segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Os Indiferentes


Como todo canceriano, meu planeta é a Lua. E ela me dá as emoções como energia vital. Tenho sensibilidade por vezes à flor da pele. Vivo em função de carinho e atenção. Acredito em tudo e em todos e por isso sofro decepções durante a vida e me magôo com muita facilidade. Mas alterno um temperamento amável e carinhoso com crises de raiva e mau humor. Por isso escrevo. Escrevo tudo o que me incomoda, o que me angustia, o que me emociona e o que me faz feliz também. Coisas do passado, da época atual ou algo que gostaria que acontecesse mais pra frente.


Encontrei um texto guardado que me fez lembrar de uma época onde os ideais políticos faziam alguma diferença, tempo em que uma militância apaixonada ganhava eleição, onde a utopia se fazia possível. Sinto falta deste tempo. Década de 90. Tempo de mais sonhos, mais lutas e mais esperanças.

Agora já passam das 3h e entre um gole e outro de café, escrevo.

Reli o texto e percebi que continuo concordando com tudo. Anos se passaram, outros fatos surgiram e ainda assim as idéias se encaixam perfeitamente.

Era uma época ingênua, pelo menos para mim. Tempos de descobertas afetivas, envolvimentos mais profundos e de sentimentos mais confusos também. A amizade desabrochava de uma maneira intensa e prometia ser duradoura.

Ainda mantenho esse carinho e lealdade com aqueles que me são especiais e verdadeiros. Amigos que sei que posso contar a qualquer hora e em qualquer tempo. E também aqueles que não se mostraram indiferentes. Eis um trecho do texto que me referi no início, de Antônio Gramsci: Os indiferentes.

“Como Friedrich Hebbel, acredito que viver significa tomar partido”...


“...Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.”

Sofri uma enorme decepção em 2007. Algo que quase me custou o emprego de mais de dez anos. Meu fiel escudeiro (J) e melhor amigo desde aqueles tempos da “utopia” que mencionei sofreu um sério acidente de carro. Ele trabalhava comigo desde 2005. Época em que precisei de um “braço direito” no trabalho e não hesitei em apostar em sua capacidade e confiança.

Era o cara certo, inteligente, prestativo, dedicado e além de tudo, meu grande amigo, meu confidente. Alguém que conhecia há anos e por quem colocaria minha mão no fogo se precisasse. Me queimei.

Ele fraturou o fêmur no acidente e ficaria um bom tempo de “molho” em casa. Então com ele se recuperando, começou a aparecer toda a sujeira que escondia debaixo do tapete. E foi uma atrás da outra, um verdadeiro bombardeio, multas por atraso de documentação, parcelamentos feitos às escuras, entre outras coisas. Enfim, um rombo de mais de R$ 30.000,00.

Errei em não questionar e supervisionar seu trabalho de perto. Era minha responsabilidade. Mas errei mais por confiar em alguém que mentia até mesmo diante do espelho. Um covarde que não tinha respeito por mim tão pouco responsabilidade com o seu trabalho.

Durante meses a fio trabalhei mais de 17h por dia, inclusive sábados, domingos e feriados para poder consertar os erros e tentar segurar os clientes conosco. E com a ajuda dos demais colegas de trabalho, consegui amenizar os estragos. Foi quando a minha ficha caiu. Havia trabalhado sob intensa pressão durante tanto tempo que não tinha me permitido sentir o que ele também havia destruído em mim.

Meu coração surtou e chorei. Um imenso vazio tomou conta do meu peito. Infinitos questionamentos rondavam minha mente. E só me perguntava por quê? Por que ele havia feito isso comigo? Teria sido proposital? Caso pensado pra me ferrar? Por quê? Eu era sua melhor amiga, sabia dos seus segredos mais íntimos, por que ser sacana comigo? E me torturei com estas e outras perguntas durante dias.

Foi quando um amigo (A) me chamou para conversar e disse olhando bem no fundo dos meus olhos: “Ele não tem caráter. Se fez isso com a melhor amiga, acha mesmo que foi sem querer? Que a resposta é apenas “eu sou assim” e pronto? Ele mente para ele mesmo todos os dias, mente para a namorada o tempo todo, por que não mentiria para ti que deu total liberdade e carta branca para ele no trabalho? Ele usou e abusou da tua confiança, acredite. De bobo e inocente ele não teve nada”.

Desmoronei. Ali me dava conta de que havia perdido também o meu melhor amigo. E que ele havia me traído. As coisas foram ficando mais claras para mim e aos poucos fui assimilando tudo. Era o fim de uma amizade de mais de uma década e com ela a certeza de que não tinha sido capaz de perceber durante todo esse tempo o verdadeiro caráter do cara. Nunca mais nos vimos, sequer nos falamos. Nem quero.

