segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Um dia



O que faço com tudo que sinto neste momento?

Se fosse simples, abriria meu peito e mandaria dor e tristeza escolherem outro lugar de repouso.
Mas não é tão fácil assim.
Ouço todo tipo de conselhos que na prática não funcionam.
Não consigo agora tirar o que me faz sofrer do centro das atenções.
Tanto tempo de sonho perdido não vai embora num piscar de olhos.
Mas pra você parece tão fácil.

Sei que um dia isso vai passar. E neste dia não deixarei mais me tocar com seus olhos.
Todas aquelas pequenas coisas ficarão apenas com tuas sombras e não mais te contemplarei com a mesma paixão.

Mas ainda sinto muita coisa me ferir.
Tua ausência, indiferença e revelações tão vivas ainda me perturbam.
Tento buscar nas lembranças o nosso instante mais bonito para que mágoas não ocupem este espaço na memória.

Estou dando um tempo pra mim.
Com um forte abraço mandarei toda tristeza embora de uma vez só pois ela não me devolverá mais o teu perfume e estarei muito mais livre, muito mais leve também para enfim poder tirar dos meus olhos todo o pranto contido.
Já que ninguém faz seu caminho sozinho, em breve procurarei em outros olhos um pouco de amor e carinho.

“... chega um dia em que as pessoas mudam, os sentimentos acabam e o coração faz NOVAS escolhas...”

Coisas da Vida


A distância levou o seu perfume e a saudade bate forte hoje.
Seus olhos me perseguem onde quer que eu vá mas nao encontro nem mais seu sorriso.
Nos meus sonhos você está sempre livre e eu vou ao seu encontro.
Há um brilho intenso, penetrante que não consigo desvendar em seus olhos. E que não esqueço.
Sinto que estamos muito perto e nos encontraremos do mesmo jeito de sempre.
Sem hora marcada, ao acaso do nosso destino.
Mesmo longe não me conformei com tua ausência e sigo tentando alguma forma de te encontrar.
Ainda temos muita vida pra viver.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Olhos de Lua


Dias desses voltamos a nos encontrar nos meus sonhos. Fazia muito tempo que isso não acontecia. Foi apenas um sonho, mas parecia tão real, tudo tão perto que acordei numa saudade apertada, com uma ânsia por noticias suas, saber o que fez durante esse tempo todo, por onde andará neste momento, se casou de vez ou não.
O tempo passou e deixou comigo uma vontade tamanha de abraçar essa saudade que ficou.

Por que isso agora? Será que meu coração está ficando livre outra vez? Será que o que não aconteceu no passado anda dando sinais de que pode retornar? Por que este passado anda tão presente? Será o destino querendo nos dar outra chance?

Anos atrás seus olhos penetraram tão mansamente a minha alma, me hipnotizaram numa noite de muita música em Porto Alegre. Durante noites tentei desvendá-los e descobri que eles eram apenas turistas na cidade. Tão cedo não retornariam, afinal a distância era grande. E inevitavelmente logo não conseguiria mais sentir o perfume suave que os acompanhava.
Então, arrisquei. Num impulso incontrolável, percorri km de estrada a procura daqueles olhos. Precisava entender esse desejo de reencontrá-los, queria novamente rever o anjo de sorriso fácil que mexeu com meu coração. Levei comigo apenas seu nome, a certeza de que você tinha um bar em algum lugar da sua cidade e dois amigos como testemunhas desta aventura.

“... minha alma se liberta cada vez que eu penso em ti. Vai no fundo da saudade e me traz esses olhos que eu não esqueço nunca mais...” (Jorge Vercilo – Penso em ti)

Rodamos infinitas vezes durante a tarde a sua procura. Quando a noite já ia caindo, quis o destino que encontrássemos uma pista sua num salão de beleza. Onde mais pessoas sabem da vida uma das outras numa cidade relativamente pequena? E lá a sorte me sorriu novamente. O proprietário sabia a quem nos referíamos, nos deu o nome do bar e a localização dele. Era um recado dos céus. Àquela altura meu coração já estava esmagando meu peito, querendo saltar pela boca de tanta alegria. A ansiedade virou uma euforia louca e uma sensação plena de meta atingida, de que toda aquela aventura não tinha sido em vão. Estávamos muito perto de nos reencontrarmos.

Fomos até o local que ainda estava fechado só para ter certeza de que a busca encerrava ali. Era um grande galpão reformado e na fachada o nome indicava se tratar não de um simples bar, mas de algo mais profundo, temático, cultural. A partir daí então pudemos pensar em procurar um lugar para pernoitarmos, afinal a noite seria de festa e já se fazia uma linda primavera em minha vida. Ficamos num hotel no mesmo bairro, tomamos um bom banho e nos preparamos para enfim encontrar novamente seus lindos olhos de Lua. Vesti uma blusa branca que deixava minha tatuagem dos ombros à mostra.
A partir dali era contagem regressiva.

Na chegada ao hotel então o relógio pareceu parar. Ficamos durante muito tempo no quarto bebendo e, no entanto as horas insistiam em não querer passar, a lentidão dos minutos era algo inacreditável.
Ficamos tão eufóricos rindo das aventuras do dia que a sensação era de que todo o dia de procura tinha sido muito mais rápido do que todo aquele tempo de espera no hotel, tamanha era a ansiedade. Um desejo enorme de encontrar novamente com o sorriso que iluminou meu coração.

Enfim chegava a hora. Ao entrar no bar nos deparamos com um lugar bastante aconchegante, diferente e alternativo. Pelo carinho na decoração era notório perceber que a arte e a cultura brindavam nossos olhos numa mistura suave de beleza e delicadeza, se tratava de um local de um artista plástico extremamente cuidadoso, onde as antiguidades se fizeram predominantes.
Tudo bastante acolhedor, simples, mas com uma sensibilidade perceptível em cada detalhe, em cada peça escolhida e premeditadamente bem colocada em cada ambiente.
Estávamos no lugar certo. Nos acomodamos, pedimos uma bebida e admiramos tudo em volta. Mas faltava alguma coisa. Faltavam os seus olhos de Lua. Onde estariam?

Havia uma grande movimentação no ambiente ao lado de onde estávamos. Era um local em forma de teatro. Soubemos então que haveria mais tarde um show, motivo de tanto entra e sai de gente por lá. Luciane, que descobri no outro dia se tratar de sua melhor amiga, era quem animaria o publico com suas canções. Mas e você, onde andaria àquela altura? Será que tinha sido a minha noite de azar e justamente naquele sábado você não apareceria?

Foi quando entre um gole e outro de cerveja, algo de dentro do meu peito me fez ficar paralisada olhando em direção à porta do bar, senti que estava por perto. Então você surgiu com os seus cachos dourados e úmidos, seus lindos olhos e um sorriso contagiante que acariciaram minha alma.
Como quem percebesse que estávamos lá por sua causa foi diretamente à nossa mesa para dar as boas vindas à cidade e agradecer pela presença no seu bar. Tudo surgiu com o som da sua voz. Meus olhos ficaram embaçados de felicidade. No ar a sensação de muita coisa para se dizer ficou evidente entre nós, mas o momento não seria aquele. Para minha decepção, você não estava só naquela noite.

