terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Não se culpe por se afastar de algumas pessoas e fechar algumas portas

A vida precisa de faxina. De reciclagem. De ressignificação.
De tempos em tempos, precisa que a gente mude os móveis de lugar, troque o tapete, pinte a parede de uma cor diferente. Depois de algum tempo, precisa que a gente rasgue alguns papéis, libere espaço nas gavetas, ventile o ambiente, se desapegue daquilo que deixou de ter significado.
Eu costumava me sentir culpada de jogar a maioria dos cadernos antigos do meu filho fora. Porém, no ano seguinte, outra pilha de cadernos se somava à anterior, e eu acabava descartando aqueles que havia guardado. Hoje, conservo apenas um de cada ano, e pode ser que lá na frente eu descubra que não faz mais sentido guarda-los também. Porém, no momento ainda é importante para mim. No momento ainda faz sentido manter aqueles cadernos encapados com adesivos do Minecraft que mostram a evolução da letrinha cursiva e me lembram a fugacidade da infância.
Leva tempo até que a gente se sinta pronto para se desapegar de histórias, objetos, hábitos e pessoas que se quebraram. Como um vaso quebrado, insistimos em colar os cacos, imaginando que podemos manter a peça intacta, como era anteriormente. Nos apegamos aos fragmentos e esquecemos que coisas boas acontecem para quem libera espaços, para quem redimensiona o passado e dá uma chance ao futuro.
Não se trata de vingança. Mas às vezes você tem que parar de direcionar o seu afeto e a sua atenção para quem não é recíproco com você. Deixar de mandar mensagens para quem só aparece quando tem interesse, parar de insistir num encontro para um café com quem sempre arruma uma desculpa, manter distância de quem tenta te diminuir, deixar de ter expectativas após longos silêncios e prolongadas ausências, aprender a se proteger e se valorizar, entendendo que nem sempre gostar muito de alguém é pré-requisito para essa pessoa também gostar muito de você.
Nem sempre ter afeição por alguém é o suficiente para essa relação funcionar. De vez em quando você tem que ter feeling, sensibilidade e diplomacia para se resguardar e se afastar. Fomos educados a agir com tolerância e perdão, mas isso não significa autorizar que algumas pessoas nos subtraiam, ou que nossas vidas fiquem suspensas à espera de um gesto de reciprocidade que nunca ocorrerá. De vez em quando você tem que acordar e perceber que esteve remando o barco sozinho, e que já é hora de parar.
A vida precisa de faxina. E isso inclui fechar algumas portas e dar fim a algumas histórias. Nem tudo cabe em nossa nova etapa de vida, e temos que ser corajosos para abrir mão daquilo que um dia teve significado e hoje não tem mais. Nem sempre é fácil encerrar um capítulo. Porém, às vezes o capítulo já se encerrou faz tempo, só a gente não percebeu.
Por fim, não se esqueça do ditado que diz: “Não guarde lugar para quem não tem intenção de sentar ao seu lado”. Algumas pessoas não valem nosso esforço. Não valem nosso empenho nem intenção de proximidade. Elas simplesmente não fazem questão. E insistir em manter um laço sem reciprocidade só irá nos desgastar, cansar, decepcionar. Quanto antes você entender isso, mais cedo aprenderá a valorizar quem está ao seu lado, seus afetos verdadeiros, sua história bem contada. E enfim adquirirá uma espécie de amor próprio que não lhe permitirá mais remendar porcelanas quebradas. Entenderá de finais e recomeços, e aprenderá a não sentir um pingo de culpa por se amar em primeiro lugar.
Fabíola Simões

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Serendipity: Confie no poder de conspiração do Universo

