segunda-feira, 31 de julho de 2017

4 de julho

Mesmo distante, as mãos se reconhecem e se apoiam. 
Esqueci por completo de que o aniversário era meu e que a noite era de Grêmio pela Libertadores. 
A festa que acontecia era do lado de dentro.
Durante o trajeto, lindas lembranças me acompanharam. É... O intuitivo é realmente uma bênção. Sempre é.
Em um mundo em que há regras pra tudo, e tantas para uma vida tão intensa e ao mesmo tempo tão breve,  é preciso encontrar um atalho, abreviar, criar espaços... E, quando me dei conta já estava lá, no corredor do Moinhos. Logo eu, tão avessa a hospitais.

No elevador, a caminho do quarto, percebi que tremia, feito um certo 20 de julho ou outros tantos reencontros desta vida. Antigas reticências minhas com bem mais de três pontos eu diria. E o que importa? Por hora dispenso qualquer tipo de entendimento. Prefiro a sensação da doce alegria no cantinho do peito carregada daquele cheirinho de paz e a imensa gratidão por sua existência em minha vida. 

Naquela noite quis tanto te abraçar forte, te colorir, segurar tua mão. Levar um pouco de sol àquele olhar momentaneamente tão frágil. Mas optei pelo esforço além da conta em demonstrar serenidade, ainda que carregasse uma banda de música dentro do peito. O coração essencialmente puro e cuidadoso deixei por lá. 

E, apesar das circunstâncias todas que se deram, o presente foi meu. E aquele 4 de julho foi um dos meus melhores aniversários também, com direito à vitória do Grêmio em solo Argentino.  
😍💙

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