Tantas horas de viagem, tanta procura na cidade e quando nos encontramos para minha infeliz surpresa você já tinha alguém em sua vida. Um alguém que não desgrudava os olhos e seguia seus passos por onde quer que fosse. Era o sinal que eu precisava para entender que não poderia em hipótese alguma te fazer passar por qualquer tipo de constrangimento. Senti um balde de água fria caindo sobre minha cabeça e molhando todos meus planos e sonhos daquela noite. Confesso que não me preparei para aquela surpresa.

Com isso me restou apenas admirar sua beleza de longe até o momento em que nos despediríamos.
Fim de noite no bar, e quando pudemos trocar algumas palavras sem sombra alguma por perto, num gesto rápido e delicado você se ofereceu para nos acompanhar até o hotel. Seria quem sabe o momento ideal para colocar um ponto final ou uma simples vírgula nos nossos encontros e desencontros. De fato, poderia realmente ser.
Entretanto, também num impulso rápido, porém tolo, como um típico canceriano que se sentiu magoado por saber que tinha outro alguém ao seu lado e àquela altura lamentava ter percorrido tantos km por nada, agradeci a gentileza e nos despedimos.

Estava naquele momento colocando o meu ponto final.
Como ainda tinha muita coisa para acontecer naquela noite e nosso destino de momento não passaria nem perto de retornar ao hotel onde estávamos hospedados, eu e meus amigos resolvemos sair para dançar, desopilar a mente e curtir então a cidade tão distante de Porto Alegre. “já que lá tá, deixe que lateje”, diria outro amigo meu.

Então, na procura por outro local, rodamos um pouco pela cidade e acabamos achando um bar bem movimentado. Era bastante escuro, mas, àquela altura qualquer lugar seria o ideal. E começamos a aproveitar o resto da madrugada. Foi quando, por uma ironia do destino, você surgiu na porta. Era um recado que a vida nos dava de presente. Nossa historia não começaria nem tão pouco se encerraria naquela noite.

Dançamos muito perto o tempo todo, e em todos os momentos nossos olhos insistiam em se cruzar, num silencioso e proibido namoro, afinal havia alguém em sua companhia.
Companhia essa que não tardou a perceber que você retribuía a todos meus olhares. Então a marcação ficou cerrada. Já não tinha mais como ser tão explicito todo aquele envolvimento de sorrisos contidos, aquela hipnose fascinante de não perceber ninguém a nossa volta, sem qualquer palavra, apenas uma troca intensa de olhares e um desejo imenso de te trazer para mais perto de mim.
Naquela noite agi contra tudo o que sempre critiquei: a promiscuidade da noite. Me vi completamente envolvida num jogo louco de sedução, mesmo sabendo desde o inicio que tinha alguém ao seu lado. Não respeitei, esqueci qualquer tipo de constrangimento e pelo visto você fez o mesmo. Fácil àquela altura, deduzir que havia encontrado alguém de capricórnio.

Tudo conspirava para que aquela não fosse definitivamente a nossa noite. E antes que acabasse causando qualquer tipo de confusão, de comum acordo com meus dois amigos, decidimos ir embora. Já estava quase amanhecendo e eu já não me sentia confortável naquela disputa demasiadamente educada de atenção, naquela brincadeira que não nos levaria a nada. Pelo menos não naquela noite.
Então nos despedimos num forte abraço e pude sentir seus lábios tocarem suavemente meus ombros. Essa foi a ultima vez que nos encontramos na sua cidade.

O retorno a Porto Alegre foi tão frustrante, pois me dei conta do que havia feito para encontrar alguém que já tinha um outro alguém.
Claro que antes de partir eu nem imaginaria isso, mas queria ter a certeza de que desde nosso primeiro encontro, algo mexera muito comigo. Mas ficou um vazio tão grande, uma sensação de que não queria viver esse tipo de sentimento. Veio também o cansaço.
Então ainda decepcionada, porém certa de que o que poderia ter acontecido havia ficado para trás, voltei ao meu mundo. Sem jogo, sem machucar ninguém. Aquela noite de eterna madrugada ficou apenas na memória. Uma linda, inesquecível e doce noite.
Um mês e meio mais tarde, em outra terça de cantorias noturnas em Porto Alegre, um dos meus companheiros daquela louca aventura, ao me avistar entrar no bar, veio ao meu encontro e num breve sussurro me informou que alguém estava no andar de cima, em outra noite de turista. Em segundos meu coração se encheu de uma imensa alegria contida.
Percebi logo que se tratava dos cachos dourados de anjo de sorriso fácil. Quis o destino novamente nos pregar uma peça. Outro encontro inusitado e desencontrado.

Porém, a surpresa daquela noite, no entanto, era eu já estar acompanhada e, mesmo sendo algo recente e novo surgindo em minha vida, não faria o que fizera a km de distância.
Eu estava curtindo uma felicidade plena e naquele momento não trocaria por outro jogo de sedução, afinal, eu já sabia que aqueles olhos tão fascinantes tinham alguém. Alguém que não estava ali naquela noite, mas estava presente em sua vida.

Passei a noite inteira covardemente no andar de baixo, sem coragem de subir as escadas e reencontrar com aquele perfume suave, aquele olhar hipnotizante. Tive um medo enorme de balançar, de me render aos seus encantos e acabar machucando meu tão novo amor. E sei que isso poderia acontecer, pois só de saber que estava presente, meu coração deu sinal de que não tinha esquecido aquela aventura toda.

Mas a noite se encarregou de cruzar nossos caminhos novamente.
Ao ir embora, acompanhada, em direção ao meu carro, nos encontramos na saída do bar onde você pegava um taxi e, parou ao lado da porta e num breve e suave aceno com a cabeça, me cumprimentou com seus lindos olhos de Lua.
Minhas pernas estremeceram e meus olhos silenciaram num lamento profundo. Não era a nossa noite novamente.
Como cantava Jorge Vercilo: “... os anos passaram-se a vida me leva e traz e ainda não esqueci seus olhos de nunca mais...”

Foi a última vez em que nos vimos. Você se foi e deixou para os meus dias apenas uma doce saudade. Sem trocas de telefones nem qualquer tipo de contato. Acho que ficamos esperando o destino agir novamente. Tudo que sabia até então era seu nome, profissão, cidade que reside e nome de seu bar. Mais tarde ao ler uma reportagem da época, descobri seu sobrenome, idade, cidade natal e confirmei seu signo. Mais nada.
Hoje estou sozinha novamente e por diversas vezes me deparo com uma vontade imensa de abraçar a saudade que ficou.

“Eu posso te ouvir chamar no meu sonho tenho certeza que não acordei. Vejo minhas flores caindo do céu como um presente que dou a você. Não imagina o que eu sinto aqui... é eu sei que a distância não importa. Você não imagina o quanto isso me conforta. Só Deus sabe o quanto quero ir agora. O quanto quero ir agora. Voltar, voltar, voltar pra te buscar...” (Frejat – Voltar pra te buscar)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Final de Semana em festa


Final de semana bastante agitado. Emocionante sob todos os aspectos. No sábado fui ao estádio Olímpico. Era a partida de despedida de Danrlei, grande goleiro, ídolo da torcida e colecionador de títulos do Grêmio que está aposentando suas “luvas”. Uma linda festa que contou com o time Campeão de 1995, tendo Danrlei no gol, Adilson e Rivarola na zaga, Roger e Arce nas laterais, Carlos Miguel, Dinho, Luis Carlos Goiano e Alexandre Xoxó (no lugar de Arilson que não compareceu) formando o meio campo e a dupla consagrada Paulo Nunes e Jardel na frente.

