quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A ti, com muito carinho!


Ontem (29/12) foi aniversário de uma de minhas melhores amigas.

Como ela está no Rio esta semana (vai passar lá o Réveillon com seu amor), enviei uma mensagem parabenizando-a e dizendo o quanto seu carinho e amizade são importantes para mim. Enfim.

Eis que ela respondeu agradecendo e dizendo que “eu era o presente dela este ano”.

Fácil compreender o que “nas entrelinhas” ela quis dizer com isso já que nos conhecemos há bastante tempo e nos entendemos “por música” (risos). E achei lindo!

2010 foi o ano em que nos reaproximamos. Estivemos (por culpa minha) bastante afastadas durante um longo período e sei que isso foi tão difícil pra mim quanto pra ela.

Por ciúmes de outra parte envolvida, acabei optando por me distanciar da melhor pessoa que conheci até hoje. Coisas que a gente com o tempo aprende.
Comentei tempos atrás com uma amiga sobre isso. De eu lamentar profundamente ter perdido boas coisas da vida dela durante este tempo em que estivemos com raro contato.

Coisas que não voltam, coisas que não presenciei e muitas outras que não participei também. Enfim, voltei!
Então um dia o amor acaba. E a Dada estava lá. Como sempre esteve: no mesmo lugar.
De braços abertos, com um imenso sorriso e a mesma doçura de sempre.
Por isso que a amo tão intensamente e sei que mesmo todo o tempo em que ficamos afastadas não foi suficiente para apagar o carinho, amor, amizade e respeito que temos uma pela outra.

Obrigada, amore!
Por tudo, por existir, por fazer parte de minha vida e por ser esta pessoa tão linda e de coração imenso!

Te amo infinito (até quando não percebo!)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Semana do Natal



Semana em que meu mano carioca chega a Porto Alegre é uma função... rsrs
Amo muito tudo isso, mas ele chega aqui de “férias” e seus amigos não... No dia seguinte nós temos um longo e cansativo dia de trabalho, enquanto ele descansa. Enfim, mas vale tanto à pena, nossa! Sem noção!

Terça de videokê, quarta de videokê e na quinta a bonita aqui um feito um zumbi porque em nenhuma destas noites consegui sair antes das 4h do lugar onde estávamos. E olha que tentei me policiar para isso... Mas não deu.
Só quem estava lá tem a noção do quão difícil é conseguir a façanha de ir embora antes do bar fechar (risos).

A gente se diverte muito juntos e as horas voam. Agora lembrando o filme que assisti incontáveis vezes neste findi:
“Imagine aquela pessoa que você conhece e de cara sente que serão amigos. E que por alguma razão vocês simplesmente clicam.”
Isso é o que senti desde a primeira vez em relação ao Gux. É sem duvida, um dos caras mais especiais que conheci e que hoje é meu irmão carioca de alma e coração. Sinto muita falta quando vai de volta ao Rio, nos falamos por mensagens, por comentários em nossos blogs apenas. Por isso que quando ele está aqui é tudo tão intenso, tudo tão especial, tão mágico. E semana que vem (terça-feira) vamos nós de novo ao videokê, afinal é sua despedida de Poa.

A ele dedico um amor infinito! É quem respeito incondicionalmente seu jeito louco de ser e torço muito para que seja sempre feliz. Por isso não me importo de ter uma semana extremamente cansativa pelas noites mal dormidas, pois sei que é somente esta semana que tenho para desfrutar de sua companhia, de seu carinho, de sua maneira divertida de brincar com todo mundo. E vale tanto à pena. Ele me brinda as noites com seu afeto e seus sorrisos da estação das flores.

