terça-feira, 11 de setembro de 2012

Mudar dói, Não mudar dói muito


Não pense que o mundo acaba
Ali onde a vista alcança
Quem não ouve a melodia
Acha maluco quem dança
Se você já me explicou
Agora muda de assunto
Hoje eu sei que mudar dói
Mas não mudar dói muito

Dizia Erasmo de Rotterdan
Que o pai da loucura é Platão
A mãe dela é a juventude
E dizem que teve um irmão
Que batizou enstusiasmo
E mora no Maracanã
Passeia em casais abraçados
E dorme no colo de Yansã
A natureza não precisa de arte
O amor não precisa do poeta
Às vezes, é o porto que parte
E é o alvo que procura a seta
Talvez seja filosofia
Talvez seja falta de assunto
Mas não há quem dirá (quem diria)
A verdade só, só junto
Que junto a verdade aparece
E ser só metade é ser só
E só quem amou sabe disso
Gigante olha a pedra e vê pó

(Oswaldo Montenegro)

sábado, 8 de setembro de 2012

Sandy Leah

Entre uma pausa e outra de “devorar” o livro “Tudo que eu queria te dizer” de minha musa, Martha Medeiros, assisti ao vídeo da gravação de DVD de Sandy (ex dupla Sandy & Júnior, agora em carreira solo). Eis que, para minha feliz surpresa, me deparo com algo bem bom.

Acho que o fato da gente não criar muitas expectativas ajuda e muito para que certas coisas nos surpreendam positivamente. E este vídeo é uma prova disso. São 21 músicas cuidadosamente escolhidas e encaixadas perfeitamente no repertório.

Fui assistindo, sem culpa ou qualquer obrigação, simplesmente fui, sem hora, nem tempo.

O DVD inicia com a ótima “Pés Cansados” que fala sobre o retorno a uma relação sem medo, isso após lutar muito contra, buscar outras coisas para fugir das idas e vindas tão comuns, até admitir, neste caso, não ser um “retrocesso” voltar àquilo que se ama de fato e tentar outra vez.

“Eu lutei contra tudo/Eu fugi porque era seguro/Descobri que é possível viver só/Mas num mundo sem verdade/Depois de tanto caminhar/Depois de quase desistir/Os mesmos pés cansados voltam pra você/Pra você/Sem medo de te pertencer/Volto pra você”

“Dedilhada” é a segunda escolhida no show e, em minha opinião, aquela que talvez reflita exatamente o momento de Sandy nesta nova etapa de seguir em carreira solo. Posso estar enganada, mas a letra me passa essa idéia.

“Meus passos vão firmes no caminho/Em direção ao que não foi escrito/Intuição sopra em meu ouvido/Escuto e vou/Eu só sei que não quero viver uma vida dedilhada/Cansei de pensar demais os erros meus não são iguais aos erros que deixei pra trás/E aqueles velhos medos não assustam mais”

“Ela/Ele” não curti. Talvez até seja a música tema de Sandy e Lucas da vida real, mas não gostei da melodia, lenta demais, sei lá. Não gostei.

“Perdida e Salva” é, sem dúvida, a melhor música do show! Linda!! A voz suave e doce de Sandy deixa a música ainda mais leve, feito uma musiquinha de filme infantil que nos embala e alivia o coração.

“Tentativas vãs de descrever/O que me calou/Me roubou palavras/E chão e ar/Me roubou de mim/E a dor some no vazio/Que o seu beijo preencheu/Da flor somem os espinhos/É assim o mundo que você me deu”

Depois ela se arrisca em cantar “Beija Eu”, de Marisa Monte. E não é que deu certo? Ficou bem bonitinha na voz dela, mesmo considerando que, possivelmente por não querer ousar tanto, não mudou praticamente em nada de ritmo ou melodia da música, apenas uma “aceleradinha” básica que ficou legal.

“Put your records On”, assim como “Wonderwall” e “Black horse and the cherry tree” encaixadas no repertório ingles do show, ficaram ótimas. Mais suaves que a versão original, um toque Sandy de ser, eu diria. Muito bom.

“Tão comum” é uma música bem bacana, com swing, gostosa de ouvir, mas perdi a paciência de assistir quando me deparei com um “Seu Jorge” cafona por demais. Uns chamariam isso de “estilo” do cara, mas em minha opinião, é mau gosto mesmo. Todo de terno e gravata e com um “gorrinho de lã” na cabeça feito um favelado? Por favor! Os óculos escuros sim, considero um estilo do cara. Do resto, algo brega e péssimo.