Dia desses revi uma comédia romântica no Netflix e, mesmo que eu já conhecesse o enredo, por ter assistido ao filme no cinema com meu marido em 2001, me surpreendi com o significado de uma palavra que define o filme, e que é pouco conhecida aqui no nosso país. A palavra Serendipity, de origem inglesa, significa “feliz acaso” e poderia explicar a sorte de encontrar algo precioso que não estávamos procurando. No filme, intitulado “Escrito nas estrelas” em português, Sara Thomas (Kate Beckinsale) espera que o universo conspire a favor dela e confirme seus sentimentos por Jonathan Trager (John Cusak). Para isso, ela desafia as possibilidades reais de um reencontro com aquele que seria seu escolhido e espera que o acaso _ ou “Serendipity” _ os aproxime. Ela diz que se eles tiverem que ficar juntos, eles encontrarão o caminho de volta para a vida um do outro.
Há tempos carrego comigo uma curiosidade acerca das coincidências, sincronicidades ou acasos que permeiam nossas vidas, como se o Universo confirmasse ou desconfirmasse nossas ações e desejos. Já falei disso aqui quando contei que minha casa me achou, num dia em que me perdi voltando do shopping e me deparei com a casa à venda, aberta a visitas. Eu tinha acabado de dar à luz, e tinha ido ao shopping comprar um vestido para o casamento do meu irmão. Perdida, ansiosa para retornar ao meu apartamento, tive o impulso de descer e conhecer a casa. Porém, não tinha a intenção de me mudar! Anos depois, quando decidimos deixar o apartamento e ir para um lugar maior, me lembrei do fato e voltamos à casa. Estava desocupada, e compramos. Se isso não é um “feliz acaso” ou “Serendipity”, não sei o que é!
Dizem que a invenção do Post-it foi assim, do mesmo modo que a descoberta da Penicilina e o “encontro” da América por Colombo. O que nos leva a crer que na vida precisamos andar atentos e abertos à interferência do acaso, dando vazão à intuição e entendendo que às vezes o Universo conspira a nosso favor, modificando e alterando nosso curso nas entrelinhas da rotina, muitas vezes contrariando aquilo que realmente buscamos. Ele nos mostra possibilidades novas e muitas vezes lindas durante os desvios de rota ou pequenas tempestades que atravessamos.
Às vezes você está atravessando um período tenso de sua vida, e no meio do caos você não enxerga os “felizes acasos” que estão ocorrendo. É como quando você se perde no trânsito, e o desvio de rota lhe conduz a um mirante lindo, com vista para a praia. Você pode decidir que aquilo foi uma benção, descer do carro e apreciar a vista, ou pode se lamentar e perder a oportunidade que o Universo lhe dá. Do mesmo modo nos relacionamentos. De vez em quando focamos tanto em nossas vontades, em nossas intenções, que não percebemos aquilo que o Universo quer nos comunicar. Os imprevistos da vida podem ser grandes bênçãos se a gente deixar.
Conheci meu marido em 1997, no meu primeiro local de trabalho. Eu não tinha ideia do conceito de Serendipity, e desconhecia os sentimentos dele por mim. Mas algo me dizia que aquele olhar terno que me cumprimentava cordialmente pelos corredores do Centro de Saúde carregava um brilho diferente, até mesmo mágico. A minha intuição se confirmou três anos depois, quando ele me chamou para sair e confessou que há anos pensava em nós dois. Nos casamos um ano depois, e lá se vão dezessete anos. Tenho certeza que estava “escrito nas estrelas”, e por mais que tivéssemos tido relacionamentos anteriores, cujos términos nos trouxeram grandes sofrimentos, foi um “feliz acaso” termos ido trabalhar no mesmo local, e estarmos abertos aos sinais.
Sinais… É muito importante estarmos atentos aos sinais. E para isso é necessário olhos atentos, ouvidos perspicazes, coração puro e mente aberta. Os “felizes acasos” acontecem para quem sabe reconhecer oportunidades em qualquer casualidade, e para quem consegue atribuir sentido às pequenas coincidências do cotidiano. Não precisamos achar que o Universo só irá conspirar a nosso favor se encontrarmos o nome de nosso amado escrito numa nota de um dólar, mas podemos sim reconhecer pequenos sinais que nos aproximam ou desviam de nosso caminho, mostrando que nem tudo é regido pelas nossas vontades ou intenções, mas que, ao contrário, há coisas que ninguém explica. Elas simplesmente acontecem, aleatoriamente, livremente, e nos conduzem a um lugar novo, muitas vezes melhor.
Finalmente, temos que reconhecer o poder de nossos sentidos. O poder que uma canção, um pôr do sol, uma refeição… tem de nos mobilizar e nos aproximar daquilo que precisamos aprender. Quanto mais sensíveis somos, mais atentos ficamos à letra de uma música, à beleza de uma paisagem, ao sabor de um prato. E isso nos torna mais intuitivos, mais sincronizados com a eternidade, mais aptos a reconhecer os presentes de Deus em nossas vidas. Às vezes você liga o rádio do carro e, justamente naquele dia em que precisa de uma resposta, toca uma música significativa. Vai á padaria, e enquanto está na fila, sente um perfume conhecido. Abre um livro e encontra uma solução nas entrelinhas. Você pode chamar de um amontoado de coincidências ou de oportunidades que o Universo lhe dá. Cabe a você ignorar os sinais ou, atento às descobertas felizes que ocorrem quando você não está procurando, chamar de “feliz acaso” ou Serendipity…
Fabíola Simões