Nossa turma dos “podres” daquela época também sofreu as conseqüências, afinal nós dois éramos a ponte de encontro de todos. Dos nossos amigos em comum, apenas 4 tomaram partido: (A, C, D e K). Outros que souberam do acontecido, preferiram fazer a política da boa vizinhança. Sem se comprometer, não comentaram nada, não manifestaram opinião ou não quiseram entrar em detalhes. Ignoraram pois não era com eles. Muitos permanecem amigos de ambos, como se nada tivesse acontecido. Ficaram alheios a tudo. Indiferentes.

Confesso que essa “não atitude” de alguns me machucou profundamente. Foi um balde de água fria para mim. Especialmente de 3 dos nossos amigos em comum: (G, G e R). Um misto de surpresa e decepção. Esperava e contava bem mais com eles.

Mas a gente tem de aprender a não criar expectativas em função de atitudes dos outros. Não podemos esperar que eles pensem e ajam como nós. As pessoas são diferentes e os valores de cada uma também.

Se para mim lealdade e caráter são fundamentais não posso exigir que os outros pensem da mesma forma. Para eles talvez importe bem mais a parceria de jogos, bares e fubangagem, a sinuca regada a muita cerveja e diversão do que a certeza de poder contar com alguém de verdade, sem ser apunhalado pelas costas como eu fui. E quase todos souberam.

Por isso hoje meus grandes e fiéis amigos cabem numa palma da mão. São poucos, raros, especiais mas acima de tudo, leais e verdadeiros. Chega de tanta ingenuidade e de achar que todo mundo é sempre inocente até se provar o contrário. Hoje sou gato escaldado, para merecer minha amizade e confiança tem de fazer por onde. Me fazer acreditar que vale a pena. Me fechei na minha concha e para ser convidado é preciso lutar para conquistar a senha.

“...Odeio os indiferentes também porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes...


... Sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas...


... Vivo, sou militante por isso odeio quem não toma partido. Odeio os indiferentes”.


(Antônio Gramsci – La Città Futura – 11.02.1917)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

2010 Um ano Feminino


O ano de 2010 começou com a natureza impondo suas insatisfações. Durante muito tempo o homem vem desrespeitando-a sob todos os aspectos. Desde construções inadequadas, até o simples ato de jogar um papel de bala pelo vidro do carro em direção às ruas, enfim impondo suas regras sem se importar com as conseqüências. E um dia isso traria resultados significativos.

Assisti a uma entrevista com um climatologista a respeito disso. Ele explicou que desde muito tempo o clima é o mesmo, sem grandes modificações, o que anda mudando ultimamente é a ação do homem. É o homem que vem há tempos estabelecendo uma invasão à natureza e agora apenas vem colhendo os frutos, recebendo a reação ao seu ato.

A quantidade de chuvas é praticamente a mesma de anos atrás o que acontece agora é que elas acontecem inevitavelmente com deslizamentos de terras e enchentes, pois o homem invadiu um espaço que não era seu e a natureza o quer de volta, o ser humano sujou tanto sua cidade que os bueiros e ralos já não dão mais conta e também manifestam sua ira devolvendo todo o lixo à população.

Eis então 2010 iniciando com uma imposição feminina, a da Natureza.

Li no blog de uma amiga sobre 2010 ser o ano feminino e das águas doces e concordo. Para quem quiser dar uma conferida a respeito, segue o link abaixo.

http://santatese.blogspot.com/2010/01/entra-2010-das-aguas-doces-e-o-feminino.html

Então baseado nisto, fiz uma relação das nossas próximas mudanças ou simples substituições para 2010.

• Em vez do tradicional AMOR, buscaremos felicidade na ingenuidade de uma PAIXÃO;

• Com o AFETO e o tradicional CARINHO haverá troca pela suavidade da DOÇURA e a delicadeza da TERNURA;

• Para cada ROMANCE, muita SEDUÇÃO;

• Em vez de SEXO, a plena SATISFAÇÃO da PELE;

• No PRAZER, muita TENTAÇÃO e CURTIÇÃO;

• E o ARREPIO de DESEJO será nossa REAÇÃO À VONTADE;

• No CORAÇÃO somente EMOÇÕES;

• Com um BEIJO, INTIMIDADE e APROXIMAÇÃO;

• O ATREVIMENTO será apenas AUDÁCIA, uma singela OUSADIA;

• O ENCANTO será CONTEMPLAÇÃO;