Meus outros irmãos (estes de sangue) que moram em Brasília também estão aqui na cidade esta semana de Natal e Ano Novo. Minha Gêmea com o namorido dela, além da noite de Natal na casa de Papi, nos encontramos também no tradicional almoço de família (paterna) pós Natal (excepcionalmente este ano não foi dia 25). E que junção. Umas trinta pessoas na sede do MP desde as 12h até umas 19h juntos. Muita diversão, brincadeiras e alegria geral na entrega dos amigos secretos. Churrasco, caipirinha, cerveja, bom reencontro com primos, primas, tios e agregados. Depois a tradicional e ESPETACULAR vasta mesa de sobremesas. A família formiga “Baldi” agradece (risos). Sem falar no futebolzinho do final da tarde.
O meu irmão mais velho encontrei na terça de videokê e na noite de Natal apenas, pois ele viajou no dia 25 mesmo.

Minha noite de Natal foi boa, apesar de Mami não estar presente conforme o combinado, (por seus motivos particulares que respeito, mas não entendo) e também bastante acolhedor.
Estávamos todos na casa de Papi: eu, mana, minha afilhada linda, três de meus quatro irmãos (o outro ligou de SC para desejar Feliz Natal), a dinda da minha gêmea, meus dois primos (filhos dela), o namorido de minha irmã com seus pais e sobrinho.

Segundo a minha afilhada e amor da minha vida, faltou apenas a árvore de Natal. Criança sempre repara e se importa muito com isso. Mas a verdade é que meu pai chegou de viagem na terça (foi ver o Inter no mundial) e, de fato, não teve tempo para se organizar para a noite do Natal, muito menos pensar em árvore, menos mal que ele tem uma irmã (a dinda da Neila) que se encarregou da maior parte.

Ficou tudo muito lindo mesmo, a janta perfeita, tudo organizado e a sobremesa (e sempre o ponto forte da família de formigas), simplesmente dos “deuses” (hehehe).

Enfim, apesar da chuvarada que aconteceu na noite, e do pessoal “deletado” resolver dar sinal de vida na noite de Natal, tudo foi maravilhoso, pelo menos no meu ponto de vista.

Papi e Tia Chica, Parabéns pela grande noite do Natal!
Família “Baldi” em geral, obrigada pelo lindo dia de confraternização e alegria na sede do MP.

Então após tudo isso (em ambos os dias de festas familiares), fui para casa dormir. Nada de noites de cantorias desta vez, nada de cidade baixa, apenas uma noite de calmaria como a de um rio que contempla o luar.

Imagine eu e você



Pensei que meu final de semana seria forte baseado na semana intensa que tive. Mas não, foi bem tranqüilo.
Natal em família, sem baladas.
Em casa apenas curtindo meus filhotes e assistindo incontáveis vezes o mesmo filme e que dá titulo a este post.

Já havia assistido outras tantas vezes este mesmo filme que, depois de Cidade dos Anjos, é um dos meus favoritos e, como o tenho gravado, me presenteei com um fim de semana ao som de The Turtles e sua belíssima “Happy Together” e na companhia das lindas atrizes Piper Perabo e Lena Headey.

Um filme envolvente, cativante, com uma linda trilha sonora e que trata, de uma maneira delicada e sutil, da descoberta de um novo tipo de amor. Sem falar de abordar o fato de se conhecer alguém que já tem outro alguém.
Realmente apaixonante, suave e emocionante.
Ironicamente o destino vindo dar seu palpite.
Este filme estava guardadinho e por alguma razão (na faxina que aconteceu no apto.) mexi nele e resolvi assisti-lo (várias vezes) novamente.
E, justamente com ele que me vieram lembranças e tantas coisas a mais ainda para pensar.

Esta semana mesmo conversei durante horas com um amigo sobre o que andava me acontecendo, do interesse que estava despertando novamente por uma pessoa comprometida (após um sonho louco que tive). Foi quando ele me perguntou:
"E esta pessoa demonstrou algum interesse?"
Respondi que não, que tudo o que tivemos foram
apenas conversas. Que às vezes mencionávamos algum assunto em que sua resposta parecia ter duplo sentido, e me dava a impressão de saber do meu interesse, mas logo tudo mudava e não passava disso.
Poderia ser apenas tudo fruto da minha imaginação fértil querendo que sua resposta fosse exatamente como eu desejava.
Também perguntou se eu havia dito à pessoa sobre o meu interesse e, tendo minha resposta negativa, me disse:
“Então jamais diga, baby. Apague qualquer tipo de entusiasmo, pois as coisas não são tão simples assim. Quando há outra pessoa envolvida, tudo muda.”