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Abraço é coisa séria

Abraço é coisa tão séria que não se empresta, se dá. E quando os corpos se encostam, todos os chakras se tocam. 

Abraço é coisa tão séria que junta os dois corações: pode ecoar para sempre ou esvaziar por inteiro. Pois quando a gente abraça, traz para dentro a pessoa: com bagagem, passado, infância, viagens e o principal: seu perfume espiritual. 

E o que recebemos nem sempre é o que damos, por isso alguns são afagos que nutrem por um longo tempo e outros, desespero pra matar a fome, um devoramento. 

Recuso abraçar levianamente, abraço com meu enrosco de afeto demais, amor puro, corpo colado para o abraço ser sentido, ter sentido. 

Abraço que é de verdade pode até ser dado de longe, pois ultrapassa as esferas e desconhece distâncias, é todo feito de encontro. 

Abraço é coisa tão séria que há de ser doce, leve, divertido, espontâneo, mesmo quando acalanto, colo ou celebração. 

A gente agarra por impulso de carinho porque a sintonia é a mesma. E quando o abraço termina, quando ele é dado de graça, fica a cosquinha no peito, uma brisinha na alma e a harmonia instalada.

Marla de Queiroz

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

"Ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana"

Dia desses acordei repetindo um trecho de uma das mais poderosas frases do psiquiatra Carl Jung, e fui procurar a frase completa na internet. Desde então, tenho me reconectado com seu sentido, tentando absorver sua essência e trazendo seu ensinamento para todos os setores da minha vida. A frase diz: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”.
Como eu disse, o sentido dessa frase pode ser aplicado a inúmeros setores da minha e da sua vida. Trabalhando como dentista no SUS, tenho que ter consciência que, além de toda técnica e conhecimento que tenho, além de toda responsabilidade e cumprimento de protocolos, além de todo profissionalismo e senso de dever, sou uma alma humana tocando outra alma humana. E isso tem que ser maior que qualquer regra, filosofia, teoria, intenção ou sabedoria. Naquele momento, alguém cuida de alguém, mas acima de tudo tem que prevalecer a igualdade e a empatia. A compreensão e a sintonia. A humildade e muita humanidade.
Porém, de vez em quando estamos do lado oposto. Temos a tendência de imaginar que o outro é bem maior que nós, bem mais sucedido, bem mais feliz… só porque aparenta ter a vida mais cheia de filtros no Instagram, mais abarrotada de conhecimento e conquistas, mais repleta de afetos e possibilidades, mais adequada e notável. O que ninguém nos conta é que todos nós estamos nus. Cada um de nós tenta, dia a dia, sobreviver às próprias batalhas, encontrar sentido, vencer as próprias prisões, superar os próprios obstáculos, afugentar as dores e tentar viver o presente da melhor maneira possível. Cada um de nós tenta se vestir, camuflar ou fantasiar da melhor maneira que pode, sem imaginar que somente se despindo estará mais próximo do que é de fato, e muito mais perto de Deus.
Você tem que entender que não é preciso impressionar ninguém. Tem que entender que quando tenta convencer alguém sobre sua felicidade, seus dons ou qualidades, está se afastando de quem é de fato. Está dando asas à vaidade, ao ego, e não à sua felicidade. É preciso aprender a ser simples. Aprender que nessa vida não há deuses, nem superpoderosos, nem donos da verdade e muito menos gente isenta de defeitos. E que se alguém se apresenta dessa maneira, com arrogância, superioridade e prepotência, não cabe a você tentar fazer o mesmo para se igualar. Saiba que, assim como você, ele é “apenas” outra alma humana. Ao desconstruir esse mito, passamos a enxergar todos, sem exceção, como nossos semelhantes. E assim respiramos aliviados, pois descobrimos que ninguém é muita areia para o caminhão de ninguém.
Um relacionamento bem-sucedido requer mais do que beijos e declarações de amor. Requer entrega, e ao se entregar de verdade, você se torna um pouco vulnerável também. Porque no fim das contas, você estará nu, não somente por fora, mas (e talvez essa seja a parte mais difícil) por dentro também.
Para ter um relacionamento de verdade, você precisará se despir dos medos, inseguranças e travas internas e assumir os riscos de ser quem é, com tudo de bom e ruim que existe por trás da sua necessidade de ser aceito e ser amado.
Para ter um relacionamento de verdade, você precisará se despir da necessidade de comparar a sua vida com a dos outros, e do constrangimento de não ter todos os seus ideais alcançados. Precisará assumir que também fica triste, que dá preguiça ir à ginástica todos os dias, que chora em cerimonias de casamento, que não tem paciência para discutir a relação, e que se sente sozinho a maior parte do tempo.
Para ter um relacionamento de verdade, você precisará se despir dos filtros e se despedir da necessidade de aprovação a todo custo. Terá que entender que é somente uma alma humana, e como tal não carrega passaporte, diplomas ou medalhas. Terá que baixar a guarda, simplificar a aparência, ampliar o sorriso e abrir o coração. Só assim atrairá a “pessoa certa”, pois como já foi dito por alguém, “semelhante atrai semelhante”. E no final, você se sentirá recompensado, não somente pelos beijos, química e risadas, mas pela possibilidade de estar com alguém que conhece _ e aceita _ sua alma nua…
Fabíola Simões

