quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Pingos... de Caio


“Era uma vez o País das Fadas. 
Ninguém sabia direito onde ficava, e muita gente (a maioria) até duvidava que ficasse em algum lugar. 
Mesmo quem não duvidava (e eram poucos) também não tinha a menor idéia de como fazer para chegar lá. 
Mas, entre esses poucos, corria a certeza que, se quisesse mesmo chegar lá, você dava um jeito e acabava chegando. 
Só uma coisa era fundamental (e dificílima): ACREDITAR.”

Caio Fernando Abreu

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Aprender a Ver

Aprender a ver - habituar os olhos à calma, à paciência, ao deixar-que-as-coisas-se-aproximem-de-nós;
aprender a adiar o juízo, a rodear e a abarcar o caso particular a partir de todos os lados. 
Este é o primeiro ensino preliminar para o espírito: não reagir imediatamente a um estímulo, mas sim controlar os instintos que põem obstáculos, que isolam. 

Aprender a ver, tal como eu o entendo, é já quase o que o modo afilosófico de falar denomina vontade forte: o essencial nisto é, precisamente, o poder não «querer», o poder diferir a decisão. 

Toda a não-espiritualidade, toda a vulgaridade descansa na incapacidade de opor resistência a um estímulo — tem que se reagir, seguem-se todos os impulsos. 
Em muitos casos esse ter que é já doença, decadência, sintoma de esgotamento, — quase tudo o que a rudeza afilosófica designa com o nome de «vício» é apenas essa incapacidade fisiológica de não reagir. 

— Uma aplicação prática do ter-aprendido-a-ver: enquanto discente em geral, chegar-se-á a ser lento, desconfiado, teimoso. Ao estranho, ao novo de qualquer espécie deixar-se-o-á aproximar-se com uma tranquilidade hostil, — afasta-se dele a mão. 
O ter abertas todas as portas, o servil abrir a boca perante todo o facto pequeno, o estar sempre disposto a meter-se, a lançar-se de um salto para dentro de outros homens e outras coisas, em suma, a famosa «objectividade» moderna é mau gosto, é algo não-aristocrático par excellence.

(Friedrich Nietzsche, in "Crepúsculo dos Ídolos")

sábado, 21 de novembro de 2015

Hoje é Tempo de Ser Feliz!

A vida é fruto da decisão de cada momento. Talvez seja por isso, que a idéia de plantio seja tão reveladora sobre a arte de viver. 
Viver é plantar. É atitude de constante semeadura, de deixar cair na terra de nossa existência as mais diversas formas de sementes. 

Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos. Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos plantar em nós, será plantação que poderá ser vista de longe... 
Para cada dia, o seu empenho. A sabedoria bíblica nos confirma isso, quando nos diz que "debaixo do céu há um tempo para cada coisa!" 

Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura. 

Felicidade talvez seja isso: alegria de recolher da terra que somos, frutos que sejam agradáveis aos olhos! 

Infelicidade, talvez seja o contrário. 

O que não podemos perder de vista é que a vida não é real fora do cultivo. Sempre é tempo de lançar sementes... Sempre é tempo de recolher frutos. Tudo ao mesmo tempo. Sementes de ontem, frutos de hoje, Sementes de hoje, frutos de amanhã! 

Por isso, não perca de vista o que você anda escolhendo para deixar cair na sua terra. Cuidado com os semeadores que não lhe amam. Eles têm o poder de estragar o resultado de muitas coisas. 

Cuidado com os semeadores que você não conhece. Há muita maldade escondida em sorrisos sedutores... 

Cuidado com aqueles que deixam cair qualquer coisa sobre você, afinal, você merece muito mais que qualquer coisa. 

Cuidado com os amores passageiros... eles costumam deixar marcas dolorosas que não passam... 

Cuidado com os invasores do seu corpo... eles não costumam voltar para ajudar a consertar a desordem... 

Cuidado com os olhares de quem não sabe lhe amar... eles costumam lhe fazer esquecer que você vale à pena... 

Cuidado com as palavras mentirosas que esparramam por aí... elas costumam estragar o nosso referencial da verdade... 

Cuidado com as vozes que insistem em lhe recordar os seus defeitos... elas costumam prejudicar a sua visão sobre si mesmo. 