No filme uma das personagens menciona exatamente isto:
“Aceite o fato de que NÃO PODE ACONTECER e vá embora. Fique com alguém que está solteiro.”

Sei que no fundo é isso que tenho de fazer. Mas aí, algo me trava, há algo que me prende a esta pessoa, não nego, oro todas as noites para conseguir soltar-me, mas ouço músicas que parecem soar como sinais dizendo para eu não desistir, para eu insistir e me pego fechada em casa um final de semana inteiro, em vez de sair e conhecer outras pessoas.
Faço tudo diferente do que sei que deveria fazer. Meu foco foge do que realmente deveria importar.

Então aquela noite escura vira uma claridade infinita.
E tudo começa a despertar.
Vai-se embora aquele silêncio noturno que tanto me conforta e recomeça o turbilhão de pensamentos na minha cabeça.

E esqueço todos os conselhos do meu amigo.

Deveria existir uma tabela antipaixão como a que fizeram para os tabagistas ou algo que nos fizesse parar de sentir a liberdade de querer o que é proibido.

Se soubesse que há alguma possibilidade desta pessoa que está cada vez mais real na minha vida me enxergar, se me dissesse ou me desse alguma pista de que existe de sua parte algum tipo de interesse também, eu diria sem pensar duas vezes:
“Estarei te esperando, o tempo que for. Vários deles lírios para você!” (*)

Mas, como disse meu amigo, as coisas não são tão simples assim. E é verdade.

Por mais que fique viajando em sonhos com mais beijos daqueles que me incendiaram a alma, não tenho como invadir o espaço de alguém que já tem outro alguém.
Por mais que nesse momento não queira encontrar ninguém com igual encanto, nem com esse olhar que me abraça, sei que preciso te deixar no teu mundo.
Tenho de parar de escrever você.

Mas, se me disser em outro sonho “não me esqueça”, assim como no filme, te responderei “não vou me lembrar de outra coisa”.

(*) Segundo o filme em que há uma florista, e como tal, sabe sobre o significado das flores em geral, diz que Lírios significam “eu te desafio a me amar”.


“Haverá de acontecer
Um dia você vem de uma vez pra mim
Haverá de aparecer
A lua e estrelas enfeitando o céu...

... Haverá de acontecer
O amor mais lindo que já existiu
Haverá de aparecer
As flores mais bonitas que o mundo viu...”

(Hyldon – Acontecimento)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

SONHOS

A noite passada tive um sonho interessante, intenso e, ao mesmo tempo, surpreendente.

Interessante, pois me transportou a um ambiente conhecido, com pessoas igualmente conhecidas, mas que não vejo há algum tempo. Com algumas sigo mantendo contato pela internet dia sim, dia não, mas, até o momento, nada além disso.


Intenso devido ao fato de parecer muito real, tão forte, tão presente que deu vontade de voltar a ele e descobrir o sentimento que ficou.

Um sentimento até então por mim sequer imaginado em relação a uma pessoa, em especial. Um alguém que conheci uns meses atrás e que se trocamos meia dúzia de palavras pessoalmente até hoje foi muito, mas que confesso, quando conheci me despertou enorme interesse.


E, por último, surpreendente, pois esta pessoa é comprometida desde bem antes de nos conhecermos. E este até foi o que me fez deixar adormecido qualquer tipo de esperança ou expectativa em relação a ela.
Mas, no sonho foi diferente. Apesar de, como de costume estar com a namorada junto, ficou o tempo todo perto de mim.