domingo, 21 de janeiro de 2018

Tempo perdido

Era pra ser apenas mais uma visita, como tantas outras nestes anos. E despretensiosamente estávamos lá, colocando a vida em dia e curtindo clipes. Já era de madrugada quando as coisas fluíram. E foi tão mágico que ficou quase impossível das cores não se misturarem. Era a vida me jogando na cara todos esses anos. Onde estava meu coração, meu Deus? Como nunca percebi tanta intensidade dos olhos teus? Como pude ser tão tola e não permitir que este encantamento me conquistasse antes? Quanto tempo perdido... 🙁

🎶 Só dá pra saber se acontecer...
E na hora que eu te beijei 
foi melhor do que eu imaginei
Se soubesse tinha feito antes🎶

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Gavetas


Não sei o que mais me atraía em você
se esse seu ar frágil e indefeso diante da vida, 
o jeito delicado e infantil de sorrir, 
ou o brilho cativante de seus olhos de amêndoas

Tinha uma deliciosa mania de ouvir com doçura
a canção que trazia você na lembrança  
era tanta delicadeza que me acariciavam a alma
que podia sentir um leve afago de paz

Meu coração imensamente puro e tão desprovido de culpa
podia viajar por momentos de tamanha ternura
sem medo de se desorganizar entre todas gavetas internas

E assim, baixando a guarda já demasiadamente cansada,
era como se nossas mãos pudessem se encontrar uma vez mais
sem interferência alguma suficiente para nos deter
apenas nos reconstruindo e desfazendo todos nossos muros invisíveis, nossos infinitos nós

É preciso coragem para se permitir revisitar caminhos antigos
sem se deixar rodopiar e esconder o sol que aquece o coração diante de tamanha saudade
não se abater nas interrogações que nunca adormecem e nos envolvem
impedindo que pudessem voltar a bagunçar tudo outra vez
sermos capazes de redescobrir o riso e a música tão suaves e presentes naqueles momentos

Seguimos sem pressa e nem culpa por não esquecer,
gratidão pela vida e por tudo que veio de felicidade junto com ela
por se fazer lembrar do que foi especial e reagir ainda com mais delicadeza às marcas deixadas
de constatar o amor maiúsculo à última pessoa do mundo que pensei que amaria
do perceber recordações que já não machucam pela organização daquelas gavetas

