível ligando os mundos;

Quero ser farinha do mesmo saco dos amigos que inventam grupos no whatsapp, e espalham videos, fotos e outras bobagens só pelo pretexto de nunca mais deixarem a distância apartar;

Sou farinha do mesmo saco de quem não consigo esconder um segredo, e partilho mesmo correndo o risco de chorar; entendendo que no mesmo saco encontro amparo para meus medos e conflitos também;

Sou farinha do mesmo saco de quem entende minha reserva de tempos em tempos, a necessidade de encontrar abrigo em meu universo particular, de quem supera meu contraste e introspecção;

Sou farinha do mesmo saco de quem não se fragiliza diante de minha alegria, mas partilha do mesmo sorriso quando a vida floresce em meu canteiro;

Quero ser farinha do mesmo saco de quem compartilha sua alegria sem rodeios, e não se intimida quando o tempo traz a poda de suas _ e minhas _ mudas ou estruturas;

Sou farinha do mesmo saco de quem não tem medo de chegar, e não vive com receio de que a proximidade derrube as portas que construiu pra se blindar. De quem entende que a amizade é um sentimento mútuo, que só cresce reciprocamente;

Sou farinha do mesmo saco de quem perdoa a si mesmo, e aprende a não se culpar em demasia. De quem me ensina a relevar meus próprios julgamentos e entende minhas pequenices, tombos e fraquezas, sem usar isso pra me desconcertar;

Quero ser farinha do mesmo saco de quem ama sem impôr condições, e permite que lhe amem na mesma proporção. De quem não evita a possibilidade de ser melhor com o tempo, mas tenta se aprimorar com a passagem dos momentos;

Sou farinha do mesmo saco de quem sabe dirigir o olhar com delicadeza e serenidade, acreditando que é merecedor de dádivas e milagres diários. De quem sabe agradecer o presente que é a própria vida e tolera os imprevistos com ginga e sabedoria;

Quero ser farinha do mesmo saco de quem tem tanto a me ensinar, pois meus pés ainda trilham terra barrenta, que tem tanto a se transformar.

A vida nos pede ânimo novo todos os dias. Precisamos ser farinhas do mesmo saco. Precisamos de quem nos ajude a lapidar nossas arestas e arredondar nossos cantos ou esquinas.

Bom mesmo é encontrar quem nos acolha. Quem tem tanto a oferecer e nos enxerga com olhos generosos. Quem nos abraça e convida a ser assim, simplesmente… Farinhas do mesmo saco…

Fabíola Simões

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

RESPUESTA


Quisiera que tú me entendieras a mí sin palabras. 
Sin palabras hablarte, lo mismo que se habla mi gente. 
Que tú me entendieras a mí sin palabras 
como entiendo yo al mar o a la brisa enredada en un álamo verde.

Me preguntas, amigo, y no sé qué respuesta he de darte, 
Hace ya mucho tiempo aprendí hondas razones que tú no comprendes. 
Revelarlas quisiera, poniendo en mis ojos el sol invisible, 
la pasión con que dora la tierra sus frutos calientes.

Me preguntas, amigo, y no sé qué respuesta he de darte. 
Siento arder una loca alegría en la luz que me envuelve. 
Yo quisiera que tú la sintieras también inundándote el alma, 
yo quisiera que a ti, en lo más hondo, también te quemase y te hiriese. 
Criatura también de alegría quisiera que fueras, 
criatura que llega por fin a vencer la tristeza y la muerte.

Si ahora yo te dijera que había que andar por ciudades perdidas 
y llorar en sus calles oscuras sintiéndose débil, 
y cantar bajo un árbol de estío tus sueños oscuros, 
y sentirte hecho de aire y de nube y de hierba muy verde...

Si ahora yo te dijera 
que es tu vida esa roca en que rompe la ola, 
la flor misma que vibra y se llena de azul bajo el claro nordeste, 
aquel hombre que va por el campo nocturno llevando una antorcha, 
aquel niño que azota la mar con su mano inocente...

Si yo te dijera estas cosas, amigo, 
¿qué fuego pondría en mi boca, qué hierro candente, 
qué olores, colores, sabores, contactos, sonidos? 
Y ¿cómo saber si me entiendes? 
¿Cómo entrar en tu alma rompiendo sus hielos? 
¿Cómo hacerte sentir para siempre vencida la muerte? 
¿Cómo ahondar en tu invierno, llevar a tu noche la luna, 
poner en tu oscura tristeza la lumbre celeste?

Sin palabras, amigo; tenía que ser sin palabras como tú me entendieses.

_________________________________________

RESPOSTA

Quisera que me entendesses sem palavras.
Falar-te sem palavras, como se fala à minha gente.
Que a mim me entendesses sem palavras
como eu entendo o mar ou a brisa enlaçada num álamo verde.