Do outro lado o time dos amigos de Danrlei contava com Mazzaropi no gol, Claudiomiro, Mauro Galvão, Anderson Lima, Tarcisio, Rodrigo Fabri, Rodrigo Mendes, Caio, entre outros. O banco de reservas contava com os grandes goleiros Victor e Murilo, Souza, Douglas Costa, Assis (irmão de Ronaldinho), Zé Alcino, Jacques, entre outros que entraram no decorrer da partida.

O time comandado por Danrlei venceu de virada por 4 x 3 com dois gols de Jardel, Assis (vaiado desde o momento que entrou nos gramados) e Jacques. Marcaram para os amigos de Danrlei Rodrigo Mendes, Rodrigo Fabri e Zé Alcino.

A festa só não foi perfeita pela chuva que caiu durante alguns momentos da partida e pela presença de Assis que no meu entendimento acabou estragando um pouco a grande festa. Ficou um clima de constrangimento entre ele e a torcida que não o poupou de vaias e xingamentos sempre que tocava na bola por ter sido o grande responsável pela saída de Ronaldinho Gaúcho do Grêmio. Foi claro e evidente perceber que a torcida não esqueceu este episódio tão tumultuado e ainda guarda mágoas pela suposta traição de um ídolo com sua torcida.

No sábado à noite era também aniversário de Kaká. Apreciei uma maravilhosa lasanha ao lado da linda aniversariante, Bebê, sua mãe, irmãs, irmão e namorada.
Uma noite bem especial. Kákis pareceu bem feliz. Festejamos seu aniversario e também seu emprego novo. Durante alguns momentos me senti um pouco deslocada e perdida entre eles, mas segurei a onda (risos). Rimos muito também.
Dei a ela um cartão e torço para que tenha gostado.
Kaká, tudo de melhor hoje e sempre! Tu mereces. Que tuas decisões tenham sido acertadas e o futuro te reserve muito sucesso, amor, saúde e paz! Te adoro!

No domingo (13/12) houve um almoço em comemoração aos 70 anos de meu pai.
Ele organizou uma grande festa no E.C. Campo Branco e lá reencontrei muitos primos, tios, tias, amigos e conhecidos que não via há muito tempo. Bem divertido e emocionante. Certamente bastante marcante e especial, principalmente para o “velhinho”.

Papi, parabéns pelo grande dia! Imagino que tenhas ficado bastante emocionado e feliz com a presença de todos. Isso tudo é fruto do reconhecimento e carinho de todos pela linda pessoa que és. Te amo! Felicidades sempre!

Reflexões


Hoje a chuva deixa inquieta a noite. Perde-se todo silêncio que havia, deixando apenas o barulho das gotas caindo sobre os carros, deslizando sobre as plantas em um pranto bem lento. Da janela sinto um leve vento me acariciando o rosto e acalmando meu coração. Neste instante a solidão me abraça.

Teve um tempo em que eu não dava valor a este momento silencioso e tão acolhedor. Houve uma época em que a solidão me perturbava de maneira que buscava na rua, na noite um afago qualquer, apenas para não me sentir só.

Hoje consigo me ouvir no escuro do quarto, me ouço em canções que tocam no rádio quando já não quero mais tanto silêncio por perto. Algumas músicas me transportam para um mundo muito particular onde percebo as coisas ao redor sem cortes, vejo e sinto a canção através dos meus olhos. Encontro-me em cada uma como se retratasse um pedacinho da minha própria vida, algum momento meu.

Entendo que nem todas as pessoas convivam bem com a solidão, nem todos sabem tirar proveito destes momentos tranqüilos. Nem todo mundo consegue entender sobre si mesmo sem barulho algum por perto, muitos não conseguem ficar sozinhos, literalmente. Há que sempre ter alguém por perto.

Mas entendo também que isso é apenas uma fase. Ninguém consegue viver 100% sozinho. Durante um tempo tudo bem, mas chega um momento em que é preciso ver gente, é preciso trocar idéias, experiências e voltar a viver normalmente. A vida não te dá esse tempo para que você melhore, para que sua tristeza passe e suas mágoas te libertem, a vida continua, segue em frente, e o tempo passa e não espera pela gente. É preciso superar o que passou, cicatrizar o que machucou, levantar e seguir seu caminho.

Há muito ainda por vir. E precisamos estar preparados para tudo.

“... mas agora eu sei o que aconteceu, quem sabe menos das coisas sabe muito mais que eu...” (Joanna – Agora eu sei)

Recomeçar


Neste momento chove muito lá fora. Nada de interessante na televisão, tão pouco para fazer. Ando cansada, não um cansaço físico, mas emocional, sem nada que me anime. Difícil recomeçar, sobre todos os aspectos. E agora parece que tudo fica mais demorado, mais complicado. Os dias passam e me sinto cada vez com menos esperanças.

Ontem enviei mais de quinze e-mails nesta minha nova rotina de busca por emprego. Recomeçar é a palavra agora. Eu que estava já encaminhada em novembro, de repente não tive mais noticias e tudo voltou à estaca zero. Pelo menos você conseguiu e começa nova vida na segunda-feira. Fico muito feliz que pude contribuir e te dado de presente de aniversario esta nova oportunidade, me sinto recompensada e um pouco aliviada, pois afinal, acabei te colocando neste meu sonho que não deu certo e estava até então assim como eu, à procura de emprego e na espera por algum retorno.

Vamos aos poucos reorganizando nossas vidas. Aprendendo a refazer planos, sonhar outros sonhos e tentar realizá-los. Estamos redirecionando nossos focos, buscando equilíbrio e paz. Talvez daqui um tempo a gente possa rir de tudo isso.

Alguns poderão dizer que eu poderia retornar para onde fiquei 14 anos, as portas talvez estivessem ainda abertas, entretanto não é isso que quero mais para mim. Se posso não ter a real certeza do caminho a seguir, pelo menos tenho a plena convicção do que não quero mais para minha vida. E esse retorno para mim seria um grande retrocesso.

Busco um lugar onde possa crescer profissionalmente, onde possa ouvir e ser ouvida, aprender e quando fizer algo bem feito, ter meu trabalho reconhecido. E lá, com certeza isso não aconteceria já que em tantos anos sequer tive qualquer uma dessas alternativas plenamente atendidas. Nada contra, apenas para mim não há mais possibilidade.

Mas vamos tentando, afinal há muito ainda o que conquistar pela frente.

“quando a chuva passar, quando o tempo abrir, abra a janela e veja eu sou sol” (Ivete Sangallo – Quando a Chuva Passar)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sinais do Tempo


Não imagino Porto Alegre em condições de sediar uma Copa do Mundo. Cada vez mais me assusto com nosso trânsito. Cada vez mais e mais carros, congestionamento em qualquer horário do dia ou da noite, fluxo intenso o dia todo. Daqui a pouco estaremos como São Paulo fazendo rodízio de placas para poder circular mais a vontade nas ruas e avenidas da cidade.