• Substituiremos o ABRAÇO pela CARÍCIA como demonstração da amizade;

• O AMANHECER dará lugar à MADRUGADA;

• O SOL será menos importante que a claridade da LUA;

• Para DIAS de AZAR, mais NOITES de SORTE;

• Para cada ARGUMENTO haverá uma plausível EXPLICAÇÃO;

• Em vez de QUESTIONAMENTOS, apenas PERGUNTAS e RESPOSTAS;

• Bem menos ADÃO, muito mais EVA;

• No REFLEXO diante do espelho, teremos a IMAGEM pura e simples;

• Em RETRATOS, belas FOTOGRAFIAS;

• Os ANOS se transformarão em EXPERIÊNCIA;

• Para RECADOS e AVISOS, usaremos FRASES;

• Em vez do AROMA, teremos a ESSÊNCIA;

• Todo e qualquer SENTIMENTO se transformará em DEVOÇÃO À BELEZA, à PUREZA de SENSAÇÕES;

• O SILÊNCIO nos brindará com a mais serena SOLIDÃO;

• O SONO nos trará INSÔNIA ou TRANQUILIDADE;

• Se houver SOFRIMENTO, teremos COMPANHIA;

• Para qualquer CONSOLO, SOLIDARIEDADE;

• O CHORO será LÁGRIMA;

• Para o DESENHO, muita COR;

• Onde houver DISFARCE, que tenhamos a VISIBILIDADE;

• Ao que for INVISÍVEL mais PERCEPÇÃO;

• Para cada ERRO, haverá uma nova TENTATIVA, outra CHANCE;

• No profundo ARREPENDIMENTO, sempre surgirá uma grande COMPREENSÃO, uma dose de COMPAIXÃO;

• Em vez de PERDÃO, PIEDADE e MISERICÓRDIA;

• Onde houver CANSAÇO, que tenhamos mais PERSERVERANÇA;

• Para todos os FATOS, a VERDADE;

• Para um bom DESCANSO, PREGUIÇA e MEDITAÇÃO;

• Em cada MISTÉRIO, uma DESCOBERTA;

• Para o que envolve SEGREDOS, mais CUMPLICIDADE;

• Se houver CIÚME, que apareça a CONFIANÇA;

• Em todo COMPROMISSO, FIDELIDADE e LEALDADE;

• Em vez de CUIDADO, RESPONSABILIDADE e ATENÇÃO;

• Menos GESTOS e mais ATITUDES;

• Nada de DISCURSOS, muito mais PRÁTICA;

• Para o INÍCIO ou RECOMEÇO, muita CORAGEM, HUMILDADE e CONVICÇÃO;

• Para que haja o SURGIMENTO, belas CRIAÇÕES;

• Em vez de PROBLEMAS, buscaremos SOLUÇÕES;

• Para obter CONHECIMENTO, muita SABEDORIA e CRIATIVIDADE;

• Para o CAOS, RECONSTRUÇÃO;

• No APRENDIZADO, INFORMAÇÃO;

• No ABISMO, menos ESCURIDÃO e IDÉIAS CONFUSAS;

• Que em todo CRIME, haja CONFISSÃO, SENTENÇA e PUNIÇÃO;

• Em vez de INDÍCIOS, mais PROVAS;

• No ABANDONO mais DOAÇÃO e DEDICAÇÃO;

• Ao ABSURDO, que haja MANIFESTAÇÃO;

• Em vez de ATAQUE, DEFESA e PROTEÇÃO;

• Em CONGESTIONAMENTOS, muita ESPERA e PACIÊNCIA;

• Para um melhor ENSINO, mais EDUCAÇÃO;

• Em vez de FRACASSO, mais VITÓRIAS;

• Contra o DESRESPEITO, REAÇÃO;

• Para o ESQUECIMENTO, LEMBRANÇAS;

• Para um bom EMPREGO, muita PERSISTÊNCIA;

• Para todo EGOÍSMO, mais GENTILEZA;

• Para dias de muito CALOR, uma boa dose de UMIDADE;

• Que no ESPORTE haja mais HARMONIA;

• Que os ESFORÇOS sejam recompensados por toda DEDICAÇÃO e BRAVURA;

• Para o que é OPOSTO que haja TOLERÂNCIA;

• Menos INVERNO rigoroso, VERÃO intenso e muito mais PRIMAVERA florida;

• O PRECONCEITO será VIOLÊNCIA À HUMANIDADE;

• Nossos PLANOS serão METAS DE CONQUISTA;

• Para o LAZER, muita DANÇA, BRINCADEIRA e DIVERSÃO;