Mas, eis que no sonho, a surpresa maior mesmo ficou por conta do beijo proibido, escondido e igualmente desejado. E ele aconteceu durante a madrugada na festa em que estávamos. Aquele beijo sem pressa, delicado mas insano. O beijo que incendeia, que deixa as pernas trêmulas e faz o coração disparar.


Por alguns instantes éramos apenas nós aceitando a delícia do pecado no suave calor da tentação, sem pensar em nada e em mais ninguém.
Não me pergunte como tudo terminou porque (o maldito) despertador tocou antes do desfecho, mas, ainda posso sentir o gosto da sua boca em meus lábios. Quando fecho meus olhos, seu perfume ardente ainda me envolve e vejo seu olhar em fogo, aquele mesmo dos meus sonhos.


Tão louco isso. Senti numa simples noite de sonho algo que não lembro ainda ter sentido acordada e muito menos por alguém que mal conheço.

Acordei leve, sorrindo, suspirando e feliz, mas também perturbada.

Talvez o melhor beijo da minha vida tenha sido num sonho e agora fica perpetuando esta saudade de uns minutos, de alguns momentos em que eu estava dormindo. Engraçado, não?


O que são nossos sonhos, afinal? Nosso inconsciente brincando conosco ou querendo nos dizer algo? Ou seriam pequenos anjos de asas soltas levando nossos pensamentos para o silêncio noturno do nosso quarto?


Será que ando pensando tanto assim em você ultimamente? Poderíamos ter tido o mesmo sonho? Infinitos questionamentos que, certamente, levarei algum tempo ainda para obter as respostas mais sensatas.

Enquanto isso vou sozinha então pensando, a sonhar acordada, imaginando ter seu rosto novamente tão junto de mim, levando seus olhos e seu sorriso e torcendo que em uma noite sossegada consiga voltar ao mesmo sonho e aí possa te dizer baixinho: “oi, vim do seu coração só para te ver e te beijar”.


Quem sabe este sonho não se realiza um dia?

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Deletando

Nesta época, nada mais oportuno do que estabelecermos metas para o próximo ano. Mas isso eu deixarei para outro “post”, meus planos agora são a curto prazo mesmo ou “para ontem” como diriam muitos.


O titulo já diz tudo: estou “deletando”. Inicia o mês de dezembro e, com ele, termina o meu luto. Aquilo que não é correspondido estou jogando fora, dando adeus ao vírus de saudade, pois como canta Renata Arruda “lixo não é bom de se guardar”.

Para deixar bem claro, explico de antemão que estou deletando um sentimento e não uma pessoa. Um sentimento que nutro por uma pessoa e não a pessoa em si, que nada tem a ver com tudo o que sinto. Se vou conseguir, veremos mais adiante. Mas é preciso tentar, não é mesmo?

Nossos pensamentos sempre voltam para nós mesmos sob forma de sentimento, ou seja, se ficamos tristes é porque tivemos pensamentos tristes, negativos que ocuparam nossa mente. Então nada mais óbvio pensar em esquecer alguém, certo?

Comecei deletando o básico: o telefone da agenda de contatos para evitar que aquela ”força etílica” da madrugada nos faça cometer as insanidades de ligar ou enviar mensagens após as baladas, na eterna solidão da noite em que a saudade bate mais forte. Melhor se prevenir.

Já tentei, tempos atrás, sair sem celular para evitar estas loucuras, mas aí, sempre que retornava para casa me pegava fazendo as mesmas bobagens de olhar o celular procurando por alguma chamada ou uma mensagem qualquer e, na ânsia por noticias “embriagadas”, acabava esquecendo tudo o que havia prometido antes de sair.

Já experimentei não beber ao sair na noite e acabei por descobrir que saudade também dói quando estamos sóbrios. E pior, aí não podemos nem culpar o “álcool” pelas besteiras cometidas.