Percebo também que cada vez mais os motoristas em geral estão mais nervosos, correndo mais, mais imprudentes também. Hoje em dia está sendo perigoso até buzinar para outro carro como forma de alertá-lo por fazer alguma manobra errada onde você também poderá ser atingido, pois alguns motoristas estão tão fora de controle que ficam irritados com qualquer tipo de ação de outro motorista. São capazes de perseguir você, parar o carro numa sinaleira, exigir que você desça do seu veiculo para tirar satisfação, te xingar como se ele estivesse com a razão e você seja o culpado pelo seu dia ruim ou pela sua pressa e desatenção.

Em vez de simplesmente seguir em frente, ignorar a buzina, tentar ver que agiu errado, prefere discutir, criar confusão num trânsito já tão complicado. Isso se alguns ainda não quiserem te agredir e tudo que você fez foi simplesmente preveni-lo de algo ruim que poderia vir a acontecer. Onde está Marisa Monte e sua “gentileza que gera gentileza”?

As pessoas estão cada vez mais com pressa, com mais raiva de tudo e de todos, estressados ao extremo, levando suas frustrações e amarguras para dentro de seus carros. Nas sextas-feiras e vésperas de feriados então, melhor nem pegar o carro para sair de casa se você não estiver com paciência, pois senão corre um grande risco de ser agredido ou passar por coisa pior.

Outra coisa que noto já há algum tempo é que os motoristas em geral também não estão mais respeitando o sinal vermelho, cruzam sem o menor medo, sem receio de acontecer algum acidente. Todos os dias venho pela Av. Porto Alegre de carro e ao abrir o sinal para mim e tentar cruzar a Av. Oscar Pereira, confesso que fico cada vez mais preocupada, pois dá para contar nos dedos os dias que ninguém passa no sinal vermelho, virou rotina.

Vejo fiscais de trânsito já dando plantão nas faixas de segurança da cidade como forma de pressionar para que os motoristas aprendam o novo sinal de trânsito e respeitem o pedestre. Só espero que não comecem a chegar multas também por algum motorista que não conseguir parar nas faixas de segurança. O pedestre também não anda se esforçando para dar mais alguns passos e atravessar na faixa, tão pouco fazendo o novo sinal ou quando o fazem já estão entrando na faixa de segurança, muitas vezes em cima já do motorista, aí o culpado quem é? Quem vai levar a multa, caso comece a ocorrer?
Vejo que enquanto surge um novo sinal, aqueles mais antigos como os semáforos estão sendo esquecidos, ninguém mais fiscaliza se alguém passa no vermelho ou não.

Flamengo Campeão


Ontem o Flamengo sagrou-se campeão do brasileirão de 2009. Justo e grande campeão pelo que fez durante todo o segundo turno, exceto a última partida. Acho até que se o Grêmio jogasse com todos titulares, poderia ter estragado a festa e vencido, pois o time carioca definitivamente não jogou uma boa partida. O grande flanelinha, aquele que segurou até o ultimo minuto a vaga da Libertadores para outro time (neste caso, o Cruzeiro) foi o Palmeiras. O tão badalado e cobiçado técnico Muricy Ramalho conseguiu fracassar nos dois times que comandou em 2009. Já pensou se fosse o Roth o técnico do Palmeiras? Teria de sair do País.

O Internacional imitou o co-irmão e contrariando as estatísticas dos campeonatos anteriores de pontos corridos, venceu o primeiro turno, mas não levou a taça ao final do torneio.

A semana que antecedeu esta grande final foi um verdadeiro massacre em cima do Grêmio que jogava a última partida contra o Flamengo. Infernizaram com comentários maldosos de que o Grêmio entregaria a partida para não ver o Inter (seu maior rival) ser campeão brasileiro. Azar do Inter se seu destino ficou nos pés do Grêmio, justamente na ultima partida do campeonato. Era a prova concreta de que não tinha sido competente nas outras 37 rodadas. Aqueles pontos do jogo contra o Botafogo, por exemplo, fariam muita falta para eles. Então, não foi o Grêmio e sim o próprio Inter com seus erros que deixou o título escapar. No meu entendimento, se tivessem mantido o Tite, as coisas teriam sido diferentes.

O Flamengo jogava num Maracanã lotado com toda a torcida ao seu lado e o Grêmio com apenas quatro titulares em campo. Ao invés de fazer um “mea culpa” muitos preferiram atribuir a responsabilidade de parar o Flamengo a um time que teve o pior aproveitamento jogando fora de casa onde venceu apenas “uma” partida. Verdade que dentro do seu estádio o Grêmio ficou invicto no campeonato, mas em compensação foi vergonhoso seu retrospecto como visitante.

O que me irrita profundamente é que durante a semana toda só cogitaram o Grêmio como sendo aquele que entregaria o jogo. Sequer mencionaram que o Sport (já então rebaixado) não ofereceria qualquer tipo de resistência ao São Paulo (que estava na briga pelo titulo também). Que Coritiba e Fluminense poderiam muito bem fazer um jogo de compadres, pois dependendo dos resultados paralelos, ambos estariam livres do rebaixamento, sem desgastes. Entretanto não contavam (o Coritiba, claro) que o Botafogo vencesse o grande Palmeiras. Do Santos também ninguém falou nada. E, a meu ver, foi o que mais entregou. Não tinha também mais nada a fazer no campeonato, mas poderia tirar um grande time paulista (e rival) da Libertadores de 2010 ao deixar o Cruzeiro vencer em plena Vila Belmiro.

Mas era muito mais fácil exigir que o Grêmio fizesse na última rodada tudo aquilo que não foi capaz de fazer durante todo o campeonato, vencer como time visitante. Será que o Palmeiras também não “entregou” a sua vaga na Libertadores de 2010, perdendo para o Botafogo como uma forma de protesto e punição à sua torcida pelo que fizeram violentamente aos seus jogadores? Por que presentear seus torcedores com uma disputa tão importante e cobiçada se eles não valorizam, não respeitam o profissional que veste a camisa de seu time?

Gostos e Desgostos

Anoto em qualquer papel coisas que vêem à mente durante as longas madrugadas que me acompanham nos últimos tempos. Fazia muito tempo que não escrevia sobre o que se passava em minha vida. Fiquei muito tempo estacionada.

Durante a madrugada consigo pensar de fato em minha vida, nas coisas que gosto, do que não gosto, do que tenho medo e daquilo que me liberta, as coisas que me afligem, das coisas que desejo retomar como rotina em breve.

Noite dessas voltei a escrever “ao contrário”, aquela facilidade de canhotos para se escrever de forma a ler com auxilio de um espelho, e percebi que estava um pouco destreinada, fora de forma. O tempo vai ajudar a recuperar minha melhor forma (risos). Assim como de escrever qualquer coisa, fiquei muito tempo fora. Sem contato com isso que tanto me alivia. Que me faz colocar no papel tudo que sinto em qualquer dia, em qualquer hora do dia, da noite, da madrugada ou em qualquer momento da vida. É algo que me conforta algo que não deixa de ser um desabafo, uma caricia que a gente faz na gente mesmo. Uma conversa escrita entre nós mesmos, um carinho sem testemunhas.

Então fiz uma lista das coisas que amo de paixão, das coisas que sinto prazer em fazer seja diariamente ou esporadicamente, das personalidades que me cativam, dos meus ídolos, do que não gosto tanto assim, do que detesto, enfim meus gostos e meus desgostos. Eis algumas delas:

• Não sou muito de bolos, mas tenho verdadeiro delírio por bolo de cenoura com cobertura de chocolate, necessariamente nesta ordem.

