Ontem chorei debaixo d’água.
Olhei ao redor e, ainda com os óculos embaçados, percebi colegas perplexos.
Como aquele motorzinho tão resistente e forte, pudera parecer de repente, tão frágil diante dos demais?
Antes de adormecer, já dopada de remédios para dor, rezei.
Coisa que há muito não fazia.
E pedi que aquelas expectativas que tanto comprimem estômago e alagam meus olhos, se dissipassem.
Se não é para ser, que não mais rondem meus pensamentos.
Quero tão somente conviver com abraços que gritam, olhares que me escutam e um buquê imenso de sorrisos.
Nada mais.
Hoje acordei sem vontade alguma de abrir os olhos e um cinema mudo fazendo baderna em meu peito.
Mas com a certeza de não desistir da força que sei que ainda tenho aqui dentro.
♥