Não tenha medo de se olhar no espelho. É nessa cara safada que você tem, que Deus resolveu expressar mais uma vez, o amor que Ele tem pelo mundo. 
Não desanime de você, ainda que a colheita de hoje não seja muito feliz. 
Não coloque um ponto final nas suas esperanças. Ainda há muito o que fazer, ainda há muito o que plantar, e o que amar nessa vida. 

Ao invés de ficar parado no que você fez de errado, olhe para frente, e veja o que ainda pode ser feito... 

A vida ainda não terminou. E já dizia o poeta "que os sonhos não envelhecem..." 
Vai em frente. Sorriso no rosto e firmeza nas decisões. 

Deus resolveu reformar o mundo, e escolheu o seu coração para iniciar a reforma. 
Isso prova que Ele ainda acredita em você. E se Ele ainda acredita, quem sou eu para duvidar... (?)

(Pe. Fábio de Melo)

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A música de cada um

Há no coração de cada um de nós, por essência, uma música que é somente nossa, inigualável, intransferível. Por várias razões, conhecidas ou não, às vezes aprendemos desde muito cedo a diminuir, gradativamente, o seu volume e inventar ruídos que nada tem a ver com ela para nos relacionarmos com nós mesmos e com os outros. 

Até que chega um tempo em que desaprendemos a entrar no nosso próprio coração para ouvi-la e, porque não passeamos mais nele, porque não a ouvimos mais, não é raro esquecermos completamente que ela existe. Mas, como toda ignorância, toda indiferença, toda confusão, não são capazes de apagar a beleza original dessa partitura impressa na alma, ela continua tocando, ainda que de forma imperceptível. 

Continua tocando, à espera do dia em que, de novo ou pela primeira vez, possamos aumentar o seu volume, trazê-la à tona, compartilhá-la. Continua tocando, e alguns são capazes de escutá-la mesmo quando não conseguimos.

Todo encontro genuíno de amor é também o encontro de duas pessoas que conseguem ouvir a música uma da outra e sentir alegria e descanso com aquilo que ouvem. Conseguem ouvir, não importa quantos ruídos tenham inventado pelo caminho para se proteger da dor afastando a vida.

Ana Jácomo

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Mami ♥

Um brinde à mãe mais generosa do mundo, que hoje completa 72 anos. 
Àquela que transborda amor, ainda que nos seus dias mais nublados. 
Amor nas palavras, nos sorrisos, até mesmo nas reclamações de pequenas coisas. 

Às vezes eu retruco, brigo com ela. Mas depois meu lugar torna o seu, e percebo que não faz sentido colocar ainda mais rugas em quem já percorreu um caminho tão longo (tanto de flores como de pedras) e ainda sim, sempre acordou com os ombros fortalecidos, com o olhar doce e acolhedor. 

Quem me ensinou a ser uma pessoa melhor e mais afetuosa. 
Me fez entender que ser amável e cuidadosa é regra principal de quem sabe amar.
Me ensinou a amar direito, em pensamentos e gestos. De peito aberto, feito asas de anjos coloridos. Amor que liberta, que impulsiona e comove. Do tipo que se joga, sem medos. 
Que afaga a alma e encanta meus dias. 

Meu amor, minha vida, minha "mami", parabéns!
Que hoje e sempre, os anjos te guiem e protejam! "Carpe Diem" ;-)

Amo-te, desmedidamente!



"Desejo que o seu melhor sorriso, esse aí tão lindo, aconteça incontáveis vezes pelo caminho. Que cada um deles crie mais espaço em você. Que cada um deles cure um pouco mais o que ainda lhe dói. Que cada um deles cante uma luz que, mesmo que ninguém perceba, amacie um bocadinho as durezas do mundo".
(Ana Jácomo)



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Assim que sou


Sou Canceriana, com Lua em Touro, ascendente em Sagitário, Vênus em Leão e Mercúrio em Gêmeos. O que tudo isso significa? Não faço idéia.
Tudo que sei é que tenho poucos amigos, porém ótimos. Tenho caráter. Sou sincera.
Hoje eu sou todas minhas interrogações, infinitas tentativas e expectativas também. Ainda não consegui me despir delas. 