• Amo muito panquecas, sejam doces (exceto côco) ou salgadas, com qualquer recheio ou cor de massa. Não sou muito fã de pizza, exceto de brócolis com catupiri.

• Sou uma verdadeira formiga por amar doces (exceto os típicos de Pelotas), mas confessadamente fissurada por panelinha de limão.

• Tenho um fascínio impressionante por tartarugas, não sei explicar o porquê, mas tartarugas me despertam muita curiosidade e interesse.

• Adoro escrever “ao contrário” qualquer frase ou texto para que se possa ler diante de um espelho. Descobri isso há muito tempo em um programa apresentado por Leda Nagle quando, na época, diziam ser uma vantagem de canhotos. Achei o máximo e passei, desde então a praticar.

• Desde criança tenho verdadeira paixão e adoração por Santa Rita. Não entendo o porquê, mas tenho uma mini estatueta dela que carrego desde pequena e isso me faz muito bem.

• Os felinos são minha paixão estonteante. Desde criança amo muito todos os animais, mas tenho especial carinho por gatos. Bichanos tão detestados por muitos, mas que para mim trazem uma paz inigualável, um conforto e carinho no coração da gente, captam nossa alma como ninguém, nos protegem e nos acariciam muito, inclusive quando estamos muito tristes parecem que advinham nossa angústia e de mansinho nos envolvem e nos confortam. Considero-os verdadeiros e melhores amigos de qualquer ser humano.

• Tenho uma meta de fazer futuramente pelo menos outras duas tatuagens. Estas já tenho definidas em mente. De repente daqui a algum tempo sejam mais que duas. Mas, no momento tenho estas duas que ainda quero muito fazê-las.

• Sou gremista, vou a estádio, me emociono muito em alguns jogos importantes, me arrepio quando converso algo muito especial sobre o Grêmio. Tenho verdadeira idolatria pelo Danrlei que, acredito ter sido o grande nome de goleiro de todos os tempos e maior colecionador de títulos do futebol do Grêmio. Dinho e Jardel também têm um lugar de carinho reservado no meu coração.

• Amo muito meus pais. Em alguns tempos um bem mais do que o outro. Mas em épocas também bastante alternadas, os dois em grande admiração e carinho. Érica, minha afilhada linda é meu raio de sol, minha esperança futura, a “menina dos meus olhos”. Tenho verdadeira adoração por esta pequena tão radiante e elétrica que me fez conhecer o verdadeiro significado da palavra “incondicional” que hoje sei é o amor que sinto por este maravilhoso presente que Deus me deu.

• O mar me traz muito conforto. Amo praia, mas na verdade tenho adoração por aquele salgado na pele, por seu horizonte infinito que nos mostra que podemos ir além de nossos limites, amo mergulhar e poder nadar na imensidão de seus braços como forma de acalmar meu coração. O mar me liberta a alma, me tira o peso dos ombros, me faz esquecer qualquer coisa ruim que possa ter angustiado meu peito até o momento em que me jogo de corpo e alma em suas águas. Se for apenas para contemplar sua beleza infinita, sirvo-me de uma bela caipirinha e uma porção de “viola”, a combinação perfeita!

• A música me envolve o coração. Há algumas que precisam de ar, fazem a gente ter uma vontade irresistível de abrir as janelas e deixá-las transbordar, voar pelos ares, contagiar às demais pessoas. Há aquelas que nos fazem chorar, nos acalmam, nos acolhem nos braços. Amo muito ter uma música como pano de fundo de todos os momentos de minha vida. Se tiver meus amigos do peito por perto, melhor ainda e dividir com eles uma boa noite de videokê ou de sinuca, regada a muito uísque com energético ou apenas uma cerveja bem gelada. Amo a noite, a madrugada, mas não gosto de baladas, prefiro um barzinho com amigos e com uma boa musica ao vivo, ou apenas um bom churrasco na casa de alguém. Gosto também de Martini Bianco com cereja.

• Não sou muito de jogos em celular ou computador (exceto de futebol), mas tenho grande admiração por palavras cruzadas e sudoku. Envolvo-me com eles, esqueço o tempo e quando percebo se passaram horas e estou lá ainda quebrando minha cabeça. Divirto-me muito e com eles o tempo voa. Da televisão curto os canais de esportes, preferencialmente quando o assunto é futebol, independente do time, adoro assistir a jogos. Os programas “a fazenda” e “ídolos” da Record também me prendem diante da tevê.

• Tenho verdadeira paixão, sou fã de carteirinha de Tom Cruise e Christiane Torloni. Assisto a todos os seus trabalhos e acho ambos lindos, donos de um charme e sorriso contagiantes, talentosíssimos e com um carisma fascinante.

• Adoro ler tudo que Martha Medeiros escreve apesar de não compartilhar de sua preferência futebolística. Sei separar esse tipo de rivalidade, principalmente quando há talento em meio a tudo isso. Também gosto de alguns livros de Cláudia Tajes e Fernanda Yang.

• Fascinam-me belezas como a de Catherine Zeta-Jones, Sheila Carvalho, Adriana Garambone, Ângelo Antônio e Carlos Casagrande, assim como o charme irresistível de Jayme Periard e Virgínia Novicki. Não sei explicar, mas me cativam, me fazem parar e admirar. Há neles um “que” sem explicação que me hipnotiza.

• Bandas como Pato Fu, Kid Abelha e LS Jack terão sempre meu olhar mais atento e meus ouvidos sempre abertos para tudo o que seus trabalhos têm a mostrar. São minhas paixões. Assim como Joanna, meu eterno lado brega (risos).

• Laura Cardoso e Elias Gleizer sempre me emocionam e nutro um carinho incondicional por eles. Por tudo o que eles entregam para nós nas telinhas.
• Adoro filmes com Meg Ryan, Tom Hanks e Nicolas Cage.

• Renato Aragão e Xuxa me comovem, são meus ídolos pelo carisma, história de vida e sucesso de ambos. Relembram minha infância e certamente suas ausências me fariam sofrer por um tempo. O falecimento de Airton Senna foi a primeira grande perda de algum artista que senti, ainda que fosse apenas alguém bem distante, sem contato algum. Foi alguém que me emocionou saber que se foi, uma parte de mim também se foi à medida que desde sua morte não mais tive prazer em assistir qualquer corrida de fórmula 1. Um cara que não pensei que fosse meu ídolo.

• Tarso Genro é o único político que tem minha admiração e respeito infinitos.

• Cher, Cindy Lauper, Cazuza, Renata Arruda e The Corrs sempre estarão entre meus sons prediletos e cujos shows assistiria incontáveis vezes.

• Café preto é meu maior vício. Não há dia que renda sem uma xícara desse meu combustível matinal.

• Sinto saudades de minha madrinha “Tia Vina” e minha “Vovó Sebastiana” pelo adeus repentino, pelo que ficou por dizer, pelo “eu te amo” não dito, pela perda tão inesperada, por tudo que queria ter feito ou dito, mas não tive tempo, não tive oportunidade ou não tive coragem.

• Chimarrão para mim rima com uma boa companhia e um maravilhoso pôr do sol como abraço. Se estiver muito calor substituo o primeiro por uma Heineken bem gelada ou um bom suco de abacaxi com hortelã.