“Hoje eu quero sair só”, do Lenine não ficou muito diferente do estilo Patrícia Coelho de cantar esta mesma canção. E é uma música que é boa desde sempre, então, ser Sandy ou qualquer outra pessoa a interpretá-la não muda muita coisa.

“Sem jeito” – com Lenine o nome já diz, é uma música sem jeito rsrsrs... Parece que falta ou faltou algo. Não sei. Ritmo diferente da melodia, letra em descompasso com tudo, inclusive com a dupla, não se encaixam. Não gostei, apesar de achar a letra, e tão somente ela pura e simplesmente, interessante.

“O que faltou ser” outra belíssima canção do DVD. Suave, delicada e extremamente doce na voz da sempre doce, Sandy.

"Não me escondo do medo de não me reerguer/Do silêncio de uma vida sem você/De tudo o que faltou ser/Não me escondo do medo de não me reerguer/Do silêncio de uma vida sem você/De tudo o que faltou ser”

“Duras pedras” é uma música mais pesada, dura mesmo, como o nome já diz. Mas com uma interessante letra, apesar de triste.

“Dias iguais” ficou perfeita na parceria com Nerina Pallot. A voz que lembra um pouco a “aveludada” de Norah Jones. Linda canção, linda parceria.

“Por Enquanto” da Legião Urbana, assim como “Casa” de Lulu santos, Sandy com seu jeito suave de cantar, deu um toque de leveza e alegria especial a elas. Ficaram belíssimas.

A sempre ótima “Quando você passa”, ganhou uma “aceleradinha delícia” e uma batida delicada deixando ainda mais doce a canção.

“Estranho jeito de amar” é uma canção bonita, agradável aos ouvidos e um pouco triste, eu diria, mas com uma letra tão comum aos dias de hoje, às relações, enfim.

“Quanto talento pra discutir em vão/Será tão frágil nossa ligação/Não tem que ser assim/Tanto desencontro, mágoa e dor /Pra que a gente tem que se arriscar”

“Quem eu sou” quase fecha com chave de ouro o DVD. Ótima canção. Delicada, suave, letra e melodia que se encaixam perfeitamente. Deveria ser a que encerra o show, na minha opinião.

“A vida é assim/Não vem com manual/E só perde quem não corre atrás/Quem não joga o jogo/Por ter medo de errar/Mas quem se sente pronto pra viver/Deixo o sol guiar o meu olhar/E assim eu vou/Procurando/Nos meus sonhos/Descobrindo quem/Realmente eu sou/Inventando um caminho/Libertando quem/Realmente eu sou/Quem realmente eu sou/E o meu caminho vai/Sem medo de chegar/Só vou olhar pra trás/Pra ver o sol se pôr”

“Esconderijo” é uma música simples, direta e que na voz de Sandy, aliado ao toque delicado do piano, vira quase a declamação de um poema. Lindo, emocionante.

E ela fecha o show com “Tempo”, outra canção leve, lenta e, que por mim, poderia ter sido encaixada no meio do show e não para encerramento. Mas é uma canção bela e suave.

A direção do show é de Júnior, irmão e maior parceiro dos últimos anos de Sandy. E quem assina a direção musical do espetáculo é seu marido Lucas Lima.
Em resumo, um belíssimo espetáculo. Um DVD gostoso de assistir, de ouvir. Com canções escolhidas com carinho e cuidado que transformaram em um lindo e emocionante show. Vale à pena dar uma conferida com atenção nesta nova fase de Sandy.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Pingos de Caio


Vai menina, fecha os olhos
Solta os cabelos
Joga a vida
Como quem não tem o que perder
Como quem não aposta
Como quem brinca somente
Vai, esquece do mundo
Molha os pés na poça
Mergulha no que te dá vontade
Que a vida não espera por você 
Abraça o que te faz sorrir
Sonha que é de graça
Não espere
Promessas vão e vem
Planos, se desfazem
Regras, você as dita
Palavras, o vento leva
Distância, só existe pra quem quer
Sonhos se realizam, ou não
Os olhos se fecham um dia, pra sempre
E o que importa você sabe, menina
É o quão isso te faz sorrir
E só

C.F.A.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Pato Fu

Sempre por trás de um show espetacular existe, inevitavelmente, um período longo de muito trabalho, estudo e dedicação. Com esta banda não seria diferente. Foram praticamente DOZE MESES ensaiando e aprendendo a tocar em instrumentos de brinquedo. Mais que isso, transformar tudo isso num espetáculo maravilhoso, alegre, cativante e de encher os olhos tanto de adultos, quanto de crianças.