Perguntas-me, amigo, e não sei responder-te;
há muito que aprendi fundas razões que não entendes.
Revelá-las quisera, pondo o sol invisível em meus olhos,
a paixão com que a terra doura seus frutos ardentes.

Perguntas-me, amigo, e não sei a resposta que hei-de dar-te.
Sinto arder louca alegria nesta luz que me envolve.
Quisera que a sentisses também a inundar-te a alma,
quisera que a ti, no mais fundo, também te queimasse e te ferisse.
Criatura também de alegria eu quisera que fosses,
criatura que chega por fim a vencer a tristeza e a morte.

Se agora eu te dissesse que havia de andar por cidades perdidas
e chorar em suas ruas escuras por se sentir débil,
e cantar sob uma árvore de estio os teus sonhos sombrios,
e sentir-te feito de ar e nuvem e erva muito verde...

Se agora eu te dissesse
que é tua vida essa rocha em que as ondas se quebram,
a própria flor que vibra e se enche de azul sob o claro nordeste,
aquele homem que vai pelo campo nocturno com uma tocha,
o menino que açoita o mar com a mão inocente...

Se eu te dissesse, meu amigo, estas coisas,
que fogo porias em minha boca, que ferro incandescente,
que odores, cores, sabores, contactos, rumores?
E como saber se me entendes?
Como entrar em tua alma, quebrando o seu gelo?
Como fazer-te sentir a morte vencida para sempre?
Como penetrar em teu inverno, levar o luar à tua noite,
Pôr em tua escura tristeza labaredas celestes?

Sem palavras, amigo; tinha que ser sem palavras
para tu me entenderes.

José Hierro
(1922-2002)
Tradução de José Bento.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

QUE sorte a nossa... ♥


Neste último finde parei para assistir ao The Voice Kids, programa exibido na Rede Globo. E para a minha feliz e encantada surpresa pude, entre tantos outros talentos mirins, ver a maravilhosa apresentação de João Vitor.

Um menino de 15 anos, gaúcho de Cachoeirinha. Daquelas pessoas que nascem com o dom da música, trazem na veia e nos olhos o pulsar das notas musicais, feito uma tatuagem, uma segunda pele. Extremamente carismático e com uma desenvoltura e presença de palco surpreendente. Fiquei encantada assistindo aquele menino de olhar tão doce. De uma transparência na voz que cativa e emociona. Penetra em nossos ouvidos magicamente. Linda e suave melodia ao meu coração que ficou imensamente contagiado.

É claro que, quando se escolhe a música certa e tem-se a intimidade com o palco, tudo fica mais fácil, mas como exigir isso de um menino de apenas 15 anos? O menino ousado e merecedor daquele sorriso que povoou minha alma. Do timbre delicado e leve como uma folha. Da beleza terna capaz de fazer meus olhos marejarem, feito sopro de um anjo a colorir esse meu coração mole e sensível, me fazem lembrar o quão humanos somos diante de toda simplicidade e doçura da vida.

Ele escolheu a música “Que sorte a nossa” que, posteriormente, descobri ser de autoria de Paula Mattos, em parceria com Luiz Henrique e Fernando Paloni. Não encontrei o caminho pra colocar aqui a apresentação do João Vitor no The Voice, apenas o link abaixo:

http://globoplay.globo.com/v/4759974/

Mas, ao pesquisar a música que leva uma melodia suave e possui uma letra linda, descobri um vídeo que faz parte do DVD de Paula Mattos. Ela visivelmente emocionada, dedica ao amigo e também um dos parceiros da letra, Fernando, que faleceu vítima de leucemia em fevereiro de 2015. E, é este lindo vídeo que deixo ao final deste texto.

Definitivamente, nada é por acaso mesmo. ;-)

Suavidade na voz, carisma e um talento nato fazem de João Vitor, um fortíssimo candidato à final desta primeira edição do The Voice Kids. E esse menino extremamente à vontade no palco, com um vibrato doce lindo é G-A-Ú-C-H-O!

QUE sorte a nossa!



“Arriscar com graça e autenticidade pode ser um acerto do avesso”
Martha Medeiros




♪Diz que pensa tanto em mim
Que tá querendo me ver
Diz que tá me lembrando bastante
Acredito em você

Tô sabendo de tudo, tô lendo seus recados
Minhas fotos que você curtiu, tô seguindo você

E aí, o que é que a gente vai fazer?
Diz aí, se você quer e eu também tô querendo você

Tantos sorrisos por aí, você querendo o meu
Tantos olhares me olhando e eu querendo o seu

Eu não duvido, não, que não foi por acaso
Se o amor bateu na nossa porta, que sorte a nossa♪

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Sr. Habib´s

Hoje no almoço, ganhei de presente um “saco plástico do Habib’s”. Sim, aquele mesmo aonde vem os talheres. E ele tava cheinho. Cheio de ar, de carinho. Cheio daquele sorriso sincero, carregando alegria pela companhia do dia. Acho muito fofos esses pequenos gestos. Guardo todos. Sou uma eterna criança e vou crescer assim.