• Em JULGAMENTOS que haja CONSCIÊNCIA e JUSTIÇA;

• Para o LIXO mandaremos toda CORRUPÇÃO, HIPOCRISIA E INVEJA;

• Que o MAR nos brinde com belas ONDAS e saúda IEMANJÁ;

• Para todo o MAL, que haja SALVAÇÃO;

• Em vez de SEGUNDOS e MINUTOS, mais HORAS;

• Para os SONHOS, muita INSPIRAÇÃO;

• Do SARCARMO nos defenderemos com nossa INTELIGÊNCIA;

• O SURTO nos levará à LOUCURA e o SOSSEGO à CALMARIA;

• O VENTO no ROSTO nos acariciará a FACE com uma BRISA;

• O VIRTUAL nos levará à REALIDADE;

• O SORRISO nos dará ALEGRIA e nosso RISO será uma eterna GARGALHADA;

• O SUSPIRO marcará nossa TIMIDEZ;

• Correremos menos RISCOS em busca de mais AVENTURAS e ADRENALINA;

• Para todo VÍCIO, a CURA;

• Onde houver VAZIO, traremos a MULTIDÃO e;

• Para o RESTO, DOR e SAUDADE.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Dada


Já passava das 4h de 30/12/2009 quando coloquei os pés de volta em casa. Confesso que relutei muito em sair, não ando muito animada para reencontros, tão pouco para responder certas perguntas inevitáveis do tipo: como você está? Parece simples, mas, no momento para mim não está sendo tão fácil responder a esta pergunta sem que meus olhos queiram falar por mim.
Então coloquei na balança o motivo que me levaria a enfrentar esses receios e o fato de ser para comemorar o aniversário da Dada fez meu peito receber uma grande injeção de ânimo. Já era longo o tempo em que não nos víamos e a saudade era imensa também, afinal nos últimos meses, apenas mensagens de celular nos davam noticias uma da outra. Foi aí que sem titubear, em menos de meia hora já estava pronta, de banho tomado e na rua. Freud explica? Quem sabe? “... hoje só tua presença vai me deixar feliz, só hoje...”

E foi uma noite muito divertida e especial. Fazia muito tempo que não me sentia atraída pelas noitadas de muita música e alegria.
Claro que houve momentos em que me senti um pouco distante, com o pensamento vagando em lembranças que não voltam mais, mas na maioria do tempo consegui esquecer as tristezas.

Reencontrei pessoas queridas que não via há muito tempo, outras nem tanto, me atualizei das noticias do pessoal, me surpreendi com algumas novidades, mas acho que de um modo geral me saí bem.

Ainda não me sinto plenamente confortável na noite. Não sou a melhor companhia de ninguém no atual momento, pois ando muito frágil emocionalmente e sei que na noite ninguém está afim de lamentações.

Inevitável em determinados momentos não sentir os olhos marejarem vendo uma cena bonita, tendo uma bela musica como pano de fundo que fazem transportar nosso coração para outro lugar. Isso faz parte do processo de estancar tudo o que ainda machuca. Só o tempo apagará aos poucos essas lembranças que deixaram saudades.

Mas onde consegui, segurei a onda. Deixei as tristezas e a dor que ainda existe do outro lado da porta, o lado de fora. Sei a força que fiz para tudo parecer tranqüilo, afinal era uma noite de alegria.

Era a noite de brindar a felicidade de uma pessoa mais que especial para mim. Alguém que conheci em novembro de 2002 e desde lá se tornou o meu “porto seguro”. Uma das pessoas que escolhi nesta vida para ser minha irmã.

Uma capricorniana danada. Seu nome? Adriana, mas conhecida pelo apelido carinhoso de “Dada”.

Ao lado da Dada me sinto plenamente feliz, pois ela transborda carisma e alegria. Impossível imaginar ela triste. Quase impossível ficar triste ao seu lado.

O carinho e o cuidado com que trata cada amigo seu é também o que a torna tão importante para cada um.

Acho que não conheço ninguém que não goste dela. Que não simpatize logo ao vê-la cantando e brincando num videokê. É simplesmente única. É amiga, leal, parceira, inteligente e muito especial.

Nem vou comentar sobre sua beleza senão vira covardia. Mas, sem duvida tem os olhos mais doces que já vi.

Dada, minha grande amiga, minha irmã, tudo de bom sempre. Cada vez mais me convenço de que já nos encontramos em outras vidas também, só não sei se tinha algum videokê por perto (risos).