Assim que sou, assim que sei ser. Aprendi a amar de peito aberto, colocar amor e coração em tudo. E muito mais que isso: aprendi a conviver (o que, em se tratando de pessoas, nem sempre é uma tarefa muito fácil). Às vezes erro um bocado, é verdade. Mas, faz parte da vida. E a gente aprende com os erros. Melhor ainda, a gente cresce através deles e também da gente mesmo.

Procuro, na medida do possível, retribuir meu carinho. Demonstrar o jeito todo meu de transbordar amor. Sei que um abraço ou um olhar dizem muito mais que uma porção de palavras bonitinhas e bem arrumadinhas. Mas também gosto da escrita, além do gesto. Não sou boa com as palavras, porque elas por vezes me traem (risos).
A voz embarga e me embaralho (coisas de cancerianos!).

Tive a felicidade de encontrar por aqui algumas pessoas bem importantes. De alma doce e coração leve. Pessoas simples e sinceras que me comovem. Sem rodeios. Se gostam, gostam. Se não gostam, não fazem melindres também. E aprendi muito com eles. E, sem eles talvez as coisas fossem mais pesadas e a sorte menor. Entendi que cada sentimento tem seu devido lugar e certo tempo para permanecer ou não. Que a gente não se impõe no coração e pensamento das pessoas. Que algumas pessoas têm o dom de transmitir paz e ternura a nós, mesmo sem se dar conta, mesmo sem nem saber. Tá escrito.

Sem querer, escolhemos a dedo também as pessoas que continuam em nosso caminho. Por intuição, afinidade ou um simples “clic”. E tudo pode ser eterno ou efêmero, depende da ocasião. E, principalmente, da gente. São nossas escolhas, afinal. Sejam elas de forma consciente ou inconsciente. Escolhas felizes e um bocado mais claras também.

Estar aqui, cercada de um pessoal bem especial, me fez recordar certas histórias, rever alguns passados. Coisas de sentimento, com rótulo e tudo o mais. Do tipo que aproxima e aquece, sabe? Trouxe-me de volta, de certo modo. Andava meio distante. Dispersa. Questionando uma infinidade de valores. Desacreditada bastante na humanidade em si. Me reaproximei de uns, me afastei de uns tantos outros também. Aqueci meu coração e hoje o mantenho aberto e tranquilo. Entendi que o que vale é aquilo que a gente planta, sempre.

E vou admirando cada vez mais quem, assim como eu, segue o coração. Que não tem medo de arriscar, de tentar. Que cai, levanta e vai de novo. Que erra e aprende. Que pede desculpas, que sabe perdoar. Que está sempre com pequenas alegrias ao alcance das mãos. Pessoas comuns que sabem sentir e, da mesma forma, me fazem sentir. Essa sou eu. ;-)

domingo, 15 de novembro de 2015

A porção intacta

Há um livro que gosto muito que se chama "O ano do pensamento mágico". Ele é o primeiro de uma série de dois livros (o segundo se intitula "Noites azuis"), e conta a história real da autora, Joan Didion, do momento em que subitamente perde o marido _ tomando vinho durante o jantar _ até o ponto em que tem que reorganizar e refazer toda a sua vida sem ele. Paralelo a isso, uma nova etapa tem que ser vencida quando a única filha do casal vem a falecer de uma doença rara e desconhecida.

O livro é uma pancada de realidade nua e crua, e nos leva a refletir sobre o sentido de continuar vivendo e buscando alternativas quando todo o norte de nossas vidas se vai. Logo no início do livro, as frases iniciais dão o tom exato dessa narrativa: "A vida se transforma rapidamente. A vida muda num instante. Você se senta para jantar e a vida que você conhecia acaba de repente".

A vida se transforma a todo momento. Nossos dias são bagunçados continuamente, e temos que resistir de alguma maneira. Temos que atravessar nossas bagunças diárias para alcançarmos a porção de nós que ainda conserva a calmaria e a paz. A porção de nós que é um rio de águas mansas, apesar de todo barulho do lado de fora.

Todos nós, com raras exceções, já passamos por sustos _ pequenos ou grandiosos_ assim. Viradas bruscas no curso de nossas existências que nos abalaram por completo no início, mas que depois nos permitiram reavaliar o chão em que estávamos pisando.