• Natação será sempre meu esporte predileto, seguido de perto pelo futebol. Ainda que não pratique sempre estarei me programando para voltar a nadar ou a jogar. É minha válvula de escape, minha reposição de energia. Meu alivio imediato.

• Não me ofereça nada que contenha qualquer um desses ingredientes: côco, passas ao rum, amêndoas, amendoim, castanhas, fios de ovos, nozes, avelã, frutas cristalizadas, pimenta, pimentão, mel ou ameixa. Nem me convença de que doce de abóbora ou arroz doce sejam sobremesas, não caio nessa. Não gosto de leite puro, me enjoa. Bife de fígado é para quem tem estômago, não para mim. Tão pouco qualquer tipo de carne suína, nem pensar.

“Leva-se certo tempo para se extrair a felicidade da vida”. (Tudo Acontece em Elizabethtown)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Abandonando o barco


Vamos começar do zero, fazer as coisas diferentes, tentar se tornar indiferentes às pessoas que se sentem presas ou vigiadas por nós.
Tentaremos não fazer mais perguntas, não dar palpite, não manifestar opinião, tão pouco qualquer tipo de insatisfação. A partir de agora é cada um por si.

Se perguntas invadem seu espaço, atingem sua privacidade então a partir de agora ficarei muda, dividiremos apenas um silêncio suave.

Se a amizade está sendo abandonada por uma das partes e todo o esforço que faço para tudo não se perder de vez é visto como cobrança, como limitação da sua liberdade, tudo certo, desistirei de te acolher ou de me preocupar contigo para que não se sinta sem ar, sem espaço, para que possas ser livre de vez.

Se qualquer tipo de conversa é sempre visto como uma maneira de querer controlar seus passos, me desculpe, estava apenas querendo dividir contigo um pouco da minha vida e os últimos fragmentos da nossa amizade.

Se ainda tiver tempo, tomarei todo o cuidado para que entendas de outra maneira e não algo girando somente em torno da sua vida.

Se não há perguntas que possam mais serem feitas, acredito que fica cada vez mais difícil encontrarmos respostas para o fim de qualquer tipo de sentimento que ainda possa existir.

Está sendo aberto um grande espaço para que eu também desista de nosso carinho e nossa amizade.

Lágrimas e Sal


Certa vez li que somente quando estamos a sós conseguimos ser 100% nós mesmos. Pura verdade.
Quieta consigo escutar meus pensamentos sem precisar repartir o silêncio. E o silêncio vale ouro. No silêncio podemos fazer um inventário de nossas emoções e sentimentos. Na sinfonia de nossos silêncios nos reconhecemos verdadeiramente e também nos arrebentamos pra valer. No silêncio as fichas caem e os butiás do bolso também.

Talvez somente nestes momentos percebemos as sutilezas de um sentimento e compreendemos que ele por si só não consegue suportar tudo. Quando o sentimento começa a diminuir de tamanho é sinal de que está perto do fim, pois ele só dura o tempo que o conservamos inteiro dentro de nós. Até sentimentos tem prazo de validade.

Não existe sentimento fatiado ou pela metade. Ele é inteiro ou não é mais sentimento. Por isso quando ele some nos sentimos perdidos, abandonados, procurando uma mão para segurar na hora da dor, um ombro para encostar a cabeça, ficamos muito frágeis e choramos.

Choramos, pois ao sentir esse abandono, nos damos conta de que o sentimento de alguém por nós está nos dizendo adeus. E o adeus quase sempre é para sempre. Todo e qualquer processo de despedida é muito mais lento e mais difícil do que deveria ser. É preciso esperar pela ação do tempo, mas os dias passam bem mais devagar e não nos trazem qualquer tipo de alento, qualquer tipo de conforto. Queremos e precisamos ficar sós. Estamos temporariamente de luto.

Choramos, pois chorar faz bem, liberta a nossa alma, conforta o coração. As lágrimas que nascem do fundo de nossa alma são como nossas digitais e fazem parte de um grande aprendizado, nascendo aí a dor do crescimento e a gente cresce sempre através da gente mesmo, dos nossos erros e acertos.

Mas como arrancar do peito uma paixão? Paixão tão aninhada e há tanto tempo protegida e silenciada? Nessa hora de nada adiantam conselhos quando o assunto em questão é amor. E não há amor pequeno, minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. É preciso mudar. Mas é tão difícil, tão complicado olhar para dentro de si mesmo e alterar o foco, tirar o que machuca do centro das atenções. Tudo isso nos obriga a solicitar muito mais força de dentro de nós.



Romper o que quer que seja nunca é uma tarefa fácil, uma hora a ficha vai cair e tudo isso vai machucar ainda mais quando a pancada for de fato absorvida. E nos sentiremos ainda mais sós. Os olhos irão novamente ficar embaçados, mas o peito já não estará mais tão sufocado.
O corte que a relação sofreu já não estará tão profundo. Estaremos enfim cicatrizando nosso coração, mas ainda conseguindo sorrir de saudades apertadas de um amor que ficará apenas na lembrança. Ficaremos com a certeza de que a saudade fará bem mais por nós que nosso amor realmente fez.

Ainda derramaremos algumas lágrimas grossas de solidão e tristeza contagiantes, mas com o tempo poderemos enfim tirar férias de nossos rancores e mágoas e não estaremos mais tão sós. Teremos vontade de ver gente, de sair com os amigos, recuperar o tempo perdido e aproveitar a vida.
Então nossos olhos voltarão a ficar cheios de riso e canto e poderemos abrir a guarda para um novo amor.

Difícil e demorado, não? Melhor mesmo é ser amado do que sofrer por amar!

“Versos de adeus na canção que canto o destino escreveu. Amor que doeu se desfez no pranto leva você e eu. Sob o sol eu me aqueço sol. Eu te esqueço sol. O peito já não bate aflito. Sob o sol eu me aqueço sol. Eu te esqueço sol. O meu abrigo sol. Lágrimas e sal na canção que faço vê como é triste o fim. Eu só peço a Deus pra que seja fácil ver você indo assim”. (Vanessa Rangel – Canção do Sol)

Outros Planos


Já passava das 22h quando tocou o telefone. Era minha irmã, que havia sabido por “mami” as ultimas novidades e queria saber como eu estava. Comentei rapidamente sobre o assunto, sobre esse recomeço profissional e ela me disse que se quisesse poderia tentar algo em São Paulo e que estaria me esperando caso precisasse de qualquer coisa.

Na verdade não esperava que ligasse para conversar sobre esta mudança da minha vida e, confesso fiquei sem reação e com a voz um pouco embargada, bastante comovida pelo afeto e sentindo pelo outro lado da linha uma voz ecoando doce como se quisesse me levar junto ao seu peito num forte abraço. Me senti acolhida.

Soube também que ela conseguiu e fará em 2010 o Mestrado que tanto queria e pelo qual tinha tentado já em outro ano. Fiquei muito feliz por ela e torcendo para tudo dar certo. Nos despedimos uma da outra desejando sorte para nós. Senti um conforto enorme com esse telefonema, apesar de ele acabar trazendo um pouco de lágrima aos meus olhos já tão doloridos.