Então resolvi ser radical: a partir de hoje saio do luto. A partir de hoje me recuso a falar de amores terminados. Até sofrimento cansa. Me recuperarei da ausência que ficou em minha vida e irei em direção à próxima etapa: a cura.

Apagarei toda e qualquer recordação do passado dizendo “adeus” para então poder voltar para a vida de fato, para poder voltar a amar. Amar direito, afinal, a vida não pode ser apenas um hábito, já escreveu Katherine Mansfield.

Talvez ainda fique alguma cicatriz bem particular ao final de tudo isso, mas também, quem sabe, eu consiga “atravessar paredes” como receitou minha “musa” e, aprenda com isto, a tratar como prioridade quem realmente é importante e não quem me trata apenas como uma opção.

“Punto e Basta”: Simples assim.



“Ele está morto. Ela aos ais

Mas neste lúgubre assunto

Quem fica viúvo é o defunto

Porque esse não casa mais”

(Mário Quintana)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Saudade

Assim como não se deve misturar bebidas, misturar pessoas também pode dar ressaca. Frase de minha musa Martha Medeiros em um dos seus livros que “devorei” em 24h semana passada. Fiquei com ela martelando na minha cabeça durante dias e percebi que preciso urgentemente descansar para poder me recompor, reorganizar o caos aqui de dentro, colocar para dormir minhas angústias e as dúvidas que me atormentam nos últimos dias.


Talvez tenha feito parte de uma “mistura de pessoas” na cabeça de alguém que parece estar até hoje de ressaca. O mesmo alguém que mudou minha vida inteira da noite pro dia (bem assim canta Exaltasamba na belíssima “Ta Vendo Aquela Lua”).

Difícil lidar com sentimentos. Fossem eles simples equações matemáticas e tudo ficaria bem mais fácil:
eu + você = felicidade.
Mas as coisas não são tão simples.

O que fazer com a saudade que dói? A saudade que aperta o peito, que não se sabe como deter, como desviar o pensamento na ânsia por noticias?
Saudade de alguém que surgiu do nada e que não tem a menor idéia da bagunça que causou sua passagem tão rápida e tão intensa.

Saudade de não saber mais nada a seu respeito, não ouvir mais sua voz, não sentir mais seu perfume.

O que fazer com os dias que parecem se arrastar de tão compridos e as noites que me embriagam os olhos?

Como arranjar compromissos para fingir que está tudo bem e que a vida continua igual?

Como esquecer num piscar de olhos toda a paz que se instalava aqui comigo quando nos víamos?

Como esquecer tuas manhas querendo atenção e mimos, como conter as lágrimas numa musica que me lembram seu sorriso?

Como não sentir saudade de ir dormir tarde e exausta de sono, mas com a leveza de quem esteve com anjos, no encanto permanente dos seus lindos olhos? Olhos estes que não esqueço nunca mais.

Tento compreender em voz alta esta tristeza que me impede de reagir, que me entorpece e me anestesia a alma, que me imobiliza diante do espelho, mas meu coração está tão destemperado emocionalmente que não aceita seu sumiço, não entende essa distancia que ficou.

Lembro uma entrevista do Fabrício Carpinejar dizendo que “as pessoas se distanciam para não se exporem. Mas se você quer viver de verdade não há como não se expor. Senão você estará sendo muito egoísta. É querer receber e não dar nada”.

Tudo bem, as lágrimas cessam um dia e essa dor irá embora também.

Então carrego tudo isso pro escuro do quarto e tento dormir.

Quem dera pudesse dormir até tudo isso passar.


"...Chove quando você some. Chove amor quando se esconde.
Chove só de te querer.Chove, chove em mim você..."
(Chove, chove - Jorge e Mateus)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Carta de Despedida

Abaixo transcrevo na íntegra o e-mail que enviei a Amigos e Colegas de trabalho na noite de hoje.