Linda sei que nos ausentamos uma da outra, por vezes nossos caminhos se distanciaram e nos fizeram sentir saudades infinitas, mas entendo que essa distância não afetou nosso carinho, tão pouco apagou nossa amizade e que quando nos reencontramos tudo fica muito perfeito! Muitos podem não nos compreender, mas nós nos entendemos por música muito bem e é isso que importa.

Um brinde à nossa eterna sintonia.

Espero que tenha curtido teu aniversário e que cada um de nós que estivemos presentes brindando este dia contigo, tenhamos conseguido retribuir pelo menos um pouquinho de todo o carinho e felicidade que tua amizade representa.

É uma pessoa mais que especial e que eu amo muito, “até quando não percebo”!

Felicidades mil pra você, amore!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Um dia



O que faço com tudo que sinto neste momento?

Se fosse simples, abriria meu peito e mandaria dor e tristeza escolherem outro lugar de repouso.
Mas não é tão fácil assim.
Ouço todo tipo de conselhos que na prática não funcionam.
Não consigo agora tirar o que me faz sofrer do centro das atenções.
Tanto tempo de sonho perdido não vai embora num piscar de olhos.
Mas pra você parece tão fácil.

Sei que um dia isso vai passar. E neste dia não deixarei mais me tocar com seus olhos.
Todas aquelas pequenas coisas ficarão apenas com tuas sombras e não mais te contemplarei com a mesma paixão.

Mas ainda sinto muita coisa me ferir.
Tua ausência, indiferença e revelações tão vivas ainda me perturbam.
Tento buscar nas lembranças o nosso instante mais bonito para que mágoas não ocupem este espaço na memória.

Estou dando um tempo pra mim.
Com um forte abraço mandarei toda tristeza embora de uma vez só pois ela não me devolverá mais o teu perfume e estarei muito mais livre, muito mais leve também para enfim poder tirar dos meus olhos todo o pranto contido.
Já que ninguém faz seu caminho sozinho, em breve procurarei em outros olhos um pouco de amor e carinho.

“... chega um dia em que as pessoas mudam, os sentimentos acabam e o coração faz NOVAS escolhas...”

Coisas da Vida


A distância levou o seu perfume e a saudade bate forte hoje.
Seus olhos me perseguem onde quer que eu vá mas nao encontro nem mais seu sorriso.
Nos meus sonhos você está sempre livre e eu vou ao seu encontro.
Há um brilho intenso, penetrante que não consigo desvendar em seus olhos. E que não esqueço.
Sinto que estamos muito perto e nos encontraremos do mesmo jeito de sempre.
Sem hora marcada, ao acaso do nosso destino.
Mesmo longe não me conformei com tua ausência e sigo tentando alguma forma de te encontrar.
Ainda temos muita vida pra viver.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Olhos de Lua


Dias desses voltamos a nos encontrar nos meus sonhos. Fazia muito tempo que isso não acontecia. Foi apenas um sonho, mas parecia tão real, tudo tão perto que acordei numa saudade apertada, com uma ânsia por noticias suas, saber o que fez durante esse tempo todo, por onde andará neste momento, se casou de vez ou não.
O tempo passou e deixou comigo uma vontade tamanha de abraçar essa saudade que ficou.

Por que isso agora? Será que meu coração está ficando livre outra vez? Será que o que não aconteceu no passado anda dando sinais de que pode retornar? Por que este passado anda tão presente? Será o destino querendo nos dar outra chance?

Anos atrás seus olhos penetraram tão mansamente a minha alma, me hipnotizaram numa noite de muita música em Porto Alegre. Durante noites tentei desvendá-los e descobri que eles eram apenas turistas na cidade. Tão cedo não retornariam, afinal a distância era grande. E inevitavelmente logo não conseguiria mais sentir o perfume suave que os acompanhava.
Então, arrisquei. Num impulso incontrolável, percorri km de estrada a procura daqueles olhos. Precisava entender esse desejo de reencontrá-los, queria novamente rever o anjo de sorriso fácil que mexeu com meu coração. Levei comigo apenas seu nome, a certeza de que você tinha um bar em algum lugar da sua cidade e dois amigos como testemunhas desta aventura.

“... minha alma se liberta cada vez que eu penso em ti. Vai no fundo da saudade e me traz esses olhos que eu não esqueço nunca mais...” (Jorge Vercilo – Penso em ti)

Rodamos infinitas vezes durante a tarde a sua procura. Quando a noite já ia caindo, quis o destino que encontrássemos uma pista sua num salão de beleza. Onde mais pessoas sabem da vida uma das outras numa cidade relativamente pequena? E lá a sorte me sorriu novamente. O proprietário sabia a quem nos referíamos, nos deu o nome do bar e a localização dele. Era um recado dos céus. Àquela altura meu coração já estava esmagando meu peito, querendo saltar pela boca de tanta alegria. A ansiedade virou uma euforia louca e uma sensação plena de meta atingida, de que toda aquela aventura não tinha sido em vão. Estávamos muito perto de nos reencontrarmos.