Alguns lutos são maiores que outros. Mas ainda assim, existe uma semente, enterrada bem no fundo de nosso cerne, que pode florescer novamente. Essa semente tem voz, e nos fala que somos capazes de encontrar algum resquício de sentido no meio de tantas perdas, dificuldades e falhas.

Talvez você goste de cantar, talvez prefira pedalar. Pode ser que goste de escrever, ou de alguma forma escolha ler. Talvez você se encontre ajudando alguém, talvez perceba a sorte que tem.

Descobrir a porção intacta de nós mesmos leva tempo e algum auto conhecimento. Mas ela está lá, esperando ser explorada, como um estepe para momentos vazios.

A porção intacta representa o combustível na hora de virar o jogo. A força por trás de toda dor, capaz de nos levantar de novo. A esperança, nos bastidores da tristeza, capaz de nos impulsionar para outros voos. O desafio de nos tornarmos o melhor que podemos ser com o pouco que restou.

Enquanto escrevo este texto, penso nas alternativas que tenho depois que minha página no Facebook foi roubada. Entendo que é pouco perante tantos lutos grandiosos, mas a minha porção intacta mantém-se firme, confiante de que não podem me roubar de mim. Ainda que minha propriedade tenha sido roubada, a capacidade de me expressar através da palavra escrita continua comigo. Não há apenas uma porção intacta em mim. Há muitas porções intactas, e é com elas que pretendo seguir em frente, lutando para recuperar o que foi roubado ou começando novamente. Como cantou lindamente Renato Russo: "Podem até maltratar meu coração, que meu espírito ninguém vai conseguir quebrar..."

Que a gente descubra que é maior que aquilo que nos faz mal. 

Que a gente tenha esperança mesmo quando a vida toma um rumo diferente daquele que a gente pensou que pudesse ser o nosso final. Que a gente aprenda que todos temos uma porção intacta, e é através dessa porção que podemos recomeçar de que jeito for. Que a gente não perca a fé, mesmo quando tudo não conspira a nosso favor. Que a gente encontre o cerne de toda alegria e o centro de toda poesia. Que a gente esteja aprendendo continuamente, e resistindo bravamente. E que a gente consiga voar, mesmo quando o mundo parece desabar...

(Fabíola Simões)

sábado, 14 de novembro de 2015

Meu jeito

Esse meu jeito de sentir me angustia, pois há um querer desesperado dentro de mim. 

E vivo assim, numa inconstância que é uma constante. 
No fundo, é a constante da minha vida.

Apesar de ser intensa e sentir tudo muito mais do que o resto dos mortais, não vou me dar por inteiro. Não quero ser demais, o muito enjoa, perde a graça, faz o encanto ficar despedaçado. O pouco é necessário, dá vontade de mais e mais, dá aquela sede bandida que te seca a garganta e te faz passar a língua na volta dos lábios, na tentativa de aliviar a secura. Do pouco surge o desejo, desejo que te enlouquece, te faz brigar com o travesseiro, dá uma tontura que vem sabe-se lá de que lugar e te faz colocar a mão no bolso e, alucinadamente, dizer: eu pago pelo muito.

Não me pague com dinheiro, me pague com amor. E pode ser muito, por favor, me deixe enjoada.

Clarissa corrêa

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

É Preciso Aprender a Amar

Que se passa para nós no domínio musical? 
Devemos em primeiro lugar aprender a ouvir um motivo, uma ária, de uma maneira geral, a percebê-lo, a distingui-lo, a limitá-lo e isolá-lo na sua vida própria; devemos em seguida fazer um esforço de boa vontade — para o suportar, mau-grado a sua novidade — para admitir o seu aspecto, a sua expressão fisionómica — e de caridade — para tolerar a sua estranheza; chega enfim o momento em que já estamos afeitos, em que o esperamos, em que pressentimos que nos faltaria se não viesse; a partir de então continua sem cessar a exercer sobre nós a sua pressão e o seu encanto e, entretanto, tornamo-nos os seus humildes adoradores, os seus fiéis encantados que não pedem mais nada ao mundo, senão ele, ainda ele, sempre ele.