Muito Obrigada, Pato Fu por ser a banda mais criativa e divertida do planeta e, com isso, adoçar ainda mais meu domingo com este lindo e encantador show! Parabéns ao excelente projeto "Música de Brinquedo"!!!

AMOOOOOO MUITOOOOO TUDO ISSOOOOOOO!! ;-) 



domingo, 2 de setembro de 2012

domingo, 26 de agosto de 2012

Palavras...






Acho que ninguém...por vezes, nem eu mesma. 
Isso talvez explique os momentos em que silencio, que é o que de melhor sei fazer quando as palavras tornam-se inúteis...

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Lento

Certa vez escrevi num e-mail sobre eu não ser alguém de certezas estáticas, de procurar aquilo que é politicamente correto. Sempre agi no impulso, diante daquilo que me move e emociona ou, como mesma citei, me guiando tão somente por "este imbecil e ingênuo que me rende sempre às avessas de tudo o que seria mais fácil e óbvio". E é verdade.

Entretanto, há momentos em que necessito parar, olhar para dentro, me procurar entre tantos desencontros surgidos pelo caminho e que me fizeram perder um pouco o foco, o tino, a paz. Não ajusto nada, apenas observo as transformações dos sentimentos. Uns perdendo-se totalmente com o passar do tempo, outros resistindo bravamente. Uns evoluindo de patamar, se ajustando, outros tantos desaparecendo e desvalorizando por completo. Assim é o efeito do tempo.

Nestas horas a conversa é outra. É da gente. Somente nós e mais ninguém. Eu e a imagem que se reflete no espelho. E a gente acaba se entendendo. Te conto coisas absurdas para o momento e você me acena com algumas possibilidades bastante atrativas. Te digo do meu foco atual no trabalho e tão somente nele e você me abre os braços para mostrar que a alegria e encantamento podem surgir também de outras fontes. De onde a gente até então não enxergava ou não queria ver com estes mesmos olhos.

Quem sabe você esteja com a razão e a pessoa aqui deva esquecer um pouco esse mundinho perfeito de conto de fadas, essa ânsia por segurança, por manter o freio de mão sempre junto de si e deva chutar o balde de vez, arriscar novamente, se jogar e ver no que vai dar. Será? 

Mas aí a gente se desentende. Sem meu consentimento você conta aquilo que nem sei direito, que mal revelei a mim mesma. E com toda empáfia do mundo diz que apenas deu um empurrãozinho naquilo que já estava por acontecer, que contribuiu para trazer aquele sorriso de volta aqui pra dentro por inteiro. E a tríade da felicidade (segundo a musa Martha Medeiros) parece estar querendo dar o ar da graça pra você novamente: Saúde, trabalho e alguma relação afetiva (não necessariamente nesta mesma ordem).

Ótimo se tudo fosse assim, tão automático e instantâneo. Se a imagem refletida naquele espelho de sempre não tivesse mudado em nada nos últimos tempos, possivelmente apostaria que aquele mesmo coração, por vezes tão descompassado, pudesse agir como sempre agiu: no ímpeto e na vontade de estar diante daquilo que desperta interesse e faz um barulhinho bom sem se importar em se jogar de olhos fechados. Mas não. Por mais desejo que se tenha de arriscar e tentar, ver onde tudo vai dar, há em contra partida o medo de algo maior se perder nisso tudo. De se atropelar etapas, de se perder entre imagens desfocadas, de não haver a mesma sintonia, de não corresponder, assim como de não ser correspondida, enfim.

Algo ficou blindado pelas bandas de cá. E aquilo que hoje parece andar lentamente é tão somente cautela de alguém que não quer errar novamente e se confundir uma vez mais. Tudo tem seu tempo e cada um tem o seu.

Como também escrevi tempos atrás, ando buscando encontrar maneiras para cuidar novamente do meu coração, com todo o carinho que ele merece. E isso demanda tempo e paciência. Uns possuem, outros não. Uns querem, outros não. Uns podem, outros não.



(Lento - Julieta Venegas)

Meg Ryan 🐈💓

“Há quem não mencione a palavra amor e fale sobre ele em cada gesto que diz” Falar algo diferente de AMOR INCONDICIONAL pela guriazi...