Fomos até o local que ainda estava fechado só para ter certeza de que a busca encerrava ali. Era um grande galpão reformado e na fachada o nome indicava se tratar não de um simples bar, mas de algo mais profundo, temático, cultural. A partir daí então pudemos pensar em procurar um lugar para pernoitarmos, afinal a noite seria de festa e já se fazia uma linda primavera em minha vida. Ficamos num hotel no mesmo bairro, tomamos um bom banho e nos preparamos para enfim encontrar novamente seus lindos olhos de Lua. Vesti uma blusa branca que deixava minha tatuagem dos ombros à mostra.
A partir dali era contagem regressiva.

Na chegada ao hotel então o relógio pareceu parar. Ficamos durante muito tempo no quarto bebendo e, no entanto as horas insistiam em não querer passar, a lentidão dos minutos era algo inacreditável.
Ficamos tão eufóricos rindo das aventuras do dia que a sensação era de que todo o dia de procura tinha sido muito mais rápido do que todo aquele tempo de espera no hotel, tamanha era a ansiedade. Um desejo enorme de encontrar novamente com o sorriso que iluminou meu coração.

Enfim chegava a hora. Ao entrar no bar nos deparamos com um lugar bastante aconchegante, diferente e alternativo. Pelo carinho na decoração era notório perceber que a arte e a cultura brindavam nossos olhos numa mistura suave de beleza e delicadeza, se tratava de um local de um artista plástico extremamente cuidadoso, onde as antiguidades se fizeram predominantes.
Tudo bastante acolhedor, simples, mas com uma sensibilidade perceptível em cada detalhe, em cada peça escolhida e premeditadamente bem colocada em cada ambiente.
Estávamos no lugar certo. Nos acomodamos, pedimos uma bebida e admiramos tudo em volta. Mas faltava alguma coisa. Faltavam os seus olhos de Lua. Onde estariam?

Havia uma grande movimentação no ambiente ao lado de onde estávamos. Era um local em forma de teatro. Soubemos então que haveria mais tarde um show, motivo de tanto entra e sai de gente por lá. Luciane, que descobri no outro dia se tratar de sua melhor amiga, era quem animaria o publico com suas canções. Mas e você, onde andaria àquela altura? Será que tinha sido a minha noite de azar e justamente naquele sábado você não apareceria?

Foi quando entre um gole e outro de cerveja, algo de dentro do meu peito me fez ficar paralisada olhando em direção à porta do bar, senti que estava por perto. Então você surgiu com os seus cachos dourados e úmidos, seus lindos olhos e um sorriso contagiante que acariciaram minha alma.
Como quem percebesse que estávamos lá por sua causa foi diretamente à nossa mesa para dar as boas vindas à cidade e agradecer pela presença no seu bar. Tudo surgiu com o som da sua voz. Meus olhos ficaram embaçados de felicidade. No ar a sensação de muita coisa para se dizer ficou evidente entre nós, mas o momento não seria aquele. Para minha decepção, você não estava só naquela noite.

Tantas horas de viagem, tanta procura na cidade e quando nos encontramos para minha infeliz surpresa você já tinha alguém em sua vida. Um alguém que não desgrudava os olhos e seguia seus passos por onde quer que fosse. Era o sinal que eu precisava para entender que não poderia em hipótese alguma te fazer passar por qualquer tipo de constrangimento. Senti um balde de água fria caindo sobre minha cabeça e molhando todos meus planos e sonhos daquela noite. Confesso que não me preparei para aquela surpresa.

Com isso me restou apenas admirar sua beleza de longe até o momento em que nos despediríamos.
Fim de noite no bar, e quando pudemos trocar algumas palavras sem sombra alguma por perto, num gesto rápido e delicado você se ofereceu para nos acompanhar até o hotel. Seria quem sabe o momento ideal para colocar um ponto final ou uma simples vírgula nos nossos encontros e desencontros. De fato, poderia realmente ser.
Entretanto, também num impulso rápido, porém tolo, como um típico canceriano que se sentiu magoado por saber que tinha outro alguém ao seu lado e àquela altura lamentava ter percorrido tantos km por nada, agradeci a gentileza e nos despedimos.