Não sucede assim só com a música: foi da mesma maneira que aprendemos a amar tudo o que amamos. A nossa boa vontade, a nossa paciência, a nossa equanimidade, a nossa suavidade com as coisas que nos são novas acabam sempre por ser pagas, porque as coisas, pouco a pouco, se despojam para nós do seu véu e apresentam-se a nossos olhos como indizíveis belezas: é o agradecimento da nossa hospitalidade. 
Quem se ama a si próprio aprende a fazê-lo seguindo um caminho idêntico: existe apenas esse. O amor também deve ser aprendido. 

(Friedrich Nietzsche, in "A Gaia Ciência")

domingo, 8 de novembro de 2015

Gux ♥


Gux, meu lindo! 
Meu mano carioca, meu siamês, meu grande amigo, meu ombro, meu tudo!
Parceiro de cantorias de videokê, de noitada em Pelotas (rsrs), de papo cabeça até de manhã.
Que sabe das minhas vontades, entende o que vai bem dentro da alma, me reconhece ímpar.
Me empresta o colo pra eu chorar as mágoas, me devolve a calma e a doçura. 
Sabe dos meus medos e dúvidas, entende de ternura e cuidado. 
Mas também sabe colocar a palavra não.
Me recobre a razão, calça meus pés no chão. 
Me acolhe, converte toda dor em amor. Me reflete melhor do que sou. É meu espelho. 
Tem o raio-X da minha alma. 

Parabéns, meu amor! 
Que continue a abrilhantar a vida daqueles que te cercam, com teu sorriso amoroso, teu talento e encanto. Mesmo longe é meu irmão de carinho, de escolha, de vida, de cumplicidade. 
De quem sinto muitas saudades... saudades mais que apertadas. 
"Carpe Diem" Amo-te! 
Vários deles beijos 
p.s. Bjks também pra Marina, que sei que cuida aí de ti pra mim 




Gustavo Klein: Obrigado Mana Linda! Q lindo isso q vc escreveu! Te amo! Beijo enorme no coração!! Aí Marina Tourinho sobrou pra ti! Hehehe!!
às 02:23 

Marina Tourinho: Hahahaha! Mas cuido mesmo, Nádia. Bju grande!
às 02:30

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Qualquer semelhança não é mera coincidência...

Mais um excelente texto de Fernanda Mello. 
Não fosse o fato de mencionar ser uma geminiana, diria que estava descrevendo a mim, esta legítima canceriana. (risos)
Qualquer semelhança não é mera coincidência... Muito eu! ;-)
.....

É aquela velha história. Amor, pra mim, só dura em liberdade. 
Nasci pra ser livre e – quem quiser- que me deixe assim. Tenho dois pares de asas, um desejo infinito no peito e um lado druida que não se cala. Sou guerreira. Sou geminiana. Sou filha da lua. 

Quero sempre o vôo mais alto, a vista mais bonita, o beijo mais doce. Tenho um coração que quase me engole, uma força que nunca me deixa e uma rebeldia que ás vezes me cega. Tenho um jeito de viver selvagem, mas sou mansa com quem merecer. Não gosto de café morno, de conversa mole, nem de noite sem estrela. 

Sou bem mais feliz que triste, mas ás vezes fico distante. E me perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação pra vida. Explicação mesmo, eu sei: não há. E me agarro no meu sentir porque, no fundo, só meu coração sabe. E esse mesmo coração que me guia e não quer grades nem cobranças, ás vezes me deixa sem rumo, com uma interrogação bem no meio da frase : O que eu quero mesmo? 

Por isso, eu te peço (de um jeito meio sem-vergonha, que é assim q eu costumo ser): seu eu gostar de você, tenha a gentileza de não me deixar tão solta. Não me pergunte aonde eu vou, mas me peça pra voltar. 

Sou fácil de ler, mas não tente descobrir porque o mesmo refrão insiste em tocar tanto. Se eu gostar de você, tenha a delicadeza de também gostar de mim. E me deixe ser, assim, exatamente como eu sou. Meio gato, meio gente. Desconfiada. E independente. E adoradora de todos os luxos e lixos do mundo. 

(Luxos e lixos - Fernanda Mello)

😍

Que massa! 💕