As 23h33min recebi então uma mensagem no celular que dizia:

“Fiquei triste com a noticia e imagino como te sentes. Mas pensa que o sonho foi apenas adiado. Por mais que doa, força, pois mais cedo ou mais tarde vais conseguir. E não esquece: mesmo longe, eu to perto pra te ajudar no que for preciso. Beijão”. (Neila Baldi)

Desabei feito criança, pois senti um turbilhão de emoção querendo saltar de dentro do peito, meus olhos até então ardendo de lágrimas contidas embaçaram de tão tristes por enfim pensar realmente em tudo o que se passa. Foi preciso este telefonema seguido de uma linda mensagem para me dar conta e perceber as coisas ao meu redor. Foi então que a ficha caiu.
Já cantava LS Jack “amanhã, talvez longe, em outro lugar tudo vai passar quando eu disse adeus”. E muitas vezes a falta de um “adeus” nos deixa muito tempo presos a coisas que já passaram. É preciso virar a página e começar de novo.

“Não há nada que no dê mais segurança emocional do que não “precisar” dos outros, e sim “contar” com os outros para aquilo em que eles são insubstituíveis: companhia, sexo, amizade, conforto”. (Martha Medeiros – Coisas da Vida)

"Azeitando" a Vida


A madrugada tem sido minha companheira dos últimos dias. Não tenho tido sono nos horários normais. Engraçado isso. Ontem (26/11) foi à apresentação de Balé da Érica no Teatro da AMRIGS. Um pouco cansativo o espetáculo, pois teve mais de 2h de duração, mas as meninas estavam lindas. Meu Xuxu estava muito feliz. Tava uma gracinha com fantasia de cachorrinho e ficou emocionada quando o Dindo e a Fabi trouxeram flores de presente. Ficou radiante. Deve ter tido um sono agitadíssimo. Cheguei em casa já passava das 23h30min.

Hoje (27/11) Tamis está de aniversario. Acabei de lembrar. Saudades infinitas dessa menina linda, adorável e encantadora. Felicidades, querida! Onde quer que estejas, desejo que teu aniversário seja repleto de coisas boas e companhias especiais. Grande beijo no coração.

Desde aquele final de outubro tenho me sentido como Osvaldo Montenegro, em sua belíssima “Sempre não é todo dia” onde ele canta: “eu hoje acordei tão só, mais só do que eu merecia”.
Ao final do dia tenho me reservado o direito de mergulhar numa tristeza profunda durante uns 5 minutos, onde ouço música, choro, reflito, descarto o peso dos ombros e enxugo as lágrimas. Tem dado certo. To conseguindo separar as coisas, to me desprendendo aos poucos do nosso elo. De tudo a gente acaba tirando um aprendizado.

Quarta-feira à noite ouvi André Segatti, na segunda temporada de “a fazenda” da Record, dizer que a gente tem de aprender a colocar um pouco de azeite nas coisas para compreender as relações humanas e, confesso que isso ficou martelando a noite toda na minha cabeça. Mencionou também um ditado chinês que aconselha a sermos maleáveis como os “bambus” que envergam, mas não quebram e com isso melhorarmos nossa vida. É bem por aí mesmo. Há que se ter um pouco mais de jogo de cintura para poder viver em harmonia com as pessoas.

Na quinta acordei com mensagem no celular e, confesso que pensei em tudo isso, consegui ficar tranqüila e responder à mensagem de uma maneira até surpreendente.
To começando a enxergar as coisas menos nubladas. Pensei em voltar a escrever em blog, ter Orkut, enfim... tocar minha vida sozinha. Entrei na internet, mandei alguns e-mails e aproveitei para trocar minhas senhas deles, pois inevitavelmente elas me remetiam a nossa relação. Melhor cortar os laços daquilo que acabou.

Tirei algumas fotos a pouco, talvez as utilize em breve.

Agora são 4h30min e começa a me bater um pouco de sono. Acho que vou descansar ao som de Kid Abelha (Pega Vida), afinal de contas, “eu tou tentando ficar com Deus, eu tou tentando que ele fique comigo”.
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“... Leva-se tempo para aprender a não dramatizar demais as situações. Dar-se alta é reconhecer, com alivio, que o que parecia doença era apenas uma ansiedade natural diante do desconhecido. Só quando aceitamos que o desconhecido permanecerá para sempre desconhecido é que a gente relaxa”. (Martha Medeiros – Coisas da Vida)

Sorrindo com os olhos cheios


Hoje foi a primeira noite após 15/11 que ainda não chorei. Estou outra vez sozinha e com o pensamento vagando entre o inicio e o termino de tudo. Esta noite choveu muito e ainda chove agora, talvez chore no escuro mais tarde. Não estou a fim de músicas para conseguir dormir neste sábado tão feio. Elas hoje somente me trariam ainda mais tristeza, mais dor ao meu peito já tão machucado.

Queria conseguir sorrir de felicidade, mas meu coração esta tão triste agora. Tive uma decepção grande na semana e isso me machucou muito, bem mais do que poderia imaginar. Senti meus pés perderem o chão, por alguns instantes perdi minha paz de espírito, tudo ficou nublado, silencioso e sem sentido.

Nunca imaginei gostar tanto de alguém a ponto de me sentir sem rumo, andando em marcha ré ao confirmar minhas desconfianças de estar me escondendo coisas, fazendo segredos, logo nós que sempre tivemos uma amizade tão transparente. As noticias então novas e inesperadas para o momento foram anunciadas. De repente uma pessoa que nunca viu na vida passou a ser aquela a quem confidencia a nossa vida, passou a ser a conselheira para todas as horas. E as trocas de mensagens não cessam. E isso dilacera meu peito. O que os olhos não vêem o coração não sente já diria um velho e sábio ditado. Mas o que o coração sente... Quase sempre é um “sinal”, faz parte do nosso sexto sentido. E o respeito vai indo embora.
Tudo tão rápido, pelo menos para mim. To tentando juntar meus caquinhos e seguir em frente, mas hoje já sem mais alimentar qualquer tipo de esperança de um futuro para nós. Preciso assimilar as “novidades”, compreender e te tirar do pensamento.

Deus sabe o quanto ainda estou magoada e me segurando para não desabar ao teu lado, me esforçando para aceitar, separar as coisas e não demonstrar minha tristeza com tudo o que esta acontecendo.

2009 realmente ta sendo um ano muito difícil para mim. Queria aprender com Maria Bethânia e sua “arte de sorrir cada vez que o mundo diz não”, mas está complicado.
Hoje não tive noticias tuas. Talvez tenha sido melhor. Hoje fez um mês. Amanhã só o futuro dirá.

“... me busco em músicas que dão ritmo ao que sinto de forma silenciosa, e me busco em trechos de livros que revelam idéias que mantenho ainda embaralhadas. Me busco na intensidade da chuva, que é quando a natureza se impõe com mais tirania e beleza, e me busco quando me aquieto pra escutar meus pensamentos”. (Martha Medeiros - Coisas da Vida)

Boa Sorte



Paula Toller em sua belíssima “Amanhã é 23” canta de uma maneira geral a passagem da vida, com suas tristezas, amarguras e marcas deixadas pelo tempo. Já passavam das 24h deste dia 22 quando resolveu colocar o tal ponto final em tudo.