Estava naquele momento colocando o meu ponto final.
Como ainda tinha muita coisa para acontecer naquela noite e nosso destino de momento não passaria nem perto de retornar ao hotel onde estávamos hospedados, eu e meus amigos resolvemos sair para dançar, desopilar a mente e curtir então a cidade tão distante de Porto Alegre. “já que lá tá, deixe que lateje”, diria outro amigo meu.

Então, na procura por outro local, rodamos um pouco pela cidade e acabamos achando um bar bem movimentado. Era bastante escuro, mas, àquela altura qualquer lugar seria o ideal. E começamos a aproveitar o resto da madrugada. Foi quando, por uma ironia do destino, você surgiu na porta. Era um recado que a vida nos dava de presente. Nossa historia não começaria nem tão pouco se encerraria naquela noite.

Dançamos muito perto o tempo todo, e em todos os momentos nossos olhos insistiam em se cruzar, num silencioso e proibido namoro, afinal havia alguém em sua companhia.
Companhia essa que não tardou a perceber que você retribuía a todos meus olhares. Então a marcação ficou cerrada. Já não tinha mais como ser tão explicito todo aquele envolvimento de sorrisos contidos, aquela hipnose fascinante de não perceber ninguém a nossa volta, sem qualquer palavra, apenas uma troca intensa de olhares e um desejo imenso de te trazer para mais perto de mim.
Naquela noite agi contra tudo o que sempre critiquei: a promiscuidade da noite. Me vi completamente envolvida num jogo louco de sedução, mesmo sabendo desde o inicio que tinha alguém ao seu lado. Não respeitei, esqueci qualquer tipo de constrangimento e pelo visto você fez o mesmo. Fácil àquela altura, deduzir que havia encontrado alguém de capricórnio.

Tudo conspirava para que aquela não fosse definitivamente a nossa noite. E antes que acabasse causando qualquer tipo de confusão, de comum acordo com meus dois amigos, decidimos ir embora. Já estava quase amanhecendo e eu já não me sentia confortável naquela disputa demasiadamente educada de atenção, naquela brincadeira que não nos levaria a nada. Pelo menos não naquela noite.
Então nos despedimos num forte abraço e pude sentir seus lábios tocarem suavemente meus ombros. Essa foi a ultima vez que nos encontramos na sua cidade.

O retorno a Porto Alegre foi tão frustrante, pois me dei conta do que havia feito para encontrar alguém que já tinha um outro alguém.
Claro que antes de partir eu nem imaginaria isso, mas queria ter a certeza de que desde nosso primeiro encontro, algo mexera muito comigo. Mas ficou um vazio tão grande, uma sensação de que não queria viver esse tipo de sentimento. Veio também o cansaço.
Então ainda decepcionada, porém certa de que o que poderia ter acontecido havia ficado para trás, voltei ao meu mundo. Sem jogo, sem machucar ninguém. Aquela noite de eterna madrugada ficou apenas na memória. Uma linda, inesquecível e doce noite.
Um mês e meio mais tarde, em outra terça de cantorias noturnas em Porto Alegre, um dos meus companheiros daquela louca aventura, ao me avistar entrar no bar, veio ao meu encontro e num breve sussurro me informou que alguém estava no andar de cima, em outra noite de turista. Em segundos meu coração se encheu de uma imensa alegria contida.
Percebi logo que se tratava dos cachos dourados de anjo de sorriso fácil. Quis o destino novamente nos pregar uma peça. Outro encontro inusitado e desencontrado.

Porém, a surpresa daquela noite, no entanto, era eu já estar acompanhada e, mesmo sendo algo recente e novo surgindo em minha vida, não faria o que fizera a km de distância.
Eu estava curtindo uma felicidade plena e naquele momento não trocaria por outro jogo de sedução, afinal, eu já sabia que aqueles olhos tão fascinantes tinham alguém. Alguém que não estava ali naquela noite, mas estava presente em sua vida.

Passei a noite inteira covardemente no andar de baixo, sem coragem de subir as escadas e reencontrar com aquele perfume suave, aquele olhar hipnotizante. Tive um medo enorme de balançar, de me render aos seus encantos e acabar machucando meu tão novo amor. E sei que isso poderia acontecer, pois só de saber que estava presente, meu coração deu sinal de que não tinha esquecido aquela aventura toda.

Mas a noite se encarregou de cruzar nossos caminhos novamente.
Ao ir embora, acompanhada, em direção ao meu carro, nos encontramos na saída do bar onde você pegava um taxi e, parou ao lado da porta e num breve e suave aceno com a cabeça, me cumprimentou com seus lindos olhos de Lua.
Minhas pernas estremeceram e meus olhos silenciaram num lamento profundo. Não era a nossa noite novamente.
Como cantava Jorge Vercilo: “... os anos passaram-se a vida me leva e traz e ainda não esqueci seus olhos de nunca mais...”