O despertar vem junto com o amanhecer e nossa “amadurecência” também
e ao abrir olhos é possível perceber que destes encontros levamos apenas a lembrança mágica
de tudo o que foi belo e sempre tão carregado de carinho e encantamento

Mas já não há mais nada a sentir diante de tanto tempo cercado de presença inconstante
da porção de Peter Pan surpreendente que tanto se agarra para justificar traumas e medos
os dias nos jogam na cara de que aqueles amores salva-vidas já não combinam mais com a gente
é necessário buscar ser ainda mais leve quando o sentimento é infinitamente intenso
mesmo sabendo que o de melhor que sabemos fazer seja sentir e carregar uma infinidade de amor

Às vezes é preciso abraçar o mistério, se desfazer das memórias
e todas as incertezas que nos encharcam a alma
dos versos que escrevemos e não mostramos
das cartas escondidas que jamais serão entregues
e abrir espaço para aquela alma ainda desconhecida, porém recíproca e tão viva diante dos olhos
para podermos despertar a tudo que por ora nos foge do entendimento
mas onde o coração consegue encontrar paz e descanso para voltar a escrever poemas, voltar a sentir,
e, quem sabe...  Amar.
💜🙏 

Ela é de capricórnio

 "Ela é de capricórnio e eu só preciso te advertir que apesar do que possam falar e do que digam os horóscopos de revistas de fofoca, ela tem sim coração.
E ele é grande, toma conta do corpo quase todo.
Ela é toda coração, ela só não expõe numa vitrine pra todo mundo ficar olhando.

Ela gosta de saber onde tá pisando e ainda assim tem sempre um pé atrás ou dois.
Ela já se machucou e as feridas que demoraram a cicatrizar, ela trata com respeito.
Não permite que ninguém fique cutucando, tirando casquinha ou remexendo na sua dor,
mas se algum dia você se mostrar de verdade e ela te enxergar e vir sinceridade em você, ela vai se mostrar e se entregar por inteiro.

Ela gosta de ter tudo planejado na sua cabeça, embora nem sempre – ou quase nunca – siga seus planos.
Ela dá valor aos seus objetivos e geralmente vai até o fim pra conseguir o que quer.

Ela é independente e dá valor a isso.
Por isso não diga que é ganância quando ela exigir ser recompensada pelo seu trabalho duro e quando ela der valor a tudo o que construiu.

Ela pode parecer fria como gelo.
É uma imagem comum que se faz dela.
Mas no fundo e por dentro ela é quente e arde.
Ela arde de prazer pelas coisas que ama, pelos sonhos que tem, pelas coisas que deseja conquistar.
Ela é quente que nem o seu abraço mais verdadeiro e como o seu beijo mais apaixonado.

Ela é apaixonante e isso te apavora, eu sei.
Ela também tem medo de se deixar apaixonar, mas quando descobre o amor próprio, ninguém é capaz de amá-la mais do que ela mesma!
E como isso é bonito sobre ela.
Esse é só mais mistério que ela tem.
Mas no fundo, é lógica como um jogo de xadrez, onde se tem que analisar todas as probabilidades antes de avançar.

No amor também age como no jogo, então se ela se entregou é porque acredita.
Ela se entrega às causas que acredita e se põe no lugar do outro como ninguém.
Ela é tão intensa quando se trata de emoções, cara.

Ela chora com músicas melancólicas e ri de piadas sem graça.
Ela se comove com filmes que não são tão óbvios e até com comercial de dia dos pais na TV.

Ela dá valor às relações, independente da duração.
Pra ela o que vale é a intensidade, porque é isso que ela é.
Quando ela sente, sente mais do que qualquer um no mundo, para o bem e para o mal.

Quando sorri, o mundo se ilumina.
Quando fica triste, se fecha.
Mas, ela não precisa necessariamente estar triste para se voltar pra si mesma e querer ficar sozinha.
Às vezes é só um momento.

E quando ela quiser estar só, deixa ela.
Ela vai se fechar por um tempo, ficar mais calada, pensar mais, agir menos, porque é isso que ela faz.
Mas fica tranquilo, ela volta e volta ainda melhor"

Meg Ryan 🐈💓

“Há quem não mencione a palavra amor e fale sobre ele em cada gesto que diz” Falar algo diferente de AMOR INCONDICIONAL pela guriazi...