A parte que recebe a noticia parece ser sempre a mais frágil, aquela que ainda não está preparada para a decisão já há tanto tempo tomada por quem decide o destino daquela vida a dois, apenas não dita antes por falta de tempo, pela sensibilidade de escolher o momento certo, quem sabe? É sempre bem mais difícil mesmo para quem “fica” já dizia o ditado. Mas bem ou mal, parafraseando Paulinha Toller, “qualquer dos dois que vá embora, pros dois o luto é igual”.
Ficam as lágrimas de uma madrugada dura tentando compreender exatamente o motivo de tanto tempo ter sido deixado para trás assim, sem avisos, sem meias palavras, sem medo do arrependimento. A dor inevitável de se sentir outra vez triste. Aquela tristeza que machuca, cansa, aterroriza, e que parece não ter mais fim. Tristeza que contagia.

Ontem, depois de toda a tempestade que caiu sobre minha cabeça, esperei muito por um abraço ou qualquer atitude que demonstrasse que entendia minha dor daquele momento. Lembrei do Skank cantando uma música que adoro justamente pela frase “quando eu estiver triste, simplesmente me abrace” e era somente isso que queria e precisava naquele momento. Talvez diminuísse meu sofrimento ou, pelo menos me fizesse acreditar que não está tão indiferente ao que sinto. Mas nada, não houve nada.

Chorei a noite toda sozinha, sem ninguém para me amparar, ninguém para me dizer que isso passa, ou alguém apenas para me ouvir chorar, chorar comigo, quem sabe? E isso ao final das contas doeu bem mais do que te ouvir dizer que “precisa se sentir uma pessoa solteira novamente” ou a surpresa de me tirar (ainda que temporariamente) da tua vida amorosa.

Aceito e concordo com tuas justificativas, mas não compreendo tua decisão. Eu faria diferente.

Sei que isso tudo passa, o tempo talvez possa curar nossas feridas que abriram com o fim de algo que parecia não ter fim, e esse sentimento atual um dia cesse, mas hoje está complicado, hoje está sendo muito difícil assimilar tanta coisa dentro do peito, essa avalanche de emoções. Uma dor única e incompreensível aos olhos de quem nunca amou. Quem ama ou já amou entende a que me refiro. Entende o quão complicado é tentar separar as coisas, conseguir não tocar nas feridas. Mas é preciso. É preciso diante deste turbilhão de emoções ainda raciocinar, ainda conseguir enxergar beleza na vida, não deixar de sentir o perfume das rosas. Mesmo com o peito em frangalhos é preciso. Mas não é nada fácil, eu garanto.

Enquanto escrevo pra desopilar e arrancar daqui de dentro do peito essa dor, meus olhos marejam. Aí salvo o que escrevi e paro de digitar, para não cair em prantos e alguém perguntar o porquê sem obter uma resposta convincente, apenas lágrimas. Lágrimas que parecem querer ficar para sempre dentro de meus olhos. Penso que melhor seria não tocar mais no assunto, não pensar, mas quando ouço uma música qualquer, naquele momento parece que ela fala da nossa história, parece que foi feita pra nós e o peito infla novamente.

Sinto cansaço, uma tristeza infinita, vontade de dormir o máximo que eu puder para que os dias passem mais depressa e essa angustia um dia acabe.

Talvez tenha sido a decisão mais acertada, quem sabe? Mas hoje não consigo acreditar nisso com toda a certeza do mundo, hoje só sinto que fiquei pela metade, fiquei sem brilho, sem entusiasmo. Fiquei triste. Muito triste.

Diante de todos os demais problemas que temos passado neste ano, para mim ainda há a necessidade de administrar mais um fracasso, agora o do amor. Talvez não fosse exatamente esta palavra para diagnosticar o fim de tudo, mas já que há o ponto final depois de quatro anos, onze meses e oito dias, mesmo que ainda haja algum sentimento (e há), acabou: GAME OVER.

Agora toca na rádio Nando Reis cantando “não fique triste assim, não vale a pena”... “o que me faz feliz são coisas pequenas” e concordo, embora também perceba que no amor há dois lados e os dois precisam caminhar sempre juntos e sei que não é mais o nosso caso. Algo se perdeu por aí.

Mas também sei que (exatamente por me conhecer) algo maior pode ainda se perder para sempre e nossos caminhos num só coração possivelmente não se encontrarão novamente. O que se quebra é muito difícil juntar e sempre ficam cicatrizes daquilo que machucou muito um dia.

Assim como na tua balança não pareceu ter sido computado o tempo bom, não houve tempo de levar em conta que poderíamos antes de tudo, tentar encontrar o equilíbrio, uma maneira de melhor viver e recuperar aquele tempo bom novamente, mas no mesmo barco, nadando a favor da maré e a dois, há comigo hoje a convicção de que não conseguirei juntar os cacos e começar num futuro tudo do zero, apagando da mente de um canceriano “torto” as dores que sinto hoje.

Mas isso são coisas da vida e é preciso saber lidar com isso da melhor maneira possível, o futuro a Deus pertence. Boa sorte para nós.

Como disse no inicio, a parte que fica é sempre a que mais sofre e isso também pesa na balança: THE END.

“É só isso, não tem mais jeito, acabou, boa sorte. Não tem o que dizer, são só palavras e o que eu sinto não mudará”. (Vanessa Da Mata - Boa Sorte)

Um Brinde


Mais uma noite difícil e triste por lembranças de tudo que vivemos e que hoje, nesta data, não comemoraremos mais nada. Hoje to sozinha aqui no quarto com saudades muito apertadas de um tempo que não volta mais.

Televisão no “mudo”, ouvindo músicas que me trazem lembranças. Algumas músicas precisam de ar, precisam que gritemos de dentro do peito para que elas sejam levadas com o vento para um longo passeio. Choro e lamento que não tenha dado certo.
“... Chora, pois a chuva de agora vai molhar as suas rosas e a tristeza vai ter fim”. (Ana Carolina – Claridade)

Me sinto muito só hoje. Sem ter ninguém com quem possa conversar e abrir meu coração, ninguém para me abraçar, dividir minha dor e dizer que vai ficar tudo bem. Hoje não queria ficar sozinha. Sei que num fim de noite dolorido, acabarei dando de comer aos meus fantasmas que gritam aqui dentro do peito.

Será que só eu sinto isso hoje? Somente eu tô com esse aperto de saudade no peito?

Achei que esse turbilhão de fatos negativos não atingiria nossa relação e hoje, depois de tudo terminado te vejo me criando segredos, me escondendo coisas, te sinto mais distante como se fosse muito difícil a nossa convivência. Estamos nos perdendo aos poucos, a amizade também ta indo embora e isso, pelo menos a mim, está machucando muito.

Hoje estivemos o dia lado a lado e me segurei várias vezes para não chorar pelo dia que não comemoraremos e com o qual eu sonhei tanto, queria que fosse especial, mas não deu.

Minha cabeça lateja certamente pelas cachoeiras que rolaram de meus olhos que agora ardem muito. Hoje minha tristeza parece não querer ir embora. Ouço Leoni e sua “Temporada das Flores” com o pensamento no dia que está indo embora com uma chuva fina para acalmar os ânimos e lavar a alma e percebo que contrariando a música, hoje a primavera não me reservou nenhuma flor.

“... Me espera amor que eu to chegando, depois do inverno a vida em cores. Me espera amor, nossa temporada das flores”. (Leoni – Temporada das Flores)

Meu Tom 🐈💙

A parte mais difícil realmente é voltar pra casa com a caixinha vazia. Afirmo, por experiência própria.   É quando de fato a fich...