Foi a última vez em que nos vimos. Você se foi e deixou para os meus dias apenas uma doce saudade. Sem trocas de telefones nem qualquer tipo de contato. Acho que ficamos esperando o destino agir novamente. Tudo que sabia até então era seu nome, profissão, cidade que reside e nome de seu bar. Mais tarde ao ler uma reportagem da época, descobri seu sobrenome, idade, cidade natal e confirmei seu signo. Mais nada.
Hoje estou sozinha novamente e por diversas vezes me deparo com uma vontade imensa de abraçar a saudade que ficou.

“Eu posso te ouvir chamar no meu sonho tenho certeza que não acordei. Vejo minhas flores caindo do céu como um presente que dou a você. Não imagina o que eu sinto aqui... é eu sei que a distância não importa. Você não imagina o quanto isso me conforta. Só Deus sabe o quanto quero ir agora. O quanto quero ir agora. Voltar, voltar, voltar pra te buscar...” (Frejat – Voltar pra te buscar)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Final de Semana em festa


Final de semana bastante agitado. Emocionante sob todos os aspectos. No sábado fui ao estádio Olímpico. Era a partida de despedida de Danrlei, grande goleiro, ídolo da torcida e colecionador de títulos do Grêmio que está aposentando suas “luvas”. Uma linda festa que contou com o time Campeão de 1995, tendo Danrlei no gol, Adilson e Rivarola na zaga, Roger e Arce nas laterais, Carlos Miguel, Dinho, Luis Carlos Goiano e Alexandre Xoxó (no lugar de Arilson que não compareceu) formando o meio campo e a dupla consagrada Paulo Nunes e Jardel na frente.

Do outro lado o time dos amigos de Danrlei contava com Mazzaropi no gol, Claudiomiro, Mauro Galvão, Anderson Lima, Tarcisio, Rodrigo Fabri, Rodrigo Mendes, Caio, entre outros. O banco de reservas contava com os grandes goleiros Victor e Murilo, Souza, Douglas Costa, Assis (irmão de Ronaldinho), Zé Alcino, Jacques, entre outros que entraram no decorrer da partida.

O time comandado por Danrlei venceu de virada por 4 x 3 com dois gols de Jardel, Assis (vaiado desde o momento que entrou nos gramados) e Jacques. Marcaram para os amigos de Danrlei Rodrigo Mendes, Rodrigo Fabri e Zé Alcino.

A festa só não foi perfeita pela chuva que caiu durante alguns momentos da partida e pela presença de Assis que no meu entendimento acabou estragando um pouco a grande festa. Ficou um clima de constrangimento entre ele e a torcida que não o poupou de vaias e xingamentos sempre que tocava na bola por ter sido o grande responsável pela saída de Ronaldinho Gaúcho do Grêmio. Foi claro e evidente perceber que a torcida não esqueceu este episódio tão tumultuado e ainda guarda mágoas pela suposta traição de um ídolo com sua torcida.

No sábado à noite era também aniversário de Kaká. Apreciei uma maravilhosa lasanha ao lado da linda aniversariante, Bebê, sua mãe, irmãs, irmão e namorada.
Uma noite bem especial. Kákis pareceu bem feliz. Festejamos seu aniversario e também seu emprego novo. Durante alguns momentos me senti um pouco deslocada e perdida entre eles, mas segurei a onda (risos). Rimos muito também.
Dei a ela um cartão e torço para que tenha gostado.
Kaká, tudo de melhor hoje e sempre! Tu mereces. Que tuas decisões tenham sido acertadas e o futuro te reserve muito sucesso, amor, saúde e paz! Te adoro!

No domingo (13/12) houve um almoço em comemoração aos 70 anos de meu pai.
Ele organizou uma grande festa no E.C. Campo Branco e lá reencontrei muitos primos, tios, tias, amigos e conhecidos que não via há muito tempo. Bem divertido e emocionante. Certamente bastante marcante e especial, principalmente para o “velhinho”.

Papi, parabéns pelo grande dia! Imagino que tenhas ficado bastante emocionado e feliz com a presença de todos. Isso tudo é fruto do reconhecimento e carinho de todos pela linda pessoa que és. Te amo! Felicidades sempre!

Meg Ryan 🐈💓

“Há quem não mencione a palavra amor e fale sobre ele em cada gesto que diz” Falar algo diferente de AMOR INCONDICIONAL pela guriazi...