E também choro. Não faço manha, mas choro. Fico triste, silencio por um tempo. Dia desses me peguei com essa nuvenzinha pairando sobre a cabeça. Tinha na mesa papéis de bombom que ganhei tempos atrás (e guardei, claro!) e ao organizá-los melhor, acabei rasgando um deles. Aí para não ser injusta com nenhum deles e nem decepcionar aos demais, tirei todos os três da mesa. Levei-os pra casa. Mas me entristeci com o ocorrido. Por não mais tê-los por perto, dando um colorido e graça aos meus dias no trabalho. Agora há o Sr. Habib’s rsrs

Coisas simples assim me cativam, me emocionam, me fazem rir e levar a vida com mais leveza também. Gosto quando sinto a felicidade inteira, que convida minha alma a sorrir junto. Sou do tipo que precisa abraçar apertado, sentir perto, sabe? Coração com coração. Mas com aqueles em que a sintonia é a mesma. Não abraço a todos. Só os que não carregam frescura, nem maldade. Que captam a delicadeza do toque. A sutileza do olhar sem duplo ou mais sentidos. Todas aquelas coisas que não precisam ser explicadas. Que a gente apenas sente. E sente por quem se importa. Por quem faz parte de uma parte de nós.

Sei que meu coração é infinitamente maior do que eu, e por vezes me perco nisso tudo. Mas não desisto. Nem de mim, nem dos outros. Fico sem rumo, esfolo o joelho no chão, me decepciono horrores, mas sigo em frente. A vida é isso aí. Um eterno “rasgar-se e remendar-se”, já escreveu o poeta Guimarães Rosa.

Nunca gostei de coisas mais ou menos. Tão pouco, gente meio termo. Do tipo “tanto faz”, em cima do muro, sem opinião própria. Pra falar a verdade detesto gente morna. Que não se compromete com sentimento, que se esconde, se disfarça ou se camufla. Gosto de quem não mede as palavras e enfia o pé na porta. Gente que não sabe amar em silêncio, assim feito eu. Admiro quem se arrisca, quem pula “da pedra mais alta”, como canta meu querido Anitelli. Quem vive e não apenas, sobrevive.

Quer me agradar? Deixa um bilhetinho com sua letra nada bonita. Me dá uma bala, um chocolate branco ou preto, pouco importa. Não ligo pra laço de fita ou cartãozinho enfeitado. Quero aquele mimo que vem com seu sorriso estampado, com seu carinho e perfume embrulhadinho nele, feito o Sr. Habib’s de hoje. Simples assim.

♪Meu mundo inteiro que é tão fácil de enxergar... E chegar♪

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Metas: 2016

Metas: 2016

Um esboço das minhas metas e planos para o ano de 2016. Não necessariamente nesta ordem. Ainda haverá o que acrescentarei e/ou mudarei com o andar da carruagem. 

;-)

1. Dar mais atenção aos amigos e familiares

2. Ler pelo menos 35 livros durante o ano

3. Iniciar Pós 

4. Escrever textos meus com mais frequência no blog

5. Aprender a tocar violão 

6. Emagrecer

7. Projeto de trabalho voluntário

8. Pintar sala/quarto

9. Aumentar minha lista de sonhos

10. Voltar a nadar (necessito!!!!)

11. Andar mais vezes de bicicleta

12. Estudar... estudar!

13. Socializar mais a Monique

14. Começar a correr

15. Fazer cursos na área 

16. Economizar

17. Programar férias com Gux

18. Passear mais com Pitty e Bebê

19. Dar mais atenção aos filhotes todos

20. Colocar rede no apartamento

21. Pendurar Bike



quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

...

"No ano novo, quero me encantar mais vezes. 
Admirar mais vezes. 
Compartilhar mais amor. 
Dançar com a vida com mais leveza, sem medo de pisarmos nos pés uma da outra. 
Quero fazer o meu coração arrepiar mais frequentemente de ternura diante de cada beleza revista ou inaugurada. 
Quero sair por aí de mãos dadas com a criança que me habita, sem tanta pressa. 
Brincar com ela mais amiúde. 
Fazer arte. 
Aprender com Deus a desenhar coisas bonitas no mundo. 
Colorir a minha vida com os tons mais contentes da minha caixa de lápis de cor. 
Devolver um brilho maior aos olhos, aos dias, aos sonhos, mesmo àqueles muito antigos, que, apesar do tempo, souberam conservar o seu viço. 
Quero sintonizar a minha frequência com a música da delicadeza. 
Do entusiasmo. 
Da fé. 
Da generosidade. 
Das trocas afetivas. 
Das alegrias que começam a florir dentro da gente".

Ana Jácomo