“ESTAR VIVO É APRENDER COM O QUE FICOU PARA TRÁS E PLANEJAR O QUE VIRÁ. É TER SAUDADES E SONHOS”.

Amados, Amigos e Colegas...


Não é por indiferença ao carinho e respeito de vocês que optei por este e-mail, mas por mim mesma, para me resguardar, pois sou movida a sentimentos e todo e qualquer processo de despedida, para mim é muito doloroso e difícil.

Sempre me considerei melhor na escrita por este motivo, uma vez que as palavras ditas nos traem quando a voz embarga, não é mesmo? E aí aquele “nó” que fica na garganta nos fragiliza de tal maneira que as lágrimas tornam-se inevitáveis.

A grande vantagem de escrever o que gostaria de se conseguir dizer é que não há testemunhas para aquilo que momentaneamente nos encharca a alma.
Mas, chorar faz bem, não importa o álibi, é sempre a dor do crescimento.

Aos que, nestes pouco mais de sete meses de convivência e que, num raro estalo de sensibilidade puderam captar meus instantes, sabem do que me refiro.
E também aos que desde o inicio conseguiram me enxergar como uma “colega” e não (erroneamente) como uma “concorrente”, podem ter esta clara percepção e entendimento.
Aos que não se enquadram em nenhum dos dois casos acima, peço desculpas se não consegui corresponder às suas expectativas, talvez eu seja “bem mais que seus olhos puderam ver” e só posso lamentar já que até mesmo numa simples convivência é preciso haver troca, é uma via de mão dupla e tenho certeza de que de minha parte não faltou empenho.

Jamais tive a pretensão de agradar a todos afinal, até os mais céticos sabem que nem Jesus Cristo conseguiu tal feito, mas, na medida do possível, procurei me aproximar de cada um e acho que ao final das contas, consegui me dar bem com todos e conquistar grandes amigos, tando do DP quanto dos demais setores.
Levarei um pouco de cada um comigo, tenham certeza!

"Todas as pessoas que eu conheço cabem bem juntinhas na palma da mão. Pra você guardei um universo. Quando falta espaço eu faço verso e durmo na canção"
(Romance - Nei Lisboa)

Precisei ser extremamente racional para não voltar atrás e, confesso que, para um canceriano legítimo não dar uma olhadinha no passado é uma tarefa um tanto árdua e que, provavelmente me machucará mais tarde, quando de fato “cair a ficha” e a “pancada” for absorvida. Mas foi preciso. A vida é feita de escolhas.

Hoje me despeço de vocês, agradecendo imensamente aos que sempre me deram força e brindaram meus dias com sua alegria e carinho. Vou muito feliz sabendo que conheci pessoas maravilhosas que ficarão eternizadas no meu coração.

Se fosse apenas pelo ambiente de trabalho e as pessoas que ali estão, não hesitaria em recusar qualquer tipo de proposta, mas, infelizmente, todos vocês sabem que somente isto não resolve financeiramente nossa vida e tão pouco nos proporciona qualquer perspectiva de crescimento profissional.

É preciso “Mais”. É preciso mudança.

E sabemos que para que as coisas possam mudar há um longo e difícil caminho a ser percorrido e, infelizmente também, nem todo ser humano é suscetível às mudanças. Há um imenso abismo separando o ótimo ambiente de trabalho com o merecido reconhecimento dos profissionais que ali estão.

Enfim, C’est la vie! E a vida é a única coisa que a gente tem.

Por fim, deixo um trecho do Livro “Cartas Extraviadas e Outros Poemas” de  Martha Medeiros:

“Mas peço: lembre de mim como alguém que alcançou a mesma medida do seu sentimento, a mesma profundidade das suas dúvidas, o mesmo embaraço diante da novidade, o mesmo cansaço da luta, a mesma saudade”.



Meg Ryan 🐈💓

“Há quem não mencione a palavra amor e fale sobre ele em cada gesto que diz” Falar algo diferente de AMOR INCONDICIONAL pela guriazi...